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日志


7月31日

OS DEZ MANDAMENTOS OU A LEI DE DEUS

OS DEZ MANDAMENTOS OU A LEI DE DEUS

 

 

OS DEZ MANDAMENTOS DA BÍBLIA

 VELHO TESTAMENTO:

ÊXODO 20:3-17; DEUTERONÔMIO 5:8-21;

 NOVO TESTAMENTO:

MATEUS 4:10; 5:21; 5:27-28; 5:33; 15:4; 19:5 e 17-19; 22:37; 24:20; MARCOS 2:27-28; 10:19; 16:1; LUCAS 4:16 e 31; 6:1-2 e 5; 13:10 e 16; 23:54-56; JOÃO 9:14 e 16; ATOS 13: 27, 42 e 44; 17:29; ROMANOS 7:7 e 12; 13:9-10; 10:19-21; EFÉSIOS 6:1-2; COLOSSENSES 1:16; 1 TIMÓTEO 6:1; HEBREUS 4:4e 9; APOCALIPSE 1:3; 12:17; 14:7 e 12.

 

OS DEZ MANDAMENTOS

  CONFORME O CATECISMO

 TRADIÇÃO DE HOMENS

I

3 Não terás outros deuses diante de mim.

I

Amar a DEUS sobre todas as coisas.

II

4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

II

Não falar Seu Santo nome em vão.

III

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

III

Guardar domingos e festas.

IV

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 

9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; 

10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. 

11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou. 

IV

Honrar pai e mãe.

V

12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

V

Não matar.

VI

13 Não matarás.

VI

Não pecar contra a castidade.

VII

14 Não adulterarás.

VII

Não furtar.

VIII

15 Não furtarás.

VIII

Não levantar falso testemunho.

IX

16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

IX

Não desejar a mulher do próximo.

X

17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

X

Não cobiçar coisas alheias.

 

Você pode resumir Os Dez Mandamentos em apenas dois: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a você mesmo (MARCOS 12:29-31).

 Ainda mais, transformá-lo em apenas um: DEUS É AMOR (1 JOÃO 4:8 e 16). Você só não pode deixar de obedecer como Ele mandou e deseja que seja obedecido. Não pode ser da maneira que você quer obedecer. A doutrina é de Deus e não dos homens.

 Lembre-se de que Ele é o Criador e nós somos suas criaturas. Mudando a Sua Lei você não reconhece Deus como Pai e Criador (DANIEL 8:12), mas atribui e aceita aquele outro anjo caído – (satanás) – como pai e criador.

 Leia I JOÃO 3 (Deus é Pai e é santo. Seus filhos são também santos – Os filhos de Deus e os filhos do Maligno – O amor aos irmãos e o ódio ao mundo).

 Pense nisto!

 Adams Roberto Santos

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar ...

Êxodo Capítulo: 20

1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:

2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

3 Não terás outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;

10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.

11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.

12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

13 Não matarás.

14 Não adulterarás.

15 Não furtarás.

16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

18 Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de longe.

19 E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos.

20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.

21 Assim o povo estava em pé de longe; Moisés, porém, se chegou às trevas espessas onde Deus estava.

22 Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que do céu eu vos falei.

23 Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós.

24 um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.

25 E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.

26 Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez.

PENSE NISTO: Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

LEMBRA-TE... DO DIA DO SÁBADO, PARA O SANTIFICAR


LEMBRA-TE...

PRIMEIRO DIA DA SEMANA

SEGUNDA-FEIRA

TERÇA-FEIRA

QUARTA-FEIRA

QUINTA-FEIRA

SEXTA-FEIRA

SÁBADO...

LEMBRA-TE...

GÊNESIS... Gênesis Capítulo: 2

1 Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército.

2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera.

3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera.

ÊXODO... Êxodo Capítulo: 20

1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:

2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

3 Não terás outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;

10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.

11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.

ISAÍAS... Isaías Capítulo: 66

21 E também deles tomarei alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor.

22 Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome.

23 E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.

24 E sairão, e verão os cadáveres dos homens que transgrediram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne.

APOCALIPSE... Apocalípse Capítulo: 1

1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João;

2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.

3 Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

Apocalípse Capítulo: 12

17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.

Apocalípse Capítulo: 14

6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,

7 dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

8 Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.

9 Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão,

10 também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.

11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome.

12 Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Crês tu em Jesus?

João Capítulo: 9

35 Soube Jesus que o haviam expulsado; e achando-o perguntou-lhe: Crês tu no Filho do homem?

João Capítulo: 11

26 e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?

João Capítulo: 14

10 Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras.

Atos Capítulo: 8

37 [E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]

Tiago Capítulo: 2

19 Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.

Depois de lê os textos acima e meditar bem, agora responda com sinceridade de coração. Eu não quero a sua resposta, mas Ele, Jesus Cristo, gostaria de ouvir o que você vai responder. Qual é o verdadeiro Dia do Senhor? O Sábado ou o primeiro dia da semana?

Pense nisto!

Lição 6 - Andando na luz – Rejeitando os anticristos - Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

Lição 6
1º a 8 de agosto

Andando na luz – Rejeitando os anticristos

Lição 632009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 34–37


Verso para Memorizar: “Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai” (1Jo 2:23).

Leituras da semana: Jo 15:4-10; At 2:15-17; Hb 1:1, 2; 2Ts 2:3, 4; 1Jo 2:18-29; 4:1-6

Desde seus primórdios, a igreja teve que lidar com falsos ensinos e heresias. Paulo advertiu os líderes da igreja em Éfeso contra os “lobos vorazes” que atacariam “o rebanho” e contra falsos mestres entre eles mesmos que afastariam para longe os membros da igreja (At 20:29, 30). Jesus também advertiu contra os falsos cristos e falsos profetas (Mt 24:5, 11, 24). Hoje, a igreja enfrenta a mesma coisa.

Em Apocalipse 13, a besta do mar é descrita como uma imitação de Jesus. Então, os comentaristas chamaram essa besta de anticristo (em grego, anti significa “em lugar de”). Curiosamente, em sua primeira epístola, João também fala sobre o(s) anticristo(s). Quem são esses? O que eles ensinam?

Nesta semana, vamos entender com o que João estava lidando e procurar tirar lições para nós em nossos dias.

Prévia da semana: Qual é a “última hora” (1Jo 2:18)? A respeito de que ameaça João advertiu seus leitores? Existe diferença entre o anticristo e os anticristos? O que João quer dizer sobre permanecermos em Cristo? Como os cristãos devem provar os espíritos?


Domingo

Ano Bíblico: Is 38–40

“A Última Hora” (1Jo 2:18)

“Filhinhos, esta é a última hora e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora” (1Jo 2:18, NVI).

No texto final de 1 João 2, o apóstolo começa a falar em maiores detalhes sobre o grupo ou os grupos que haviam provocado problemas aos membros de sua igreja. Na atividade deles, ele reconheceu que “a última hora” havia chegado.

1. João fala sobre “a última hora” perto do fim do primeiro século d.C. Quase dois mil anos mais tarde, como devemos entender o que significa essa última hora? Leia sobre “os últimos dias” em At 2:15-17; Hb 1:1, 2; 1Pe 1:20; 1Jo 2:18

A expressão “a última hora” ocorre só aqui. Em contraste, no Novo Testamento, outros escritores usaram a expressão “os últimos dias” para se referir ao tempo desde a primeira vinda de Jesus.

Com Jesus chegou uma nova era. Todo o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo é considerado “os últimos dias”. Pelo contexto de seus escritos, a “última hora” de João pode simplesmente ser sua forma de dizer a mesma coisa de “os últimos dias”, período entre a primeira e a segunda vinda de Jesus.

O próprio Jesus usou a expressão “a hora” em João 4:23 e 16:2 (em algumas versões é traduzido como tempo”), e Ele apontava para um período específico no futuro, anterior ao Seu retorno. João parece usar a expressão “a última hora” também neste mesmo sentido.

O mais importante, porém, é notar que João não fixa uma data, nem descreve uma cronologia precisa e detalhada dos eventos que devem ocorrer antes da vinda do Senhor. Não é esse o seu objetivo. Em vez disso, seu objetivo está mais ligado à necessidade de sermos diligentes e cuidadosos, porque haveria falsos mestres, como o próprio Jesus advertiu.

Se João foi impressionado naquele tempo a advertir sobre os perigos da “última hora”, que dizer de nós hoje? Que tipos de ensinos temos que enfrentar cada dia, tanto dentro como fora da igreja, que, se fossem aceitos, nos fariam extraviar-nos? Como podemos nos proteger desses enganos?


Segunda

Ano Bíblico: Is 41–44

A vinda dos anticristos (1Jo 2:18, 19, 22, 23)

2. Quem é o anticristo? 1Jo 2:18, 19, 22

A palavra anticristo é usada apenas em 1 e 2 João. Um anticristo tenta tomar o lugar de Cristo e a Ele se opõe. Estudiosos de diferentes denominações têm, por exemplo, chamado de “anticristo” a besta do mar de Apocalipse 13 e o homem da iniquidade de 2 Tessalonicenses 2. Essa é uma designação correta, porque a linguagem usada em Apocalipse 13:2-4 mostra que essa besta do mar é uma imitação e paródia de Cristo, o Cordeiro; em 2 Tessalonicenses 2:4 o anticristo, o homem da iniquidade, busca tomar o lugar do Senhor. Embora não usem o mesmo termo, as Escrituras, em vários lugares, falam desse conceito, e, obviamente, João estava familiarizado com ele. Realmente, em Apocalipse, ele mesmo usa esse conceito, se não o termo em si.

Em 1 João 2:18 João emprega anticristo no singular e também no plural: O anticristo deveria vir; muitos anticristos já haviam aparecido. João abre mão da ideia de um anticristo específico ao chamar outras pessoas de anticristos? Provavelmente, não! 1 João 4:3 é útil. O texto fala do espírito do anticristo: essas pessoas revelam o espírito do anticristo, mas o verdadeiro anticristo ainda estava por vir.

3. Por que João chamava de anticristos essas pessoas que tinham problemas com a correta compreensão da natureza de Cristo? 1Jo 4:3; 2Jo 7

João podia não considerar “anticristos” aqueles membros de sua igreja que estavam simplesmente com dificuldades para compreender corretamente a natureza de Jesus ou que estavam oscilando momentaneamente, atingidos pelos falsos ensinos. Eles precisavam tomar uma decisão entre o ensino do cristianismo e a visão dos anticristos no que se relacionava com Jesus como o Messias e/ou a natureza de Cristo.

Porém, pessoas haviam deixado a igreja e proclamavam doutrinas falsas com algum sucesso (1Jo 4:5). Esses eram os anticristos.

Em sentido real, qualquer coisa que toma o lugar do ­Deus verdadeiro em nossa vida pode ser um “anticristo”. Quais são alguns dos “anticristos” que confrontamos em nossa vida hoje? Como podemos reconhecê-los e, mais importante, neutralizar seu poder contra nós?


Terça

Ano Bíblico: Is 45–48

Provando os espíritos (1Jo 4:1-6)

Em 1 João 4:1-6, João retoma a questão com que estava lidando em 1 João 2:18-27: os ensinos errôneos que estavam sendo difundidos entre eles. É interessante que tão cedo, no meio da igreja, o inimigo tenha trabalhado, buscando dividir os crentes pela introdução de falsos ensinos. Mesmo hoje, como adventistas, temos o mesmo problema: ensinos falsos que nos dividem.

4. Que diz a epístola a respeito dos que tentam difundir falsos ensinos entre nós? 1Jo 2:19

Embora não saibamos todos os detalhes, João parecia estar enfrentando vários ensinos heréticos sobre Jesus, promovidos por muitos desses antigos membros. Alguém pode ter ensinado que Cristo foi um ser humano apenas na aparência, mas não em realidade. Outro pode ter enfatizado que Cristo entrou no ser humano Jesus, no batismo, e O deixou antes da crucifixão. Ainda outros podem ter rejeitado Jesus como o Messias.

Talvez esses falsos mestres afirmassem ser inspirados, e por isso ele haja advertido em 1 João 4:1 sobre os falsos profetas. No entanto, seus ensinos errôneos provavam que eles eram influenciados pelo espírito do anticristo.

5. Compare 1 João 2:18-27 com 1 João 4:1-6. Mesmo entre as advertências sobre o anticristo e seus falsos ensinos, que certeza e esperança João deu a seus leitores? Que esperança podemos tirar dessas passagens para nós?

Note o paralelo entre 1 João 2:21 e 1 João 4:6. Nesses dois casos, uma grande defesa contra esses erros é o conhecimento de Deus, conhecimento da verdade. João destaca a importância da compreensão correta do ensino, especialmente sobre Jesus. Aqui existe uma evidência bíblica muito clara da importância da doutrina correta.


Quarta

Ano Bíblico: Is 49–51

A unção (1Jo 2:20, 21, 27)

6. A “unção” de 1 João 2:20 tem sido entendida por muitos como o Espírito Santo. Como os textos seguintes ajudam a confirmar essa conclusão? 1Sm 16:13; Jo 14:17; 15:26; 16:7; 1Jo 2:20, 21, 27

Os verdadeiros crentes receberam a unção, que repousa sobre eles, os ensina e não tem falsidade. O que é dito sobre a unção e suas funções pode lembrar aos leitores as declarações de Jesus sobre o Espírito Santo em Seu discurso de despedida (Jo 13-16). Já Isaías 61:1 vincula a unção com o Espírito Santo. Então, é muito provável que a unção tenha o significado de Espírito Santo.

Mas existe igualmente outra dimensão. Até certo ponto, 1 João 2:24: “Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês” é paralela ao verso 27: “Quanto a vocês, a unção que receberam dEle permanece em vocês” (1 João 2:24, 27, NVI, ênfase acrescentada).

O que o crente verdadeiro ouviu desde o princípio é o evangelho de Jesus. Além disso, a Palavra de Deus (1Jo 2:14) habitam no cristão. Em 2 Coríntios 1:21, 22, a unção divina está relacionada com o selamento pelo Espírito Santo, e em Efésios 1:13, o ouvir a palavra da verdade e nela crer leva ao selamento pelo Espírito Santo. Então, a unção pode também apontar para as Escrituras.

O antídoto para as mensagens dos anticristos é a Palavra de Deus, comunicada pelo Espírito Santo. É o padrão objetivo pelo qual as doutrinas podem ser avaliadas. Os verdadeiros crentes contam com o Espírito Santo, que Se manifesta nas Escrituras. A Bíblia precisa ser a autoridade final em todos os nossos ensinos. No momento em que o crente começa a duvidar da autoridade da Bíblia, sua confiabilidade e inspiração, começam a se abrir a todos os tipos de ilusões e erros. O mundo está cheio de pessoas que, tendo sido cristãos fortes, abandonaram a fé porque – encontrando coisas que não entendiam ou não apreciavam – começaram a questionar a validade e inspiração da Bíblia. Uma coisa é admitir que existem pontos na Bíblia que não entendemos, ou até nos parecem questionáveis; outra é duvidar da autoridade das Escrituras por causa delas.

Qual é sua atitude em relação aos aspectos da Palavra que você não entende ou dos quais não gosta? Com o passar do tempo, você vai encontrando cada vez mais motivos para duvidar da Palavra? Você está nesse caminho? Neste caso, como pode sair dele?


Quinta

Ano Bíblico: Is 52–55

Permanecendo nEle

7. Em quem devemos permanecer? O que deve permanecer em nós? Por que essa mensagem é tão importante para nós? Jo 5:38; 6:56; 8:31; 15:4-10; 1Jo 2:14, 28; 2Jo 9

A palavra traduzida como permanecer também pode ser traduzida como habitar, viver em, morar em. É um conceito importante no Evangelho de João e em suas epístolas. Ocorre 25 vezes em 1 João e duas vezes em 2 João.

O conceito destaca que é importante permanecer no Filho, no Pai e no Espírito Santo. Uma relação correta com a Divindade é importantíssima. Também é importante permanecer na doutrina correta e na Palavra, porque isso afeta nossa relação com Deus. Realmente, esse parece ser um aspecto fundamental na epístola de João, porque ele temia o que esses falsos mestres e seus falsos ensinos podem fazer para a fé dos crentes.

8. Uma das promessas feitas aos que permanecem nEle é a vida eterna. O que nossa fé nos ofereceria se não tivéssemos essa promessa? Por que se importar até mesmo em ser cristão? Veja 1Co 15:1-19.

Para João, sem dúvida, um aspecto fundamental da fé cristã era a permanência no Senhor. Essa é simplesmente outra maneira de declarar que precisamos “andar na luz”, que precisamos viver em um relacionamento próximo com Jesus, que significa submeter diariamente a vida à Sua vontade, revelada pela Palavra e pela obra do Espírito Santo em nossa vida. Assim que começamos a desobedecer ao Senhor, assim que começamos a pensar que podemos resolver as coisas à parte de Deus, assim que começamos a emitir juízos negativos sobre aquelas porções da Bíblia de que não gostamos, estamos nos movendo em uma direção que, se não for interrompida, nos separará da relação de salvação com Jesus.

Como você “habita” em Cristo? Que coisas você fez nas últimas 24 horas que o habilitaram a “habitar” nEle? Faça uma lista das coisas que fazem parte do que significa “habitar” em Cristo. Leve sua lista para a classe no sábado.


Sexta

Ano Bíblico: Is 56–58

Estudo adicional

Leia 2 Pedro 2 e Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 196, 197: “Mundanismo na Igreja”.

Pode-se suscitar a pergunta por que 1 João 2:29 é importante nesta discussão sobre falsos mestres. Obviamente, com o falso ensino sobre Jesus, um falso estilo de vida foi junto. É assim que costuma acontecer hoje. O ataque a uma doutrina do cristianismo leva ao questionamento de outras e, mais cedo ou mais tarde, não é só um raciocínio teórico que é afetado, mas existem reflexos em termos práticos. As pessoas não mais vivem de maneira justa. Um desastroso ciclo maligno começa, uma espiral descendente que só pode ser detida retornando ao Senhor, Seus ensinos e Sua vida exemplar.

“O Espírito não foi dado – nem nunca o poderia ser – a fim de sobrepor-Se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser, ela mesma, a norma pela qual todo ensino e experiência devem ser aferidos. Diz o apóstolo João: ‘Não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo’ (1 Jo 4:1)” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 7).

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Todo o período entre a primeira e a segunda vindas de Jesus.
Pergunta 2: Anticristo é o “homem da iniquidade”. Anticristos são todos os que revelam seu espírito.
Pergunta 3: Anticristos são todos os que defendem ensinos falsos.
Pergunta 4: Que, apesar de terem saído de entre nós, não são dos nossos.
Pergunta 5: Conhecemos os ensinos de Deus, e neles seremos guardados.
Pergunta 6: Veja a nota.
Pergunta 7: São inúmeros os textos que afirmam a necessidade de permanecermos em Cristo, isto é, em Deus.
Pergunta 8: A vida eterna é o cumprimento final da esperança do cristão, de viver para sempre com o Senhor.


Lição 6 - Andando na luz – Rejeitando os anticristos - Auxiliar Para Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

A lição em resumo

Texto-chave: 1 João 4:1-6

O aluno deverá...

Saber: Entender o que significa permanecer em Cristo e estar ciente da existência dos anticristos.
Sentir: Urgência e necessidade de contar com a força de Cristo.
Fazer: Estar em guarda contra o poder do anticristo.

ESBOÇO DO APRENDIZADO

I. Conhecer: Reconhecendo os anticristos

A. A Bíblia é o padrão objetivo autorizado para toda doutrina e ensino. Como podemos estar certos de que a interpretamos corretamente?
B. Qual é a diferença entre admitir que existem coisas que não entendemos e duvidar da validade da Bíblia?
C. João destaca o conceito de habitar nEle. O que significa isso para nós como cristãos, hoje?

II. Sentir: A noção de urgência

A. O senso de vigilância e urgência é importante para enfrentar os enganos dos anticristos: Como podemos nos guardar contra a complacência?
B. Habitar em Cristo é importante para a vida cristã vitoriosa. Como podemos depender completamente da força de Cristo?

III. Fazer: Estar vigilantes contra o engano

A. Mencione alguns dos enganos do anticristo que prevalecem hoje.
B. Prevenir é melhor que remediar: Que medidas podemos tomar contra os enganos dos falsos mestres e dos anticristos?
C. Que passos podemos dar para limitar a possibilidade de cair sob a influência de falsos ensinos e anticristos?

Resumo: Embora quase dois mil anos tenham se passado desde a advertência de João, os perigos apresentados pelos anticristos ainda estão conosco. O único modo de viver como cristãos vitoriosos é permanecendo no Pai, no Filho e no Espírito Santo e mantendo um relacionamento correto com as três pessoas.

Ciclo do Aprendizado

Motivação

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A compreensão da ameaça que o anticristo representa nos ajuda a evitá-lo em nossa caminhada cristã.
Só para os professores: Os falsos mestres foram uma preocupação da igreja desde o seu começo. O próprio Cristo predisse que os falsos cristos viriam (Mt 24:24). Paulo os chamou de “lobos vorazes” que atacam o rebanho (At 20:29-31). A compreensão do que o lobo representa nos ajuda a entender algo da natureza do anticristo. Enfatize para sua classe que, quanto mais completamente estivermos cientes dos perigos do inimigo, estaremos mais bem preparados para resistir.

Não foi sem motivo que Paulo comparou o inimigo a lobos. Mas o que fazem os lobos como caçadores espertos? Eles são noturnos. Preferem caçar depois de crepúsculo sob a cobertura da noite. Os lobos examinam os rebanhos em busca de sinais de debilidade, aproveitando-se dos muito doentes e velhos. Aspiram o ar em busca de feridas ou do cheiro de infecção. Depois que a presa é escolhida, eles viajam na direção contrária à direção do vento para evitar que a presa sinta o seu cheiro.

Para achar a presa, os lobos também observam os corvos. Estes circulam no ar sobre os animais doentes. Pássaros voando em círculos significam que o alimento está perto. A alcatéia se aproxima silenciosamente de seu objetivo, geralmente em fila indiana. Eles prendem a presa pela anca ou pelos lados, preferindo atacar por trás.

Comente: Com base na tática dos lobos, o que podemos aprender sobre a maneira de agir dos falsos mestres? Como essa compreensão nos ajuda a estar em guarda contra seus ataques?

A maioria das presas que os lobos caçam têm chifres. Ao contrário dos alces, o “rebanho” – ou as ovelhas – como Paulo chama a igreja, não tem chifres nem defesa natural. O único desses animais com chifres é achado em Apocalipse 5:6, e esse Cordeiro é Jesus. Esses chifres representam Sua igreja ao longo dos séculos, Sua luz na Terra contra os ensinos falsos. Como isso nos ajuda a ver o papel da igreja hoje na guerra espiritual contra o anticristo?

Compreensão

Compreensão
Só para os professores: O que diz nossa lição sobre o anticristo? Como essa descrição se encaixa no quadro maior do que a Bíblia diz? Como ambas se relacionam com o desenrolar do grande conflito nos eventos do tempo do fim? Essas são algumas perguntas que devem ocupar nosso estudo nesta semana e nos guiar na experiência cristã.

Comentário Bíblico

João alerta a igreja para os falsos ensinos específicos do anticristo durante a “última hora”. Que “última hora” é essa? Como devemos identificar o anticristo e sua obra?

I. A “Última Hora”: O que significa (1Jo 2:18)

A expressão “última hora” não descreve cronologia mas teologia. É a hora em que os santos de Deus, tendo experimentado as bênçãos do reino da graça, esperam ansiosamente o reino da glória, a ser materializado na segunda vinda de Cristo (Jo 14:1-3; 1Ts 4:16, 17). A primeira vinda de Cristo já selou o destino de Satanás. Desde esse acontecimento, os cristãos têm aguardado ansiosamente a nova ordem de Deus. Neste sentido, cada dia na vida de um cristão é a última hora – estar preparado para Sua vinda e estar vigilante contra os enganos do anticristo.

Durante os últimos dias, enquanto o evangelho é pregado a todas as nações, Satanás deve levar as forças do anticristo a “enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24, veja também Mc 13:6); a explorar os tempos perigosos em que a depravação espiritual e moral alcançará seu ponto extremo (2Tm 3:1); a ridicularizar a segunda vinda de Cristo e lançar uma guerra contra os santos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

A última hora é um tempo de expectativa em que a igreja aguarda a volta de seu Senhor – tempo para estar vigilante contra o anticristo, tempo de esperança, tempo para viver como se Cristo viesse a qualquer momento.

Comente: Falando sobre a última hora, Pedro adverte: “ O fim de todas as coisas está próximo”, portanto, “sejam criteriosos e estejam alertas” (1Pe 4:7 NVI). Mencione algumas áreas em que precisamos estar alertas.

II. O anticristo: sua identidade e nossa defesa

A palavra anticristo aparece quatro vezes na Bíblia, todas nas epístolas de João (1Jo 2:18, 22; 4:3; 2Jo 7). Mas, como um conceito, o anticristo é um sistema do mal em oposição a tudo o que Cristo representa e remonta à origem do pecado, ao início do grande conflito. João descreve o anticristo como aquele que nega que Jesus seja o Cristo (1Jo 2:22) e que Ele seja Deus encarnado (1Jo 4:3; 2Jo 7).

O anticristo original, evidentemente, é Satanás, que, desde a origem do grande conflito, se opôs a Cristo. “A resolução do anticristo, de propagar a rebelião que iniciou no Céu, continuará a operar nos filhos da desobediência” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 230).

A principal obra do anticristo é o engano. Como personificação do mal e como oponente de Cristo, o anticristo é apresentado de diferentes maneiras nas Escrituras. Paulo falou do “homem da iniquidade”, que engana por meio de todo tipo de milagres e maravilhas (2Ts 2:3, 9). Cristo falou acerca dos enganos dos falsos cristos nos últimos dias (Mt 24:4, 5, 23, 24). Daniel predisse o pequeno chifre (Dn 7:7, 8, 25–27), sistema religioso que falaria contra Deus, perseguiria os santos e tentaria mudar a lei de Deus, inclusive o mandamento do sábado. João advertiu sobre a besta de Apocalipse 13:1-10 – o poder do anticristo conhecido pela blasfêmia, perseguição e apostasia, e cujo trabalho continuará até que seja consumido pelo juízo  final de Deus.

Deste modo, o anticristo é Satanás, que trabalha por intermédio de agentes humanos para se opor a Cristo e a Seu ministério redentor. Esses agentes podem alegar que pertencem à igreja, mas são, na realidade, lobos “disfarçados em ovelhas” (Mt 7:15; At 20:29). Opõem-se a Deus revelado em Cristo (1Jo 2:22) e Seus ensinos. Sua falsidade pode se voltar contra a pessoa e obra de Cristo, a lei de Deus, o ministério sumo-sacerdotal de Jesus, os requisitos do discipulado, a realidade e proximidade da segunda vinda, e assim por diante.

Comente: A prova da doutrina – no tempo de João, a encarnação de Cristo (1Jo 2:22; 4:1-3) – é um dos critérios para se identificar o anticristo. Que doutrinas em especial cairão sob ataque nos últimos dias?

Aplicação

Aplicação
Só para os professores: O ensino de João sobre o anticristo contém uma advertência a todos os cristãos. A advertência é sobre a apostasia: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos” (1Jo 2:19). A menos que permaneçamos na verdade e a verdade permaneça em nós, corremos o risco da apostasia. Deste modo, a jornada cristã não é uma experiência imediata e definitiva, mas um evento diário por meio do qual Jesus está no posto de comando de nossa vida.

Perguntas para reflexão

1. Primeira João 2:19 fala de dois grupos de pessoas: Os que saem e os que permanecem. O que leva alguns a deixar a comunhão e outros a permanecer? Pense em Judas e Pedro, que estiveram à beira da apostasia. O que levou um a se perder e o outro a ser salvo?
2. A permanência em Cristo coloca a pessoa na estrada da fé para encontrá-Lo em Sua vinda (v. 28). Para essa pessoa, “a última hora” não é ocasião de terror, mas um período de espera alegre pela reunião final. Que tipo de vida precisamos ter na última hora?

Perguntas de aplicação

1. Um menino de cinco anos perguntou à irmã, de sete: “Por que a vovó passa tanto tempo lendo a Bíblia?” “Ela está se preparando para os exames finais”, disse a criança maior. Como você está se preparando para os exames finais?
2. O quarto mandamento e o exemplo de Jesus nos mostram que devemos guardar o dia de sábado. Mas surge alguém que oferece uma nova “verdade”: é o princípio do descanso que interessa, e que qualquer dia serve. Como você responde?

Transformação

Criação
Só para os professores: Tendo exposto as obras enganosas do anticristo, João fala de duas proteções que mantêm os crentes no caminho reto e estreito. São elas: Permanecer no Filho e na Palavra (1Jo 2:24) e ser ungido pelo Espírito Santo (v. 27). Com essas proteções em mente, convide os membros da classe a participar dos seguintes projetos:

1. O comentário nos pede que pensemos nos destinos de Pedro e de Judas. Pense nas semelhanças e diferenças entre eles. Agora, imagine que você estivesse com um deles na noite em que Jesus foi preso. Com base no estudo de seu caráter, escreva um breve monólogo que imagine em suas próprias palavras o que Pedro ou Judas poderiam ter dito a fim de explicar por que fizeram a escolha que fizeram aquela noite.
2. Convide alguém a ler para a classe o seu monólogo. Se alguém tiver talento dramático, peça que essa pessoa memorize seu monólogo e apresente em forma de dramatização. Comente os monólogos com a classe. Que ideias podem ajudar a reforçar o conceito-chave da lição?


Lição 6– Andando na Luz Rejeitando os Anticristos - Lição 6– Andando na Luz Rejeitando os Anticristos

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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
3º Trimestre de 2009


Lição 6– Andando na Luz Rejeitando os Anticristos

José Carlos Ramos – D. Min

Nova lição com título duplo. Aqui também o primeiro enunciado é causativo do segundo: quem anda na luz rejeita os anticristos. Estes são elementos ligados às trevas sem qualquer consenso com a luz, apesar de às vezes sustentarem o engano não apenas com uma aparência de verdade, mas mesmo com boa dose de verdade. Mas isso também são trevas; quem se arriscaria a tomar um copo de leite misturado com uma colherinha de formicida?

Desde o início destes comentários, chamei a atenção para o fato de que João se preocupou em alertar as igrejas sob seus cuidados quanto a falsos mestres que, furtivamente, penetravam nos arraiais cristãos e disseminavam ensinos errôneos, heresias.

Entendo que este foi um dos propósitos não apenas das epístolas joaninas (veja o comentário de 29 e 30 de junho), mas também do quarto Evangelho e do Apocalipse, livro que previu a manifestação definitiva do anticristo por excelência (Ap 13, 17), aquele que incorpora as diferentes formas de engano engendrado pelo inimigo em todas as épocas.

Domingo, 2 de agosto
A última hora (1Jo 2:18)

Considerando que, desde os primórdios do cristianismo (pois o próprio Jesus havia tocado nesse assunto ― veja  Mt 24:11, 12, 24) a manifestação do anticristo é considerada um sinal da proximidade dos tempos finais (2Ts 2:1-12), João assegura aos leitores que a proliferação do engano em seus dias era uma evidência de que era chegada a “última hora”.

A lição de hoje explica satisfatoriamente o contexto em que a última hora havia chegado no final do primeiro século. Lembra também que esta fórmula exclusiva de João corresponde a “últimos dias” em outras partes do Novo Testamento, por cujo testemunho se entende que estes começaram com a primeira vinda de Jesus (veja Hb 1:1, 2; At 2:17; veja  também a lição de 22 de julho, onde se lê que a “nova era” foi “inaugurada com o primeiro advento de Jesus”). Acrescentaria mais duas fórmulas que encerram o mesmo significado: “último tempo” e “fim dos tempos” (Jd 18; 1Pe 1:5, 20; 1Tm 4:1). Mesmo quando os escritores sagrados falam do que ocorreria nos últimos dias, estão, com efeito, falando de seus próprios dias (veja 2Pe 3:3-5; 2Tm 3:1-9; Jd 18, 19).

Estariam, então, equivocados os adventistas quando, fundamentados nas profecias de Daniel, afirmam que o tempo do fim começou em 1798? Não necessariamente. Um estudo mais atento da escatologia bíblica, que tem que ver com os acontecimentos finais, nos dá conta de que ela deve ser considerada em duas dimensões: realizada em Cristo e realizada na História, esta em três lances distintos: (1) inaugurada por Jesus (particularmente com Sua morte e ressurreição), (2) intensificada e (3) consumada. A fase que se denomina inaugurada vai do primeiro advento até 1798; a segunda fase, intensificada, vai de 1798 até o fim (por isso é chamada “tempo do fim”), e, finalmente, a consumada envolve a volta de Jesus, o milênio e o surgimento dos novos céus e da nova Terra. Os “últimos dias”, portanto, medeiam os dois adventos.

Quais são as implicações de os “últimos dias” começarem a partir da cruz? O cristão é um cidadão de dois reinos (ou dois mundos), o terreno e o celestial, com prioridade para o segundo (Mt 22:21; Rm 13:1-7; 1Pe 2:13-17; Fp 3:20, 21). Na morte, ressurreição e ascensão de Jesus, há uma antecipação da era porvir, com o desfrute, por parte da Igreja, das bênçãos do reino, as quais alcançarão a plenitude a partir da segunda vinda. É o e o não ainda tão significativamente subentendidos na mensagem do Novo Testamento, principalmente em Paulo. As bênçãos da era porvir são pré-desfrutadas pela Igreja através da presença do Espírito com ela e nela. Paulo diz que temos as primícias (Rm 12:23) do Espírito como garantia ou penhor (2Co 1:22; 5:5; Ef 1:14) de que desfrutaremos tudo a partir da consumação final (cf. Rm 8:32). Observe o gráfico a seguir:

Comentário lição 632009

A lição confirma esse fato. “Com ­Jesus chegou uma nova era. Todo o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo é considerado ‘os últimos dias’. Pelo contexto de seus escritos, a ‘última hora’ de João pode simplesmente ser sua forma de dizer ‘os últimos dias’, período entre a primeira e a segunda vinda de ­Jesus.”

Segunda, 3 de agosto
A vinda dos anticristos (1Jo 2:18, 19, 22, 23)

Depois de exortar sua comunidade quanto à luz e as trevas, ao pecado e a confissão, à propiciação e o perdão, o conhecimento de Deus e a guarda de Seus mandamentos, o amor fraternal e a comunhão, João declara explicitamente o que eram aqueles dissidentes que estavam iludindo as igrejas e desencaminhando os incautos. Não eram outra coisa senão anticristos, emissários do inimigo e pedras de tropeço. Anticristos são “todos aqueles que se exaltam contra a vontade e a obra de Deus” (Ellen G. White, SDABC, v. 7, p. 950).

E o pior: não provinham do mundo; haviam saído da própria igreja (v. 19). Muitos anos antes, Paulo já havia admoestado os líderes precisamente da igreja de Éfeso, prevendo que dentre eles mesmos se levantariam mestres ensinando coisas pervertidas, “para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30). Agora, esta situação estava na ordem do dia.

Já expus o perfil dos hereges daquele tempo, e de suas heresias, comentando lições anteriores (veja especialmente o comentário introdutório da lição 1 e o comentário de 1º e 2 de julho). Quem é anticristo senão aquele que nega as verdades reveladas, particularmente na vida e ministério de Jesus, incluindo Sua morte e eventos posteriores, e insere, em seu lugar, ensinos deturpados, procedentes da mente do demônio? Quem é anticristo senão aquele que, através de ensinos deturpados, engana e tenta usurpar o lugar a que unicamente Cristo tem direito? Como a lição esclarece, “um anticristo tenta tomar o lugar de Cristo e a Ele se opõe.”

Nesse caso, Satanás é, de fato e por direito, o anticristo original e no mais alto grau (pois empreendeu, no Céu, apoderar-se da posição de Cristo). Ele está por trás de toda racionalização que resulta no afastamento da verdade. “A resolução do anticristo, de levar a cabo a rebelião que iniciou no Céu, continuará a operar nos filhos da desobediência.” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 394). Sabemos que um dos últimos lances da obra de engano ocorrerá quando Satanás aparecer como anjo de luz (2Co 11:14), numa contrafação quase perfeita da pessoa de Jesus Cristo.

Também cremos que determinado poder político-religioso, que se manifestou no seio do cristianismo centenas de anos depois de João, foi a culminação da apostasia que, em seu tempo, estava em andamento. Paulo se referiu a isso ao afirmar que “o mistério da iniquidade”, cujo desenvolvimento máximo introduziria a figura nefasta do “homem da iniquidade, o filho da perdição”, já operava em seus dias (2Ts 2:3, 7). E esse sistema de engano, em futuro próximo, estará de volta ainda com poder maior, e autoridade suficiente para levar o mundo todo a se levantar contra o povo remanescente.

Pergunto, então, o que nos diria o apóstolo João, estivesse ele em nosso meio hoje? Sua preocupação em alertar os membros da igreja quanto aos anticristos de seu tempo realça a necessidade de estarmos muito mais atentos e preparados para os enganos de nossos dias, e para a manifestação final da apostasia que logo terá lugar.

Como o faremos? Provando os espíritos (lição de amanhã), buscando diariamente a unção do Espírito Santo (lição de quarta-feira), e permanecendo fiéis em Cristo (lição de quinta-feira).

Terça, 4 de agosto
Provando os espíritos (1Jo 4:1-6)

Para continuar o tema tratado ontem, a lição interrompeu a sequência do texto joanino; de 2:23 passamos para os primeiros seis versos do capítulo 4. A questão agora é o que nos cumpre fazer para não nos deixarmos levar pela obra do engano. Esse importante detalhe é complementado com as lições de amanhã e quinta, quando retornamos ao ponto em que o texto teve sua sequência interrompida.

O primeiro passo é provar os espíritos a ver se realmente procedem de Deus. Principalmente em assuntos espirituais, as meras aparências enganam muito, pois frequentemente a obra dos anticristos não se manifesta em rebelião declarada. Jesus já havia advertido Seus seguidores dizendo-lhes: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7:15).

No contexto desta advertência Ele também afirmou: “Nem todo o que Me diz:

‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: ‘Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu não fizemos muitos milagres?’ Então lhes direi explicitamente: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (v. 21-23).

Parece até que Ele fez essa advertência ontem, pois o mundo religioso vive hoje o frenesi do carismatismo, do evangelho da prosperidade, da onda avassaladora dos milagres como prova da presença e operação divinas.

São os milagres, mesmo aqueles praticados em nome de Jesus, inteiramente confiáveis? A advertência de Jesus, acima referida, nos responde com um categórico Não! “...os que andam à procura de milagres como sinal de guia divina acham-se em sério risco de engano” (Mensagens Escolhidas, p. 54). “Nestes últimos dias, Satanás desceu para operar com todo engano de injustiça naqueles que perecem. Reivindicando ser o próprio Cristo, Sua majestade satânica opera milagres aos olhos de falsos profetas, aos olhos de homens” (Ellen G. White, SDABC, v. 5, p. 1.087).

Deus nos deu clara orientação sobre como pôr à prova os espíritos. “Pelos seus frutos os conhecereis”, disse Jesus (Mt 7:15, 20); mas às vezes o enganador se camufla com tal aparência de piedade que nem mesmo seus maus frutos podem ser facilmente discernidos, pelo menos de imediato. Então, temos o critério final e infalível: “À lei e ao testemunho! Se eles não falam de acordo com esta palavra, é porque eles não têm luz alguma” (Is 8:20, New American Standard Bible). “A vestimenta de ovelha parece tão autêntica, que o lobo não pode ser discernido exceto conforme vamos ao grande padrão moral de Deus e constatamos que são transgressores da lei de Deus” (Ibid., 1.087, 1.088).

A Bíblia, portanto, tem a última palavra quanto a nos dizer quem é quem entre aqueles que professam ensinar a verdade. Precisamos seguir esta regra infalível para não  sermos, de alguma forma, enganados.

Quarta, 5 de agosto
A unção (1Jo 2:20, 21, 27)

A unção referida no verso 20 é indiscutivelmente aquela dotação especial do Espírito Santo operando na mente humana e capacitando-a a assimilar a verdade, e distinguir esta do que é espúrio e diabólico. João lembra os seus destinatários que é por causa da unção que haviam recebido que eles tinham o “conhecimento” da verdade. Jesus já havia prometido: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade...” (Jo 16:13).

O segredo, portanto, é ser guiado pelo Espírito Santo, e temos evidenciada a Sua guia não pelos nossos sentimentos e emoções, mas, como visto acima, pela Bíblia. O Senhor jamais contrariará o que Ele mesmo inspirou os profetas a nela escrever. Como disse alguém: “O que o Espírito Santo nos está falando pode sempre ser confirmado pela Bíblia. Através [dela], podemos saber com certeza se as impressões que recebemos são do Espírito Santo.” Este jamais mistura a verdade com o erro, como fazem os outros espíritos.

Por esta razão, João lhes lembra que, se estavam sendo guiados no conhecimento da verdade, não havia nenhuma necessidade de que dissidentes desta ou daquela natureza viessem para lhes anunciar alguma “nova luz”, porque “mentira alguma jamais procede da verdade” (v. 21). Assim, deveriam permanecer na verdade, porque desta forma permaneceriam “nEle”, isto é, em Jesus Cristo, o assunto de amanhã.

A lição de hoje ainda nos lembra que “o antídoto para as mensagens dos anticristos é a Palavra de ­Deus, comunicada pelo Espírito Santo. É o padrão objetivo pelo qual as doutrinas podem ser avaliadas. Os verdadeiros crentes contam com o Espírito Santo, que Se manifesta nas Escrituras. A Bíblia precisa ser a autoridade final em todos os nossos ensinos.” É o apego à Bíblia que finalmente redundará em triunfo. Diz Ellen G. White, no contexto dos últimos acontecimentos, inclusive da aparição satânica na forma de Cristo, o engano quase invencível dos últimos dias: “Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberam o amor da verdade estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. Pelo testemunho da Bíblia estes surpreenderão o enganador em seu disfarce. Para todos virá o tempo de prova. Pela cirandagem da tentação, se revelarão os verdadeiros crentes. O povo de Deus acha-se hoje tão firmemente estabelecido em Sua Palavra que não venha a ceder à evidência de seus sentidos?” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 624).

Quinta, 6 de agosto
Permanecendo nEle (1Jo 2:28)

A lição afirma que o verbo permanecer é um dos mais empregados por João. Trata-se do grego ménō, 41 vezes no Evangelho, 23 em 1 João e 3 em 2 João ― tanto com acepção positiva (a maior parte das vezes), como com negativa (Jo 3:36; 8:35; 9:41; 12:24; 15:6; e 1Jo 3:14, 15, 17; 2Jo 9). Tem amplo significado, implicando muito a ideia de residência, permanência e perseverança; exemplos: “pousar”, em João 1:33; “subsistir”, em 6:27 e 9:41; “continuar”, em 7:9 e 8:31; e “permanecer”, a mais frequente versão do termo em nossas Bíblias; em 1 e 2 João, é praticamente este o único sentido.

Nas epístolas, o apóstolo insiste na experiência subjetiva de se permanecer (1) em Deus,o Pai e/ou o Filho ― 1Jo 2:6, 24, 27, 28; 3:6, 24;  4:15, 16; (2) na luz ― 1Jo 2:10;  (3) na doutrina ― 1Jo 2:24; 2Jo 9; (4) no amor ― 1Jo 4:16; e (5) na verdade ― 2Jo 2. Esta experiência é chamada subjetiva por ser nossa resposta à experiência objetiva de permanência em nós da parte (1) de Deus, o Pai e/ou o Filho ― 1Jo 3:24; 4:12, 15 ; (2) da doutrina e/ou da Palavra de Deus ― 1Jo 2:14, 24; (3) da unção divina ― 1Jo 2:27; (4) da semente divina ― 1Jo 3:9; (5) do amor de Deus ― 1Jo 3:17; e (6) da verdade ― 2Jo 2.

Podemos notar, então, que, a exemplo da experiência de amar, a experiência de permanecer é recíproca. Assim como o amor de Deus por nós precisa encontrar da nossa parte uma resposta de amor por Ele, para efetivamente cumprir com o seu propósito, também a permanência de Deus em nós só será efetivamente auspiciosa a nosso respeito se permanecemos nEle.

E como é Deus quem nos ama primeiro e suscita o nosso amor (1Jo 4:19), também a iniciativa da comunhão partiu dEle, enviando Seu Filho para “habitar” conosco (Jo 1:14); o trágico evento nesse processo foi que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (v. 11). Que lástima! Por escolha própria, permaneceram nas trevas. Seguiremos este triste exemplo?

Mas sempre existiram aqueles que O receberam, os quais desfrutam o direito de ser filhos de Deus (v. 12), assunto da próxima lição, isto é, de ser membros de Sua família. “E porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de Seu Filho...” (Gl 4:6). É esse Espírito a nós concedido que atesta a permanência de Deus em nós e nossa permanência nEle (1Jo 3:24; 4:13).

Que experiência bendita! Dela depende o efetivar de nossa salvação, a qual começa agora, pela permanência de Deus em nós e pela nossa permanência nEle (afinal, apenas aqueles que perseverarem até o fim serão salvos ― Mt 24:14), e se consuma no glorioso dia da volta de Jesus, o que o escritor sagrado, no verso de hoje, apresenta como razão para permanecermos em Cristo: “...para que quando Ele Se manifestar, tenhamos confiança e dEle não nos afastemos envergonhados na Sua vinda.”

Compreendemos, então, por que tanto zelo, tanto ardor da parte de João, instando com sua comunidade a que permanecesse firme na “doutrina” que havia recebido, e não desse ouvidos a dissidentes que se apresentavam com ares de mensageiros divinos. Não estaria acontecendo o mesmo hoje? “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo, e nela não permanece, não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem assim o Pai como o Filho” (2Jo 9).

Que Deus nos ajude a cumprir integralmente a admoestação apostólica. Não há melhor atitude que continuarmos com o Pai e com o Filho, através do Espírito Santo em nosso coração.


Comentário da Lição 05 - Andando na luz – Renunciando ao mundanismo

ESCOLA NO AR

 

3º Trimestre de 2009 - As Epístolas do Amado – 1, 2 e 3 João

Comentário da Lição 05 - Andando na luz – Renunciando ao mundanismo

 

 

sábado, 25/7/2009 - › Introdução

Outra vez a lição é introduzida com um duplo título reunindo dois elementos não reversíveis. Andar na luz conduz à renúncia do mundanismo, mas nem sempre renunciar ao mundanismo significa andar na luz. Há os que o fazem meramente por austeridade; outros se afastam de qualquer convívio social para o isolamento, para viverem como eremitas, com o mínimo contato com o mundo. Mas não há proveito espiritual autêntico no “rigor ascético” (ver Cl 2:23). Ademais, como pessoas que assim se isolam poderão ser luz para os perdidos?
Nos escritos juaninos, mundo é quase sempre a versão do grego kósmos, com uma ocorrência de mais de cem vezes (24 só nas epístolas). O sentido do termo é diverso. Destaco os seguintes:

1.     o nosso planeta – Jo 1:10

2.     a vida secular de onde se acumula bens – 1Jo 3:17

3.     a humanidade

a.     em geral – Jo 1:9

b.     especificamente carente de salvação – Jo 3:16; I Jo 2:2

c.     alienada de Deus e orientada contra Ele – I Jo 4:5; 5:19

4.     uma grande multidão – Jo 12:19

5.     a terra habitada – 2Jo 7

6.     lugar de transitoriedade – 1Jo 2:17

7.     a terra como foco de pecado e corrupção – 1Jo 2:15, 16


Outros significados poderiam ser agregados a estes, e outros textos poderiam ser acrescentados em cada um dos sete sentidos. Naturalmente, o sentido do termo numa passagem deve ser determinado pelo contexto. O sentido de “mundo” no texto separado para estudo na lição desta semana incide nos números (3c) e (7).



domingo, 26/7/2009 - › Domingo e Segunda, 26 e 27 de julho, “Por Causa de Seu Nome” e Vencendo o Maligno (1Jo 2:12-14)

Alguns interpretam literalmente o tríplice grupo (filhinhos, pais, jovens) mencionado duas vezes por João nos versos 12 a 14; seriam respectivamente (1) as crianças, (2) os pais de família, e (3) os jovens. Mas considerando que o primeiro termo aparece mais sete vezes em 1João, em textos onde a aplicação a crianças é muito improvável, é mais cabível a explicação sugerida pela lição: os membros em geral, aqueles mais idosos, e aqueles mais jovens. Outra possibilidade é que o segundo grupo se referiria aos líderes e aos mais antigos na fé, não importando a idade, enquanto que o terceiro não envolveria propriamente os de menor idade, mas os de menos tempo na fé, os neófitos.

Uma variação dessa idéia é que João teria dividido a inteira congregação, que ele identifica como “filhinhos” (nos outros textos, esse termo se aplica a toda a igreja), em dois grupos: “pais”, os mais antigos na fé e, portanto, os mais amadurecidos, incluindo líderes e oficiais, e “jovens”, os neófitos, todavia na força do primeiro amor, dando-lhes o vigor necessário para combater os adversários da fé, incluindo o inimigo maior.

Uma terceira hipótese, da qual compartilho, assume que o interesse de João era referir a qualidades próprias de três faixas etárias específicas como devendo ser possuídas por todos os membros da igreja. Todos eles deveriam reunir a inocência da infância (“filhinhos”), a força da juventude (jovens), e a maturidade da idade adulta (pais). Ver I. Howard Marshall, The Epistles of John, pág. 138.

Sinto-me inclinado a este parecer especialmente pelo fato de que as qualidades de cada estágio não são, realmente, para serem atribuídas a apenas um específico grupo na igreja, mas devem, de fato, se manifestar em todos. Chequemos estas qualidades ligadas aos respectivos grupos:

Texto – 1Jo 2:

Grupo

Qualidade

v. 12
v. 14

“Filhinhos”

“Vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”
“Conheceis o Pai”

v. 13
v. 14

“Pais”

“Conheceis Aquele que existe desde o princípio”

v. 13
v. 14

“Jovens”

“Tendes vencido o malígno”
“Sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós...”



Então vejamos: as qualidades ligadas ao primeiro grupo, “vossos pecados são perdoados por causa de Seu nome” e “conheceis o Pai”, não é para ser atribuída apenas a determinado grupo na igreja; têm que ser próprias de cada membro. O conhecimento do Pai é imperativo para a salvação (Jo 17:3), e tal conhecimento é auferido através do ato de se conhecer o Filho (Jo 8:19; 14:7, 9, 10), a qualidade do segundo grupo; o perdão dos pecados está franqueado a todos, mediante o arrependimento e a confissão (1Jo 1:9; ver também Ef 4:32; Cl 3:13).

A qualidade do segundo grupo, “conheceis Aquele que existe desde o princípio”, também não é para uns poucos privilegiados, mas para toda a igreja. “Aquele que existe desde o princípio”, a saber ― Aquele que é ou que era desde o princípio, é o Filho, à luz de Jo 1:1, 2 e 1Jo 1:1. Todos na igreja precisam desfrutar do privilégio de conhecer o Filho e, através do Filho, o Pai; é nisto que reside a vitalidade da igreja, e se efetiva, como já dito, a salvação.

Finalmente as qualidades do terceiro grupo, “tendes vencido o maligno” e “sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós”, devem também ser vistas em cada membro. Todos temos de assumir a vitória de Cristo no Calvário, permitindo que Deus a repita em nós; todos podemos ser fortes com a “eficácia da força do Seu poder” (Ef 1:19).

A lição nos lembra que aqui há uma referência implícita à Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Este inferido na expressão “a Palavra de Deus permanece em vós”). Sendo assim, temos aqui uma versão da promessa do próprio Jesus logo após falar do envio do “outro Consolador” para estar nos discípulos (Jo 1:16, 17). A promessa foi dada nestes termos: “Meu Pai o amará, e viremos [o Pai e o Filho] e faremos nele morada” (v. 23). Em outras palavras, a presença pessoal do Espírito Santo no crente implica na presença essencial do Pai e do Filho nele. Que bênção!

O início desse processo maravilhoso não por ser passado por alto. Tudo começa com o que o verso 12 afirma: “os vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”. Quando pleiteamos qualquer bênção de Deus, elevando a ele as nossas petições, proferimo-las em nome de Jesus, porque somente através dos Seus méritos podem os recursos celestiais ser derramados sobre nós como “torrentes de água em em lugares secos” (Is 32:2). E isso é ainda mais verdade quanto ao perdão, porque “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).

Como a lição observa, “o mais importante é que os cristãos entendam que a base de sua salvação é encontrada unicamente em ­Jesus e no que ­Jesus fez por eles. É por isso que João diz que eles foram perdoados – não por causa de suas boas ações, nem por suas convicções, e nem mesmo por causa de seu conhecimento de ­Deus, mas por ‘causa do Seu nome’; isto é, por causa de ­Jesus e do que Ele fez por eles.”

É verdade! Tudo começa com o perdão que Deus outorga ao crente por conta do que Cristo fez por ele, e culmina com a presença da Trindade nele, através do que o conhecimento da Divindade plena é auferido. Deus não poderia consumar sua salvação de maneira mais expressiva.



segunda-feira, 27/7/2009 - › Domingo e Segunda, 26 e 27 de julho, “Por Causa de Seu Nome” e Vencendo o Maligno (1Jo 2:12-14)

Alguns interpretam literalmente o tríplice grupo (filhinhos, pais, jovens) mencionado duas vezes por João nos versos 12 a 14; seriam respectivamente (1) as crianças, (2) os pais de família, e (3) os jovens. Mas considerando que o primeiro termo aparece mais sete vezes em 1João, em textos onde a aplicação a crianças é muito improvável, é mais cabível a explicação sugerida pela lição: os membros em geral, aqueles mais idosos, e aqueles mais jovens. Outra possibilidade é que o segundo grupo se referiria aos líderes e aos mais antigos na fé, não importando a idade, enquanto que o terceiro não envolveria propriamente os de menor idade, mas os de menos tempo na fé, os neófitos.

Uma variação dessa idéia é que João teria dividido a inteira congregação, que ele identifica como “filhinhos” (nos outros textos, esse termo se aplica a toda a igreja), em dois grupos: “pais”, os mais antigos na fé e, portanto, os mais amadurecidos, incluindo líderes e oficiais, e “jovens”, os neófitos, todavia na força do primeiro amor, dando-lhes o vigor necessário para combater os adversários da fé, incluindo o inimigo maior.

Uma terceira hipótese, da qual compartilho, assume que o interesse de João era referir a qualidades próprias de três faixas etárias específicas como devendo ser possuídas por todos os membros da igreja. Todos eles deveriam reunir a inocência da infância (“filhinhos”), a força da juventude (jovens), e a maturidade da idade adulta (pais). Ver I. Howard Marshall, The Epistles of John, pág. 138.

Sinto-me inclinado a este parecer especialmente pelo fato de que as qualidades de cada estágio não são, realmente, para serem atribuídas a apenas um específico grupo na igreja, mas devem, de fato, se manifestar em todos. Chequemos estas qualidades ligadas aos respectivos grupos:

Texto – 1Jo 2:

Grupo

Qualidade

v. 12
v. 14

“Filhinhos”

“Vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”
“Conheceis o Pai”

v. 13
v. 14

“Pais”

“Conheceis Aquele que existe desde o princípio”

v. 13
v. 14

“Jovens”

“Tendes vencido o malígno”
“Sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós...”



Então vejamos: as qualidades ligadas ao primeiro grupo, “vossos pecados são perdoados por causa de Seu nome” e “conheceis o Pai”, não é para ser atribuída apenas a determinado grupo na igreja; têm que ser próprias de cada membro. O conhecimento do Pai é imperativo para a salvação (Jo 17:3), e tal conhecimento é auferido através do ato de se conhecer o Filho (Jo 8:19; 14:7, 9, 10), a qualidade do segundo grupo; o perdão dos pecados está franqueado a todos, mediante o arrependimento e a confissão (1Jo 1:9; ver também Ef 4:32; Cl 3:13).

A qualidade do segundo grupo, “conheceis Aquele que existe desde o princípio”, também não é para uns poucos privilegiados, mas para toda a igreja. “Aquele que existe desde o princípio”, a saber ― Aquele que é ou que era desde o princípio, é o Filho, à luz de Jo 1:1, 2 e 1Jo 1:1. Todos na igreja precisam desfrutar do privilégio de conhecer o Filho e, através do Filho, o Pai; é nisto que reside a vitalidade da igreja, e se efetiva, como já dito, a salvação.

Finalmente as qualidades do terceiro grupo, “tendes vencido o maligno” e “sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós”, devem também ser vistas em cada membro. Todos temos de assumir a vitória de Cristo no Calvário, permitindo que Deus a repita em nós; todos podemos ser fortes com a “eficácia da força do Seu poder” (Ef 1:19).

A lição nos lembra que aqui há uma referência implícita à Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Este inferido na expressão “a Palavra de Deus permanece em vós”). Sendo assim, temos aqui uma versão da promessa do próprio Jesus logo após falar do envio do “outro Consolador” para estar nos discípulos (Jo 1:16, 17). A promessa foi dada nestes termos: “Meu Pai o amará, e viremos [o Pai e o Filho] e faremos nele morada” (v. 23). Em outras palavras, a presença pessoal do Espírito Santo no crente implica na presença essencial do Pai e do Filho nele. Que bênção!

O início desse processo maravilhoso não por ser passado por alto. Tudo começa com o que o verso 12 afirma: “os vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”. Quando pleiteamos qualquer bênção de Deus, elevando a ele as nossas petições, proferimo-las em nome de Jesus, porque somente através dos Seus méritos podem os recursos celestiais ser derramados sobre nós como “torrentes de água em em lugares secos” (Is 32:2). E isso é ainda mais verdade quanto ao perdão, porque “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).

Como a lição observa, “o mais importante é que os cristãos entendam que a base de sua salvação é encontrada unicamente em ­Jesus e no que ­Jesus fez por eles. É por isso que João diz que eles foram perdoados – não por causa de suas boas ações, nem por suas convicções, e nem mesmo por causa de seu conhecimento de ­Deus, mas por ‘causa do Seu nome’; isto é, por causa de ­Jesus e do que Ele fez por eles.”

É verdade! Tudo começa com o perdão que Deus outorga ao crente por conta do que Cristo fez por ele, e culmina com a presença da Trindade nele, através do que o conhecimento da Divindade plena é auferido. Deus não poderia consumar sua salvação de maneira mais expressiva.



terça-feira, 28/7/2009 - › Renunciando ao Amor do Mundo (1Jo 2:15)

Como é possível que Deus tenha amado o mundo (Jo 3:16) e agora requeira de nós que não amemos o mundo? A lição alude a esse aparente impasse (ver pergunta 4 com nota antecedente), o qual desaparece quando se leva em consideração os diferentes sentidos do termo mundo no Evangelho e Epístolas de João. Quanto a isso, reporto o leitor à introdução do comentário da presente lição, onde se nota que mundo, em Jo 3:16, significa a humanidade perdida, carente de salvação (sentido [3b]), enquanto em 1 Jo 2:15 significa a terra alienada de Deus, orientada contra ele, e como foco do pecado e da corrupção. Não podemos nos afeiçoar a este tipo de mundo, porque nada ligado ao pecado poderá permanecer (v. 17); ele é fator de aniquilamento (ver a lição de sexta-feira).

Quando João, portanto, nos diz que não devemos amar o mundo e tudo o que no mundo há, a referência é a esse tipo de mundo, o mundo do pecado, e tudo o que decorre deste (ver lição de amanhã). Claro que se excetua o mundo nos sentidos (1), (3a e 3b) e (5). É impressionante como o mal consegue inverter os valores e levar o homem que não tem Deus a desatinos e leviandades aviltantes. Por exemplo, ama-se o pecado que há no mundo (sentidos [02] e [07]), mas odeia-se o próprio mundo (sentido [01]), isto é, o planeta e o que há nele; os crimes ecológicos estão aí para comprovar a veracidade desse fato. Os homens já estão pagando caro por esses crimes (as consequências do efeito estufa é uma dessas formas de pagamento), mas a punição maior aguarda pelo dia final, quando terão que prestar conta de seus atos.

O último livro da Bíblia nos afirma que Deus finalmente punirá os homens precisamente por não terem amado o mundo, o planeta em que vivemos, de forma a se evitar que o destruissem. Quando o dia do ajuste final chegar, cumprir-se-á o que está escrito em Ap 11:18: “...chegou... o tempo determinado... para destruíres os que destroem a Terra.”

Que Deus ajude o Seu povo a odiar aquele mundo que é para ser odiado, e a amar aquele mundo que é para ser amado.



quarta-feira, 29/7/2009 - › Problemas com o Mundo (1Jo 2:16)

O texto do estudo de hoje indica que tipo de mundo não podemos amar; é o mundo do pecado. Dá-nos também a relação de tudo o que provém desse mundo e que temos de odiar (como vimos, não amar, em João, equivale a odiar ― ver comentário de 23 de julho). Esse “tudo” se restringe a: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

A lição explica satisfatoriamente cada um desses trágicos itens, de forma que não há necessidade de alguma consideração adicional quanto ao que eles significam. Apenas acrescentaria que qualquer pecado que se cometa está dentro de uma ou mais de uma das três esferas mencionadas por João; isso porque temos aqui as três pilastras essenciais da tentação, através das quais o pecado seduz e derruba.

Pense um pouco na queda de nossa primeira mãe (que acabou se tornando o fator de queda do nosso primeiro pai). Gênesis 3 nos conta como tudo aconteceu: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer [concupiscência da carne], agradável aos olhos [concupiscência dos olhos], e árvore desejável para dar entendimento [soberba da vida], tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido e ele comeu” (v. 6).

Agora pense um pouco no empenho de Satanás por derrubar o segundo Adão, Jesus Cristo. O primeiro e terceiro Evangelhos nos informam que o início do ministério de Jesus foi assinalado com três tentações específicas (na verdade, o inimigo empregou a mesma fórmula do Eden, só que em circunstâncias bem mais vantajosas para si):

(1) Depois de 40 dias de jejum, Jesus ouviu a sugestão diabólica: “mande que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3) [e te alimenta (concupiscência da carne)]; (2) então o inimigo O elevou e lhe mostrou os reinos do mundo (justamente sobre os quais o Messias deverá exercer o domínio ― Sl 2:8-12), sussurrando-Lhe em seguida: “Dar-Lhe-ei toda esta autoridade e a glória desses reinos [concupiscência dos olhos]... se prostrado me adorares...” (Lc 4:5, 6), isto é, a missão de Cristo cumprida sem cruz, sem sofrimento, e sem sacrifício. Que tentação!
(3) Finalmente o diabo o conduziu ao cimo do pináculo do templo e sugeriu-Lhe que Se jogasse; afinal os anjos estariam prontos para preservá-lO (vv 9-11), e certamente os judeus que presenciassem o quadro, maravilhados, aclamariam-nO “Messias”, o messias popular da época, cheio de ostentação, poder e majestade [soberba da vida]. Inquestionavelmente outra forte tentação.

Jesus colocou o inimigo em retirada pelo poder da Palavra. Citou-lhe textos bíblicos com tal autoridade que não lhe deu alternativa. A batalha inicial estava ganha; outras seguiriam com o mesmo desfecho, até que o triunfo definitivo fosse garantido na cruz.

Possivelmente, João tinha tudo isso em mente ao registrar as palavras de 1 Jo 2:15-17; isso ganha maior significado quando notamos que ele assim exortou os seus leitores em seguida à afirmação de que, pela vitória da cruz, haviam vencido o maligno, e que a Palavra de Deus (o instrumento da vitória) neles permanecia (v. 14).



quinta-feira, 30/7/2009 - › Um mundo passageiro (1Jo 2:17)

João chega, então, ao climax de sua argumentação quanto à inconveniência e futilidade de amar o mundo e as coisas que estão no mundo: a transitoriedade das coisas ligadas ao pecado. Tudo passa, e só o que se sustenta em Deus permanece. Pedro tocou essa realidade ao citar as palavras de Is 40:6-8: “...toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (I Pd 1:24, 25). Tiago fez o mesmo ao advertir aqueles que tinham riquezas e que estavam em maior risco de se sentirem perduráveis (Tg 1:10, 11).

Como diz a lição, “humanidade é tentada a viver o momento, ser cativada pelo ó .” , ímpios e justos, reconhecem que tudo por aqui é transitório. Faz alguns anos, determinada música popular de sucesso nas paradas levava muitos jovens a cantarem: “eu sou nuvem passageira que com o vento se vai...” Quando eventualmente ouvia aquela música, lembrava-me logo de Tiago em sua plangente assertiva: “Que é a nossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante, e logo se dissipa” (4:14). Parece até que o cantor anunciava o que acontece com os próprios grandes grupos musicais, que, como meteoros, surgem brilham e desaparecem. Onde estão hoje, por exemplo, os Beatles, da década 60, que petulantemente afirmavam serem mais famosos que Jesus Cristo? Todavia, os Arautos do Rei, que já existiam quando os Beatles apareceram, ainda prosseguem louvando Aquele que é de eternidade a eternidade.

A vida com tudo o que ela acumulou, não importa se bens mensuráveis ou imensuráveis, passará. É-nos dito que Moisés fez a melhor escolha: antes sofrer com o povo de Deus que “usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:24, 25); e esses prazeres incluiam ocupar o trono do Egito, o império mundial de seus dias. Mas pergunto: onde está o faraó que, em lugar de Moisés, sentou-se naquele trono? onde estão os gloriosos impérios do passado? A resposta é fácil: estão no pó, como no pó um dia estarão os impérios atuais. Mas Moisés, onde está hoje? Não é preciso que se responda, porque você, adventista, professor ou não da Escola Sabatina, sabe onde ele está.

Bem, isso tem muito a ver com cada um de nós. Quando tudo passar, onde estaremos? Como ficarão as coisas conosco? Qual será a nossa situação? Uma resposta positiva para estas perguntas depende do que temos escolhido para ser o fundamento da vida, depende de onde hoje estamos colocando nossas afeições, depende de para onde se voltam os nossos anelos, depende de qual é a nossa esperança.

Tolo é aquele que faz previsão apenas para esta vida. É importante o preparo para ela; é por esta razão que existem, por exemplo, as universidades (e os três campi do Unasp são uma ótima referência). Na verdade, quando alguém diz que está se preparando para a vida é porque ele admite que o que vem depois conta mais. O problema é que às vezes nos equivocamos com o que poderíamos chamar o limite do depois, sobre qual é o último depois.

Não há dúvida que o último depois é o que vem depois da presente vida. O encontro com o Juiz do universo é o último depois de cada ser humano. Não há algo que poderíamos chamar de depois da eternidade. Eternamente salvos, ou eternamente perdidos é o último lance de nossa trajetória.

Diante disso, por que ficar com o mundo e com o pecado do mundo? As palavras de Paulo soam por demais oportunas: “...a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas [não é exatamente sobre isso que João admoestou?], vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança [aleluia!] e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o Qual a Si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade, e purificar para Si mesmo um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:11-14).



sexta-feira, 31/7/2009 - › Um mundo passageiro (1Jo 2:17)

João chega, então, ao climax de sua argumentação quanto à inconveniência e futilidade de amar o mundo e as coisas que estão no mundo: a transitoriedade das coisas ligadas ao pecado. Tudo passa, e só o que se sustenta em Deus permanece. Pedro tocou essa realidade ao citar as palavras de Is 40:6-8: “...toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (I Pd 1:24, 25). Tiago fez o mesmo ao advertir aqueles que tinham riquezas e que estavam em maior risco de se sentirem perduráveis (Tg 1:10, 11).

Como diz a lição, “humanidade é tentada a viver o momento, ser cativada pelo ó .” , ímpios e justos, reconhecem que tudo por aqui é transitório. Faz alguns anos, determinada música popular de sucesso nas paradas levava muitos jovens a cantarem: “eu sou nuvem passageira que com o vento se vai...” Quando eventualmente ouvia aquela música, lembrava-me logo de Tiago em sua plangente assertiva: “Que é a nossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante, e logo se dissipa” (4:14). Parece até que o cantor anunciava o que acontece com os próprios grandes grupos musicais, que, como meteoros, surgem brilham e desaparecem. Onde estão hoje, por exemplo, os Beatles, da década 60, que petulantemente afirmavam serem mais famosos que Jesus Cristo? Todavia, os Arautos do Rei, que já existiam quando os Beatles apareceram, ainda prosseguem louvando Aquele que é de eternidade a eternidade.

A vida com tudo o que ela acumulou, não importa se bens mensuráveis ou imensuráveis, passará. É-nos dito que Moisés fez a melhor escolha: antes sofrer com o povo de Deus que “usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:24, 25); e esses prazeres incluiam ocupar o trono do Egito, o império mundial de seus dias. Mas pergunto: onde está o faraó que, em lugar de Moisés, sentou-se naquele trono? onde estão os gloriosos impérios do passado? A resposta é fácil: estão no pó, como no pó um dia estarão os impérios atuais. Mas Moisés, onde está hoje? Não é preciso que se responda, porque você, adventista, professor ou não da Escola Sabatina, sabe onde ele está.

Bem, isso tem muito a ver com cada um de nós. Quando tudo passar, onde estaremos? Como ficarão as coisas conosco? Qual será a nossa situação? Uma resposta positiva para estas perguntas depende do que temos escolhido para ser o fundamento da vida, depende de onde hoje estamos colocando nossas afeições, depende de para onde se voltam os nossos anelos, depende de qual é o nossa esperança.

Tolo é aquele que faz previsão apenas para esta vida. É importante o preparo para ela; é por esta razão que existem, por exemplo, as universidades (e os três campi do Unasp são uma ótima referência). Na verdade, quando alguém diz que está se preparando para a vida é porque ele admite que o que vem depois conta mais. O problema é que às vezes nos equivocamos com o que poderíamos chamar o limite do depois, sobre qual é o último depois.

Não há dúvida que o último depois é o que vem depois da presente vida. O encontro com o Juiz do universo é o último depois de cada ser humano. Não há algo que poderíamos chamar de depois da eternidade. Eternamente salvos, ou eternamente perdidos é o último lance de nossa trajetória.

Diante disso, por que ficar com o mundo e com o pecado do mundo? As palavras de Paulo soam por demais oportunas: “...a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas [não é exatamente sobre isso que João admoestou?], vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança [aleluia!] e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o Qual a Si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade, e purificar para Si mesmo um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:11-14).


 

Conheça o autor

Pr. Dr. José Carlos Ramos
Professor do curso de Teologia do UNASP-EC, o pastor José Carlos Ramos é doutor em Teologia, na área de Ministério.

 

www.escolanoar.org.br

FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=31/7/2009

5. CAMMINARE NELLA LUCE: RINUNCIARE ALLE COSE DEL MONDO

5. CAMMINARE NELLA LUCE: RINUNCIARE ALLE COSE DEL MONDO

25 - 31 luglio

Letture: Daniele 5:13; Giovanni 15:19; Colossesi 1:14; 2:8,13; 2 Pietro 3:10-12; 1 Gio-vanni 2:12-17

«Non amate il mondo né le cose che sono nel mondo. Se uno ama il mondo, l’amore del Padre non è in lui» 1 Giovanni 2:15

Nel 1933 lo scrittore francese Andrè Malraux pubblicò Il destino dell’uomo, racconto di una sfortunata sommossa marxista avvenuta negli anni Venti a Shangai, in Cina. Nel romanzo, un terrorista marxista, Ch’en, sta camminando per strada quando viene avvicinato dal suo primo insegnante (un pastore cristiano) e i due cominciano a conversare della perdita di fede del giovane. L’insegnante non sa che in quel momento Ch’en sta trasportando un ordigno esplosivo e sta per compiere un attentato politico! Ch’en risponde di non aver perso la fede, ma di averla semplicemente riversata nella politica, ecco tutto.

«Quale fede politica», gli chiede con tristezza l’insegnante, «distruggerà la morte?». In pratica gli dice che nessuna idea politica o utopia che spera di realizzare riuscirà a sconfiggere definitivamente il grande flagello dell’umanità: la morte.

Pur continuando a mostrarci cosa voglia dire «camminare nella luce», i testi di questa settimana ci rimandano alla provvisorietà del nostro mondo, che viene messa a confronto con la vita eterna donata solo da Dio.

Uno sguardo alla settimana

Su che base possiamo sapere che i nostri peccati sono perdonati? Che cosa vuol dire conoscere Dio? Cosa significa non amare le cose del mondo? Qual è il destino della terra?

«Figlioli, vi scrivo perché i vostri peccati sono perdonati in virtù del suo nome» 1 Giovanni 2:12

In 1 Giovanni 2:12-15, l’apostolo si rivolge a «padri», «figlioli» e «ragazzi». Nonostante le varie ipotesi avanzate su cosa volesse intendere con questa divisione, secondo noi i «figlioli» si riferiscono a tutti i membri di chiesa, perché Giovanni usa l’espressione che esprime questo significato in tutta l’epistola (1 Gv 2:1,12,28; 3:7; 4:4; 5:21). I «padri» rappresentano i membri più anziani e i «ragazzi» quelli più giovani. In pratica, si rivolge a tutti.

In 1 Giovanni 2:12, l’autore dice ai suoi lettori che tutti i loro peccati sono stati perdonati. Su quali elementi fonda questa affermazione? Perché per i cristiani è importante sapere che i loro peccati sono stati perdonati? Atti 5:31; Efesini 4:32; Colossesi 1:14; 2:13

Giovanni vuole che i suoi interlocutori, vale a dire i membri di chiesa fedeli, abbiano la certezza assoluta della salvezza. Egli fa un riferimento alla precedente discussione sul tema del peccato che troviamo in 1 Giovanni 1:9 e 2:1,2 evidenziando come essere cristiano implichi tale perdono. I credenti non negano la loro condizione di peccatori, ma hanno accettato la salvezza mediante Gesù Cristo e dunque vivono con la certezza di essere stati perdonati.

Il punto cruciale per ogni credente è capire che il presupposto della propria salvezza è solo in Gesù e in quello che egli ha fatto per ciascuno. Ecco perché Giovanni parla di un perdono non basato sulle buone azioni di chi lo ha ricevuto, ma piuttosto «in virtù del suo nome», ovvero grazie a Gesù e al suo sacrificio. E quindi nel mezzo del proprio discorso dedicato alla vittoria, all’ubbidienza, Giovanni vuole che i cristiani si ricordino che la salvezza si ottiene esclusivamente grazie a Cristo.

Quanto è importante per te sapere che i tuoi peccati sono stati perdonati? Dove saresti oggi se avessi dei dubbi in merito? Perché è fondamentale ricordare sempre che il presupposto del perdono si trova in Gesù e non in noi?

Leggere 1 Giovanni 2:13,14. Cosa ti comunicano questi versetti? Quale messaggio positivo veicolano e in che modo è trasferibile nella nostra esperienza?

Ai giovani viene ricordato che conoscono il Padre, mentre ai padri che lo conoscono fin dal principio; naturalmente si sta parlando di Gesù. «Fin dal principio» (1 Gv 1:1) è riferito al Maestro. L’interpretazione sembra acquisire ancora maggior senso in questi passi, dove si dice che il Padre e colui che è fin dal principio (Gesù) sono due persone distinte. Quando l’apostolo si rivolge una seconda volta ai giovani, ripete la frase «avete vinto il maligno», ma amplia il concetto. I giovani non hanno sconfitto solo il male, ma lo stesso Satana, perché appartengono a Cristo e rivendicano la sua vittoria.

Il testo originale indica che il successo è stato conquistato nel passato, ma i risultati si vedono nel presente. I giovani hanno anche una grande forza spirituale e la «Parola di Dio» dimora in loro. La Parola di Dio richiama colui che l’ha ispirata, lo Spirito Santo (Ef 6:17; 2 Pt 1:21), per questo alcuni commentatori hanno affermato che in questi versetti troviamo un implicito riferimento alla trinità: Dio Padre, Gesù - colui che è dal principio - e lo Spirito Santo rappresentato dalla Parola di Dio. Alla fine i credenti autentici conoscono Dio, grazie a una personale relazione con lui.

In questi passi vengono dunque presentati gli elementi essenziali della vita cristiana: perdono dei peccati, conoscenza della divinità, vittoria sul male e Parola di Dio che vive in noi. Poiché i credenti sono consapevoli che Dio e la Parola vivono in essi, sono pronti a raccogliere le sfide lanciate nei vv. 15-17. Se nei vv. 12-14 ci sono espressioni affermative, il v. 15 inizia con un imperativo, un ordine: «Non amate il mondo».

Cosa significa conoscere Dio? Prova a riassumerlo scrivendo qualche riga; poi rifletti sulle tue parole e su quello che è il tuo rapporto con Dio.

1 Giovanni 2:15

I cristiani sono esortati a non amare il mondo. Quale definizione dà la Scrittura del termine «mondo»? Giovanni 12:19; 15:19; Atti 17:24; Romani 1:20; Colossesi 2:8; 1 Timoteo 6:7; Giacomo 4:4; Apocalisse 11:15

La parola kosmos (mondo) indica l’universo, la terra, l’umanità, il dominio dell’esistenza e il modo di vivere contrario a Dio. Esso ricorre oltre 20 volte in 1 e 2 Giovanni; il mondo ha bisogno di salvezza (1 Gv 4:14), eppure è ostile a Dio e al suo popolo (1 Gv 3:13). Esso si trova sotto l’egemonia del maligno (1 Gv 5:19), dei falsi profeti, di anticristi e ingannatori (1 Gv 4:1,3; 2 Gv 7). Non è sbagliato possedere i beni del mondo, che però dovrebbero essere condivisi con chi è nel bisogno (1 Gv 3.17). Il mondo, in sostanza, deve essere sconfitto (1 Gv 5:4,5).

Nelle epistole di Giovanni, il termine «mondo» ha un’accezione prevalentemente negativa, in quanto indica la ribellione al Signore. Nella Scrittura emerge un’interessante tensione relativa al nostro rapporto con il mondo; da un lato ci viene detto di non amarlo, ma dall’altro la Bibbia dice esplicitamente che Dio lo ama (Gv 3:16). È vero però che a noi viene raccomandato di non amare le cose che sono nel mondo, ma siamo altresì esortati più volte dalla Scrittura ad amare le persone, e queste si trovano senza ombra di smentita proprio nel mondo.

Come spieghi l’apparente contraddizione di cui abbiamo appena parlato? Come si fa ad amare le persone e a non amare il mondo, costituito prevalentemente da persone? Esistono altre cose al suo interno che possiamo amare? Quali?

La fine del v. 15 e l’inizio di quello successivo ci aiutano a capire che cosa abbia in mente Giovanni. Non dice che dovremmo odiare gli esseri umani o disprezzare il pianeta terra, ma piuttosto detestare le cose del mondo che, se messe al primo posto, ci impediranno di farci conoscere e vivere personalmente l’amore di Dio. Dobbiamo quindi tenerci alla larga da ciò che non ci permetterebbe di avere una relazione salvifica con il nostro Signore.

Con sincera onestà, quali sono alcune cose del mondo che ami, sapendo consapevolmente che sono sbagliate? Oppure, ci sono cose che in sé non sono negative, ma che tu ami più di Dio? Cosa ti occorre per accantonarle?

«Perché tutto ciò che è nel mondo, la concupiscenza della carne, la concupiscenza degli occhi e la superbia della vita, non viene dal Padre, ma dal mondo» 1 Giovanni 2:16

Mentre al v. 15 c’è un monito generale a non amare il mondo, il passo che segue fornisce qualche dettaglio. Che cosa vuol dire amare il mondo? Giovanni parla di tre cose: la concupiscenza della carne, quella degli occhi e la superbia della vita, aggiungendo che sono caratteristiche non del Padre, ma del mondo; eppure la nostra carne, i nostri occhi, la nostra vita vengono da Dio, allora qual è il problema? Da cosa ci mette in guardia Giovanni? La concupiscenza della carne, è ovvio, riguarda le passioni, anche se non deve essere limitata solo a quelle (Gal 5:19-21); quella degli occhi, anche se certamente legata alla carne, è qualcosa di più profondo, che ha a che vedere con i nostri pensieri, i nostri desideri, con le cose che ammiriamo e vorremmo possedere (Es 20:17).

Cosa intende Giovanni quando parla di «superbia della vita»? Di che cosa si tratta e perché è così deleteria? Giobbe 12:10; Atti 17:28

Il concetto di «superbia della vita» implica l’indipendenza da Dio. È come se fossimo stati noi stessi a creare la nostra vita, per cui la gloria e l’onore di ogni nostro traguardo ci spetterebbe di diritto. «Riconoscete che il Signore è Dio; è lui che ci ha fatti, e noi siamo suoi» (Sal 100:3). Accade invece che quando ci rendiamo conto che ogni respiro, ogni battito del cuore e tutto quello che abbiamo e che siamo proviene soltanto da Dio, dal quale dipendiamo totalmente, l’orgoglio è l’ultimo dei sentimenti presenti nel nostro cuore.

Per la nostra condizione di peccatori, con una vita legata completamente ed esclusivamente a Dio, e per l’assoluta incapacità di salvarci con le nostre forze dalla morte e dalla distruzione eterne, siamo incoraggiati a manifestare umiltà e mansuetudine, non certo orgoglio smisurato. Fu proprio l’orgoglio, pur vivendo in un mondo perfetto, a determinare la caduta di Lucifero; dal momento che noi abitiamo un mondo imperfetto, dovremmo fuggire da esso, come se si trattasse di una piaga.

Il tuo problema è legato alla concupiscenza della carne, a quella degli occhi o alla superbia della vita? Oppure a una combinazione di questi tre fattori? Qual è la tua unica speranza? Cosa aspetti per i necessari cambiamenti?

1 Giovanni 2:17

Al v. 16 l’apostolo espone la prima ragione per non amare il mondo: l’amore per esso e quello per il Padre sono incompatibili. Al versetto successivo aggiunge una seconda motivazione: non ha senso amare il mondo, perché non è permanente; è meglio e più saggio scegliere ciò che durerà perché in questo modo vivremo in eterno. L’umanità cede alla tentazione di vivere l’attimo, di lasciarsi ammaliare dalle cose materiali e di apprezzare solo ciò che si può vedere. Paolo aggiunge: «Cercate le cose di lassù dove Cristo è seduto alla destra di Dio. Aspirate alle cose di lassù, non a quelle che sono sulla terra; poiché voi moriste e la vostra vita è nascosta con Cristo in Dio.

Quando Cristo, la vita nostra, sarà manifestato, allora anche voi sarete con lui manifestati in gloria» (Col 3:1-4); e ancora: «Mentre abbiamo lo sguardo intento non alle cose che si vedono, ma a quelle che non si vedono; poiché le cose che si vedono sono per un tempo, ma quelle che non si vedono sono eterne» (2 Cor 4:18).

Cosa dice la Bibbia in altri libri a proposito della natura transitoria del mondo e del pianeta terra? Daniele 2:35; 1 Corinzi 7:31; 2 Pietro 3:10-12

In 1 Giovanni 2:8 l’apostolo aveva già affermato che le tenebre stanno passando; adesso usa lo stesso verbo per dire che il mondo passa via con la sua concupiscenza. Le cose di questo mondo sono transitorie e ciò dovrebbe essere per chiunque un dato certo. Le soluzioni politiche non potranno mai avere valore definitivo, non in un mondo transitorio, e noi insieme a esso.

Ma se le cose stanno in questo modo, come sopravvivere? Giovanni risponde: facendo la volontà di Dio. La corretta teologia è importante e l’apostolo cerca di respingere i falsi maestri e le loro teorie devianti su Gesù e il peccato; ma è altrettanto importante vivere una vita d’ubbidienza. L’etica non può essere scissa dalla teologia; le parole sante e le dottrine giuste non sono sufficienti; la nostra teologia deve essere vissuta.

Non facciamoci trascinare dal piacere di vivere su questa terra al punto da dimenticare il nostro obiettivo eterno; non compromettiamo il nostro amore per Dio lasciandoci attrarre da cose e da atteggiamenti che gli sono ostili.

Quali esempi dimostrano quotidianamente la natura passeggera delle cose di questa terra? Pur essendo chiaro che tutte quelle cose non potranno durare, perché continuiamo a vivere come se invece fossero eterne?

Leggere Testimonies for the Church, vol. 2, pp. 196,197.

«Molti che si professano cristiani spendono ogni anno ingenti somme di denaro per soddisfare capricci inutili e malsani, mentre tanti muoiono privi del pane della vita. Si deruba Dio nelle decime e nelle offerte, mentre si sacrifica per le proprie passioni più denaro di quanto se ne offra per aiutare i poveri e sostenere il Vangelo… Gli uomini amano soddisfare i piaceri dei sensi. “La concupiscenza della carne, la concupiscenza degli occhi e la superbia della vita” dominano le masse, ma i discepoli di Cristo hanno obiettivi più elevati… Alla luce della Parola di Dio, siamo nel giusto affermando che la santificazione non può essere genuina se non genera la totale rinuncia alle ambizioni e alle soddisfazioni terrene» - GC, p. 475 [372].

Guardandolo da un’angolatura positiva, questo brano ci dice: i cristiani genuini hanno una relazione molto intima con la divinità, manifestano una tenera ubbidienza, hanno ottenuto la forza per sconfiggere il maligno e la Parola di Dio dimora in essi; i loro peccati sono stati perdonati. Non amano il mondo ma lo respingono quando si dimostra ostile a Dio e alla sua causa.

Domande per la discussione

1.       Il nostro mondo è assolutamente passeggero, non durerà per sempre; lo ammette persino la scienza. Quale speranza però, a differenza di quest’ultima, è in grado di offrirci la Bibbia?      

2.       Alcuni, nell’intento di rispondere all’invito a non amare il mondo, si isolano completamente da esso, spostandosi in monasteri o comunità radicalmente separate dalla normalità. È una buona o una cattiva scelta? Può essere buona solo in certi casi? Discutere insieme.

3.       Parlare in classe delle varie risposte alla domanda di lunedì su cosa significhi conoscere Dio.

4.       Perché la vittoria sul peccato è strettamente legata al concetto di «cammino nella luce»? Come ottenere questa vittoria?

FONTE: http://avventisti.it/sito/bibbia_dettagli.asp?id=443

Lesson 5 - Walking in the Light: Rejecting Worldliness - (1 John 2)

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Lesson 5 - Walking in the Light: Rejecting Worldliness - (1 John 2)

Introduction: Living by the ocean means I'm spending a lot more time at the beach than I have in the past. From time to time I see Muslim women at the beach. The contrast between them and the regular beach people is obvious. It reminds me of when I was a young man and members of my church would show up on Sabbath on the nearby beaches of Lake Michigan. Church members would often still be wearing suits and church clothes, while people sunbathing would be wearing something much different. Our lesson this week is about "worldliness." Are these two examples of rejecting "worldliness?" Is sticking out like a sore thumb God's goal for us? Or, is that making a plain statement to the world? Let's plunge into our study of the Bible and see what John has to teach us about worldliness!

  1. Children, Men and Fathers

    1. Read 1 John 2:12-13. John says he is writing to children, fathers and young men. Is that why we have three epistles: 1st, 2nd and 3rd John?

      1. If so, why is John mentioning the other two groups in 1 John? (John does not have a separate epistle for each group.)

      2. Does John have three different messages depending on the group being addressed?

      3. Why are women left out of the message? Are they already righteous?

    2. Let's look at the children first. It says that they have been forgiven their sins and that they have known the father. Would that not also be true for all three groups? (I think John is talking about new believers, not actual children. A new believer would not have an extensive knowledge of the gospel. However a new believer who was a Jewish convert would "know the Father," meaning the God of the Old Testament. A new believer would be at the stage of understanding that Jesus was the "new" sacrifice for sins. Reason why John does not mention women is that he is writing about spiritual maturity, not gender.)

    3. What message do we have for the fathers - the most mature Christians? ("You have known Him who is from the beginning.")

      1. What do you think this means? (As we have seen before, this is a reference to Jesus (John 1 and 1 John 1). These are Christians who have an understanding of Jesus.)

    4. What message do we have for the "young men?" (They have overcome the evil one.)

      1. How can we say that any human has "overcome the evil one?" (These are the growing Christians. They understand that Jesus has forgiven them of sin, but that they have a spiritual walk towards righteousness. They set a daily goal of obedience.)

    5. Read 1 John 2:14. What else do we learn about the "young men?" (The word of God lives in them. They read God's word. They rely on the Holy Spirit.)

    6. Let's review: John writes to believers of all different levels of Christian maturity. He compliments each group on the progress they have made so far. Next, we turn to his message for all of them.

  2. Loving the World

    1. Read 1 John 2:15. Everything I know and touch and experience is "in the world." How can I not love it?

      1. Since we are told that loving the world is the opposite of loving God, what do you think is meant by "the world" and "anything in the world?"

    2. Read 1 John 2:16. What do we find "in the world?" (Cravings, lust and boasting.)

      1. Are these "things" "in the world?" (No. These are attitudes about things.)

      2. Let's stop and consider this a moment. If John is talking about worldliness, is he teaching us that worldliness is an attitude or an outlook?

        1. If that is the case, what connection is there between how a Christian dresses and a Christian's attitude?

          1. What does this say about the "beach dress" I mentioned in the introduction? Is covering up, or wearing different clothes, a rejection of worldliness?

      3. If craving, lust and boasting are attitudes about things, does it mean that people without things (the poor) can be worldly? (The irony is that those who don't have things may have more problems with this than those who do have things and have decided "stuff" is not all that great.)

    3. Re-read 1 John 2:16. The phrase "cravings of sinful man," is more commonly translated "lust of the flesh." How does this help us to understand what this means? (A person who has these cravings (this "lust") has a focus on earthly things.)

      1. How about you? Do you have a focus on the earthly? Do you crave certain things? Do you wish you had certain things?

    4. On the way to church last week, my wife and I were talking about the future. We plan to sell our present home and we were discussing ideal places to live. The perfect place for me is this house (presently for sale) right on the beach over looking the Chesapeake Bay and the Atlantic ocean. The price? 1.3 million dollars. My wife would like to live in the Blue Ridge mountains - about 3 hours away from the beach. I said, "If we had an extra couple of million dollars we would be set" - meaning that we could buy the beach house and a house in the Blue Ridge. Is that the "cravings of sinful man" and "the lust of his eyes?" (Yes! At least if it gets to the point of craving and lusting as opposed to merely considering these things are not possible.)

    5. What does 1 John 2:16 mean when it refers to the "lust of his eyes?" (You want what you see.)

      1. Why is this wrong? (Spiritual things are not generally seen. Spiritual things are often relationships. Thus, you are lusting over the wrong things in life.)

    6. What does 1 John 2:16 refer to when it speaks of "boosting of what he has and does?" (This is an arrow through my heart. I have always loved being a lawyer. I love to say I'm a law school teacher because it suggests I'm not just a lawyer, but a smart lawyer. This seems to be precisely what John is condemning as being worldly. If anyone wants to save me by suggesting another interpretation, I'm open to hear it! Right now I'm repenting.)

  3. The Long View

    1. Read 1 John 2:17. What is wrong with those kinds of desires? This worldliness?

      1. Is John saying that the focus on the earthly, being passionate about having "things," is sin? Or merely a foolish preoccupation?

      2. If a person does not love God, isn't that an indication of "sin?" (All of this is very logical to me. If we are preoccupied with acquiring stuff, then we are not preoccupied with knowing God. Matthew 6:24 says that money is a master. We cannot love and serve both God and money.)

      3. Have you ever heard the term "it was good while it lasted?" Does it apply here - to the statement in 1 John 2:17?

      4. What does God offer that is so much better? (Eternal life! Eternal stuff. I think John is making a practical argument. What you have and what you are now is all temporary. When you die, who remembers or cares? Your money goes to someone else. How does it make any sense to be preoccupied with something that you will surely lose? On the other hand, God offers us eternal stuff and reputation.)

    2. How much do you know about your great-grand parents? How much do you know about your grandparents? (As I was writing this lesson, my wife found and sent me a news clip about my father's resignation from his final post. The article had a big headline and a picture showing that my father was a very handsome man. But it said almost nothing about his work or his accomplishments. Instead, it reported he had a heart attack, said how much he earned, and that they were looking for a replacement. What we have and what we do is all so temporary!)

    3. Friend, how about you? Are you focused on the eternal or on the things of this world? Why not decide today to focus on those things which will last! How about becoming "heavenly" instead of "worldly?"

  4. Next week: Walking in the Light: Rejecting Antichrists.

FONTE: http://www.gobible.org/study/566.php

Étude 05 - Marcher dans la lumière : renoncer au monde (1 Jean 2)

Étude 05 - Marcher dans la lumière : renoncer au monde (1 Jean 2)

 

Thème : Les épîtres de Jean

 

Copyright © 2009, Bruce N. Cameron, J.D. Toutes les références bibliques se réfèrent à la version Nouvelle Bible Second (NBS), 2002, sauf indication contraire. Des réponses suggérées sont placées entre parenthèses. Cette étude est publiée sur Internet à l’adresse http://www.etudesbibliques.net.

 

Introduction : Je vis près de l’océan, ce qui signifie que je passe beaucoup plus de temps à la plage que par le passé. De temps en temps j’y vois des femmes musulmanes. Le contraste entre elles et le reste des gens qui sont à la plage est évident. Il me rappelle le temps où j’étais jeune homme et que des membres de mon église se rendaient le sabbat à proximité des plages du lac Michigan. Les membres d’église voulaient souvent porter un complet ou un quelconque autre habit d’église, alors que les gens qui prenaient un bain de soleil s’habillaient de façon bien différente. Notre étude de cette semaine traite du "monde". Ces deux histoires sont-elles des exemples de renoncement au "monde" ? Le but de Dieu est-il de nous coller un sparadrap, comme sur une plaie au pouce ? Ou alors, s’agit-il d’une déclaration claire au monde ? Débutons notre étude et voyons ce que Jean nous enseigne au sujet du "monde" !

 

I.         Les enfants, les hommes et les pères

 

1.      Lisez 1 Jean 2:12-13. Jean dit qu’il écrit aux enfants, aux pères et aux jeunes hommes. Est-ce pour cela que nous avons trois épîtres : 1 Jean, 2 Jean et 3 Jean ?

 

a.        Si tel est le cas, pourquoi Jean mentionne-t-il les deux autres groupes dans 1 Jean ? (Jean n’a pas une épître dédiée à chaque groupe.)

b.        Jean a-t-il trois messages différents, en fonction du groupe auquel il s’adresse ?

c.        Pourquoi les femmes sont-elles laissées en dehors du message ? Sont-elles déjà justes ?

 

2.      Considérons premièrement les enfants. Il est dit que leurs péchés sont pardonnés et qu’ils ont connu le Père. Cela ne serait-il pas vrai pour les trois groupes ? (Je pense que Jean parle des nouveaux croyants et non des vrais enfants au sens littéral. Un nouveau croyant n’a pas forcément une connaissance approfondie de l’évangile. Cependant, un nouveau croyant qui était juif et qui s’est converti devrait "connaître le Père", le Dieu de l’Ancien Testament. Un nouveau croyant serait au stade de comprendre que Jésus était le "nouveau" sacrifice pour les péchés. La raison pour laquelle Jean ne mentionne pas les femmes est qu’il écrit à propos de la maturité spirituelle et non à propos du genre.)

 

3.      Quel message trouvons-nous pour les pères - les chrétiens les plus matures ? ("Vous connaissez celui qui est dès le commencement.")

a.        Que cela signifie-t-il ? (Comme nous l’avons vu au cours des  études précédentes, il s’agit d’une référence à Jésus (Jean 1 et 1 Jean 1). Il s’agit de chrétiens qui comprennent qui est Jésus.)

4.      Quel message avons-nous pour les "jeunes gens" ? (Ils ont vaincu le Mauvais.)

 

a.        Comment pouvons-nous dire qu’un humain quelconque a "vaincu le Mauvais" ? (Il s’agit des chrétiens en croissance. Ils comprennent que Jésus leur a pardonné leurs péchés, mais qu’ils sont sur un chemin spirituel vers la sanctification. Ils se fixent chaque jour un objectif d’obéissance.)

 

5.      Lisez 1 Jean 2:14. Qu’apprenons-nous d’autre au sujet des "jeunes hommes" ? (La parole de Dieu vit en eux. Ils lisent la parole de Dieu. Ils font confiance à l’Esprit saint.)

6.      Résumons : Jean écrit aux croyants de différents niveaux sur l’échelle de la maturité chrétienne. Il complimente chaque groupe du progrès qu’il a fait jusque là. Ensuite, il utilise son message pour tous les groupes.

II.       Aimer le monde

 

1.      Lisez 1 Jean 2:15. Tout ce que je connais, touche et expérimente est "dans le monde". Comment pourrais-je ne pas l’aimer ?

 

a.        Dès lors qu’il nous est dit que le fait d’aimer le monde est opposé au fait d’aimer Dieu, que pensez-vous que signifie "le monde" et "ce qui est dans le monde" ?

2.      Lisez 1 Jean 2:16. Que trouvons-nous "dans le monde" ? (Le désir de la chair, le désir des yeux et la confiance présomptueuse en ses ressources.)

a.        Ces "choses" sont-elles "dans le monde" ? (Non. Il s’agit d’attitudes au sujet des choses.)

 

b.        Arrêtons-nous un instant et réfléchissons à cela. Si Jean parle du monde, nous enseigne-t-il que le monde est une attitude ou un point de vue ?

 

i.        Si tel est le cas, quelle relation y a-t-il entre la façon dont s’habille un chrétien et une attitude chrétienne ?

(1)   Que cela dit-il au sujet de "l’habillement à la plage" que j’ai mentionné dans l’introduction ? Le fait de se couvrir ou de porter des habits différents constitue-t-il un renoncement au monde ?

c.        Si le désir de la chair, le désir des yeux et la confiance présomptueuse en ses ressources sont des attitudes au sujet des choses, cela signifie-t-il que les gens sans "choses" (les pauvres) peuvent être du monde ? (L’ironie est que ceux qui n’ont pas de "choses" peuvent avoir plus de problèmes avec cela que ceux qui ont des "choses" et qui ont décidé que celles-ci n’ont pas de valeur particulière.)

 

3.      Lisez à nouveau 1 Jean 2:16. Comment l’expression "désir de la chair" nous aide-t-elle à comprendre ce que cela signifie ? (Une personne qui a ce désir se focalise sur les choses terrestres.)

 

a.        Qu’en est-il de vous ? Vous focalisez-vous sur les choses terrestres ? Soupirez-vous après certaines choses ? Les désirez-vous ?

4.      Sur le chemin de l’église la semaine dernière, ma femme et moi discutions de l’avenir. Nous planifions de vendre notre maison actuelle et nous discutions de l’endroit idéal où nous établir. L’endroit parfait pour moi est cette maison (actuellement à vendre) qui se trouve juste au-dessus de la plage et qui offre une magnifique vue sur la baie de Chesapeake et sur l’océan Atlantique. Son prix ? 1.3 millions de dollars. Ma femme aimerait vivre dans les montagnes Blue Ridge - à approximativement 3 heures de la plage. Je lui ai dit : "Si nous avions quelques millions de dollars en plus, nous serions fixés" - ce qui veut dire que nous pourrions avoir la maison de la plage et une maison à la montagne. S’agit-il là du "désir de la chair" et du "désir des yeux" ? (Oui ! Du moins si cela vous amène au point de désirer et de convoiter l’objet, au lieu de considérer simplement que ces choses ne sont pas possibles.)

5.      Que veut dire 1 Jean 2:16 lorsqu’il réfère au "désir des yeux" ? (Vous désirez ce que vous voyez.)

 

a.        Pourquoi cela est-il mal ? (Les choses spirituelles ne se voient généralement pas. Les choses spirituelles sont souvent des relations. Ainsi, vous désirez les mauvaises choses dans la vie.)

 

6.      À quoi réfère 1 Jean 2:16 en parlant de "la confiance présomptueuse en ses ressources" ? (Il s’agit d’une flèche qui transperce mon cœur. J’ai toujours aimé être avocat. J’aime dire que je suis professeur de Droit parce que cela suggère que je ne suis pas seulement un avocat, mais un avocat intelligent. Cela semble être précisément ce que condamne Jean comme étant du monde. Si quelqu’un veut me sauver en suggérant une autre interprétation, je suis ouvert à l’entendre ! Pour l’instant je me repens.)

III.    La vue à long terme

1.      Lisez 1 Jean 2:17. Qu’est-ce qui ne va pas avec ce type de désirs ? Cette mondanité ?

 

a.        Jean dit-il que le fait de se focaliser sur les choses terrestres, être passionné par le fait d’avoir des "choses", constitue un péché ? Ou alors s’agit-il simplement d’une préoccupation stupide ?

 

b.        Si une personne n’aime pas Dieu, ne s’agit-il pas d’une indication de "péché" ? (Tout cela est très logique à mes yeux. Si nous sommes préoccupés par l’acquisition de "choses", alors nous ne sommes pas préoccupés par la connaissance de Dieu. Matthieu 6:24 dit que l’argent est un maître. Nous ne pouvons pas aimer et servir Dieu et l’argent.)

c.        Avez-vous déjà entendu l’expression : "C’était bon tant que ça durait" ? Cela s’applique-t-il ici - à l’affirmation de 1 Jean 2:17 ?

d.        Que nous offre Dieu qui est bien meilleur ? (La vie éternelle ! Les choses éternelles. Je pense que Jean a une argumentation pratique. Tout ce que vous avez et ce que vous êtes maintenant est temporaire. Quand vous mourrez, qui se souviendra ou s’en souciera ? Votre argent ira à quelqu’un d’autre. En quoi cela a-t-il du sens que de se préoccuper de quelque chose que vous êtes sûr de perdre ? D’un autre côté, Dieu nous offre des choses éternelles et une réputation.)

 

2.      Que savez-vous de vos arrières-grands-parents ? Que savez-vous de vos grands-parents ? (Alors que j’écris cette étude, ma femme a trouvé et m’a envoyé un extrait de journal sur la démission de mon père de son dernier poste. L’article avait un grand titre et une photo montrant que mon père était un homme très appréciable. Mais il ne mentionne presque rien au sujet de son travail ou de ce qu’il a accompli. Au lieu de cela, l’article rapporte qu’il a eu une crise cardiaque, publie combien il gagnait et mentionne qu’ils cherchaient à le remplacer. Tout ce que nous avons et ce que nous faisons est si temporaire !)

 

3.      Cher ami, qu’en est-il de vous ? Vous focalisez-vous sur les choses éternelles ou sur les choses de ce monde ? Pourquoi ne pas décider aujourd’hui de vous focalisez sur les choses qui perdureront ? Pourquoi ne pas devenir "du ciel" plutôt que "du monde" ?

IV.     La semaine prochaine : Marcher dans la lumière : rejeter les antichrists.

 

FONTE: http://www.etudesbibliques.net/index.php?option=com_content&view=article&id=408:etude-05-marcher-dans-la-lumiere-renoncer-au-monde-1-jean-2&catid=65:epitresjean&Itemid=18

Урок 5. Ходить во свете - не любить мира - (1 Ин. 2)

Урок 5. Ходить во свете – не любить мира - (1 Ин. 2)

           

Copr. 2009, Bruce N. Cameron, J.D.— Комментарий доктора юридических наук Брюса Н. Камерона.

Все библейские цитаты приводятся по Синодальному тексту (современная редакция), если не указан другой источник. В скобках даются возможные ответы. Если вам не пришел комментарий к уроку по электронной почте, вы cможете найти его по ссылке http://www.adventist.kz/ss

 

Введение: Сейчас, когда я живу возле океана, я провожу больше времени на побережье, чем раньше. Время от времени я вижу на пляже женщин-мусульманок. Контраст между ними и обычными любителями позагорать очевиден. Вспоминаю, когда еще в моей молодости мы с членами церкви иногда отдыхали после субботнего богослужения на озере Мичиган. Верующие были в костюмах и нарядной одежде, и этим они сильно отличались от остальных отдыхающих. Наш урок сегодня об отношении к мирскому. Являются ли те два примера, которые я привел выше, отвержением мирского? Желает ли Бог от нас, чтобы мы были белыми воронами в обществе? Или нашим отличием Бог хочет сказать что-то миру? Давайте углубимся в изучение Библии и посмотрим, что говорит Иоанн о мире!

 

I.                   Дети, отцы, юноши

1.      Прочитайте 1 Ин. 2:12—13. Иоанн обращается в послании к детям, отцам, юношам. Поэтому у нас в Библии три послания Иоанна?

а)      Если так, то почему он в первой главе указывает еще две группы людей? (Иоанн не пишет отдельные послания для каждой из групп).

б)      Имеет ли Иоанн три разные вести в зависимости от того, кому он адресует послание?

в)      А почему женщинам не дается весть? Что, они уже праведные?

2.      Давайте сначала посмотрим на детей. Для них говорится, что их грехи прощены и что они знают Отца. А для всех трех групп это верно? (Я думаю, что Иоанн говорит о новообращенных, а не о детях. Недавно принятый в церковь верующий не имеет доскональных знаний Евангелия. Тем не менее, новообращенный из иудеев «знает Отца», Бога Ветхого Завета. Новообращенный понимает, что Иисус является «новой» жертвой за грехи. Такое толкование объясняет, почему Иоанн не обращается к женщинам – ведь он пишет о духовной зрелости, а не о половом различии).

3.      Тогда какую весть передает Иоанн отцам – наиболее зрелым христианам? («Вы познали Сущего от начала»).

а)      Как вы думаете, что это означает? (Как мы говорили об этом раньше, здесь имеется в виду Христос (Ин. 1 и 1 Ин. 1). Отцы – это христиане, знающие Христа).

4.      А что говорится юношам? (Они победили лукавого).

1)      Как можно сказать о людях, что они «победили лукавого»? (Это возрастающие христиане. Они понимают, что Иисус простил им их грех, но они должны продвигаться на пути к праведности. Они ежедневно ставят перед собой задачу быть послушными Христу).

5.      Прочитайте 1 Ин. 2:14. Что еще мы узнали о «юношах»? («Слово Божие пребывает» в них. Они читают Божье слово. Они полагаются на Святого Духа).

6.      Давайте повторим: Иоанн пишет верующим, находящимся на разных стадиях христианской зрелости. Он хвалит каждую группу за прогресс, который они совершили. Дальше мы прочитаем, что Иоанн адресует им всем.

 

II.                Любить мир

1.      Перечитайте 1 Ин. 2:15. Все, что я знаю и к чему прикасаюсь и что испытываю, находится «в мире». Как мне его не любить?

а)      Так как нам говорят, что «любить мир» – это противоположное к «любить Бога» – что тогда имеется в виду под «миром» и «тем, что в мире»?

2.      Прочитайте 1 Ин. 2:16. Что мы находим «в мире»? (Вожделение, страсть и гордость).

а)      Является ли это «тем, что в мире»? (Нет, это отношение к тому, что в мире).

б)      Давайте немного остановимся и порассуждаем над этим. Когда Иоанн говорит о любви к миру, он подразумевает под этим отношение или мировоззрение?

1)      Если так ставить вопрос, какое отношение имеет то, как христианин одевается, к христианской позиции?

(1)   Что тогда говорить о пляжной одежде, о которой я упоминал во введении? Если мы прикрываем свое тело или носим другую одежду, говорит ли это об отвержении мира?

в)      Если вожделение, страсть и гордость являются отношением к вещам в мире, значит ли это, что люди, не обладающие этими вещами (скажем, бедные), не могут любить мира? (Ирония заключается в том, что если у людей нет каких-то вещей, то это может привести к бóльшим проблемам, чем если бы они у них были, но они считали, что вещи – это не самое важное).

3.      Прочитайте еще раз1 Ин. 2:16. Текст в Новой интернациональной Библии, которой я пользуюсь, говорит о «страстях грешного человека», в то время как другие переводы называют это «похотью плоти». Как такой перевод помогает нам понять, что это значит? (Человек, у которого есть такие страсти, сосредоточен на мирском).

а)      Что вы скажете о себе? Сосредоточены ли вы на земном? Есть ли у вас какие-то страсти? Хотелось бы вам иметь определенные вещи?

4.      На прошлой неделе по дороге в церковь мы с женой говорили о будущем. Мы планируем продать наш дом, поэтому мы обсуждали идеальное место для нового дома. Я бы хотел жить вот в этом доме (который сейчас выставлен на продажу) прямо на берегу с видом на залив Чесапик и Атлантический океан. Цена? 1,3 млн. долларов. Моя жена хотела бы жить в горах Блю Ридж – в трех часах от побережья. Я сказал: « Если бы у нас было 2-3 лишних миллиона долларов, мы бы купили и дом на побережье, и дом в горах». Разве это не «страсти грешного человека» и «похоть очей»? (Да! По крайней мере, когда наши желания становятся страстными и неутолимыми, в противовес трезвому суждению о вещах).

5.      Что имеется в виду в тексте 1 Ин. 2:16, где говорится о «похоти очей»? (Вы желаете то, что видите).

а)      Почему это неправильно? (Духовное обычно не увидишь. Духовное чаше всего относится к сфере отношений. Поэтому вы желаете не того, что правильно).

6.      Что имеет в виду Иоанн в 1 Ин. 2:16 под словами «гордость житейская»? (Эти слова стрелой пронзают мое сердце. Мне всегда нравилось, что я юрист. Мне нравится говорить, что я преподаю юриспруденцию, потому что это предполагает, что я не просто юрист, а ученый юрист! Это как раз тот случай, который описывает Иоанн – любить мир. Если кто-то хочет меня спасти, предложив другую интерпретацию – я открыт для слышания! А сейчас я каюсь в том, какой я есть).

III.             Что нас ждет в будущем

1.      Прочитайте 1 Ин. 2:17. Что плохого в таких желаниях? То, что они мирские?

а)      Говорит ли Иоанн, что если вы сосредоточены на земном, имеете страсть к чему-то, то это грех? Или это просто пустое времяпровождение?

б)      Если человек не любит Бога, является ли это показателем греха? (Для меня это выглядит логично. Если мы заняты приобретательством, значит, мы не заняты тем, чтобы приобретать знание Бога. В тексте Мф. 6:24 говорится, что деньги – это тоже господин. И мы не можем служить сразу двум господам, Богу и деньгам).

в)      Слышали ли вы такое выражение: «Все было хорошо, пока не закончилось». Подходит ли оно к тексту 1 Ин. 2:17?

г)       Предлагает ли Бог что-то намного лучшее? (Вечную жизнь! Вечное все. Мне кажется, Иоанн здесь очень практичен. Все что вы собой представляете и все, что вы имеете – временно. Когда вы умрете – кто о вас будет помнить и кому какое дело будет до вас? Ваши деньги наследует другой. Есть ли какой-то смысл сильно увлекаться, тем, что вы вскоре потеряете? С другой стороны, Бог предлагает вам вечную жизнь и доброе имя).

2.      Много ли вы знаете о своих прабабушках и прадедушках? Сколько вы знаете о дедушке и бабушке? (Когда я готовился к этому уроку, моя жена прислала мне вырезку из газеты о проводах с последнего поста моего отца. В статье был крупный заголовок и фотография моего отца, из которой было видно, что он имел приятную наружность. Но в ней почти ничего не говорилось о том, чем он занимался, каким он был. Напротив, в ней сообщалось, что у него был инфаркт, говорилось, сколько он зарабатывал и о том, что эта должность теперь вакантна. Кто мы есть и что мы делаем – это так временно!)

3.      Дорогой друг, что ты скажешь о себе? Сосредоточен ли ты на вечном или на мирском? Прими сегодня же решение устремляться к тому, что вечно! Шагай к небесному, а не земному !

 

V. Урок следующей недели: «Ходить во свете – отвергнуть антихристов».

                            Перевод Аллы Бурлай,
 
allaburlay@yahoo.com

FONTE: http://www.adventist.kz/ss/

7月30日

MEDITAÇÕES PARA SUA SEMANA!


Subjugue as Baixas Paixões

Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, [...] observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. 1 Pedro 2:11, 12

Próximo ao fim da história da Terra, Satanás atuará com todo o seu poder da mesma maneira e com as mesmas tentações com que tentou o antigo Israel justo antes de entrarem na Terra Prometida. Ele armará laços para os que declaram guardar os mandamentos de Deus, e que estão quase nos limites da Canaã celestial. Ele utilizará ao máximo suas faculdades a fim de enredar as pessoas e apanhar o povo de Deus em seus pontos mais fracos.

Os que não têm colocado as paixões subalternas em sujeição às faculdades mais altas do ser, que têm permitido seja sua mente um canal de condescendências carnais das paixões mais baixas, a estes Satanás está determinado a destruir com suas tentações, a poluir-lhes a alma com licenciosidade. [...]

E homens em posições de responsabilidade, que ensinam os reclamos da lei de Deus, cuja boca está cheia de argumentos em vindicação da lei de Deus, e sobre os quais Satanás tem feito tal incursão – sobre estes ele acumula suas diabólicas faculdades e seus instrumentos para que operem de molde a vencê-los em seus pontos fracos de caráter, sabendo que quem transgride um ponto se torna culpado de todos, obtendo assim completo domínio sobre o homem todo. A mente, a alma, o corpo e a consciência são envolvidos na ruína. Se ele é um mensageiro da justiça, e tem recebido grande luz, ou se o Senhor o tem usado como obreiro especial na causa da verdade, quão grande então é o triunfo de Satanás! Como ele exulta! Como Deus é desonrado! [...]

Satanás sabe que este é o seu momento. Dispõe de apenas pouco tempo para trabalhar, e atuará com tremendo poder a fim de iludir o povo de Deus em seus pontos fracos de caráter. [...] Importa guardar os pensamentos; cercar a mente com os preceitos da Palavra de Deus; e ser muito cuidadoso quanto a cada pensamento, palavra e ação a fim de não ser surpreendido pelo pecado (RH, 17/5/1887).


Refletindo a Imagem de Jesus

Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou. 1 João 2:6

Que sublime amor e condescendência, que quando não tínhamos direito à misericórdia divina, Cristo esteve disposto a assegurar a nossa redenção! Mas nosso grande Médico requer de toda pessoa submissão incondicional. Jamais devemos prescrever nosso próprio caso. Cristo deve ter completo domínio sobre a vontade e as ações; caso contrário, Ele não Se comprometerá em nosso favor.

Muitos não são sensíveis à própria condição e perigo, e há muito na natureza e procedimento da obra de Cristo que é avesso a cada princípio mundano, e oposto ao orgulho do coração humano. [...] Poderemos lisonjear-nos, assim como fez Nicodemos, de que nosso caráter moral tem sido correto e de que não precisamos humilhar-nos diante de Deus como o pecador comum. Temos, porém, de estar dispostos a entrar na vida do mesmo modo que o principal dos pecadores. Não devemos confiar em nossa própria justiça, mas depender da justiça de Cristo. Ele é nossa força e nossa esperança.

A fé genuína é acompanhada de amor – amor que é manifesto no lar, na sociedade e em todos os relacionamentos da vida – amor que afasta as dificuldades e nos eleva acima das desagradáveis ninharias que Satanás coloca em nosso caminho para nos aborrecer. A fé genuína é seguida pelo amor, e o amor pela obediência. Todas as energias e paixões da pessoa convertida são postas sob o controle de Cristo. Seu Espírito é um poder renovador, transformando à imagem divina todos os que O receberem.

Tornar-se discípulo de Cristo é negar o próprio eu e seguir a Jesus tanto nas más como nas boas circunstâncias. É fechar a porta para o orgulho, a inveja, a dúvida e outros pecados [...]

Jesus é um padrão completo e perfeito para a humanidade. Ele propõe tornar-nos semelhantes a Si mesmo: leais a todo propósito, sentimento e pensamento, retos de coração, espírito e vida. O homem que mais acalenta o amor de Cristo em seu coração, que reflete a imagem do Salvador mais perfeitamente, é, à vista de Deus, o mais verdadeiro, nobre e honrado sobre a Terra. Mas aqueles que não têm o Espírito de Cristo, “não são Seus” (ST, 14/7/1887).


Esperança ao Caído

E vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:23, 24

Cristo reprovava com fidelidade. Jamais viveu alguém que odiasse tanto o mal; ou alguém que o condenasse tão destemidamente. A todas as coisas falsas e vis, Sua própria presença era uma reprovação. À luz de Sua pureza os homens se viam impuros, e medíocres e falsos os objetivos de sua vida. Não obstante, Ele os atraía. Aquele que criara o homem compreendia o valor da humanidade. Condenava o mal como o inimigo daqueles que procurava abençoar e salvar. Em cada ser humano, apesar de decaído, contemplava um filho de Deus, ou alguém que poderia ser restaurado aos privilégios de seu parentesco divino.

“Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3:17). Olhando aos homens em seu sofrimento e degradação, Cristo entrevia lugar para esperança onde apenas apareciam desespero e ruína. Onde quer que se sentisse a percepção de uma necessidade, ali via Ele oportunidade para reerguimento. As pessoas tentadas, derrotadas, que se sentiam perdidas, prontas a perecer, Ele defrontava, não com acusações mas com bênçãos.

As bem-aventuranç as foram a Sua saudação à família humana toda. Olhando para a vasta multidão reunida para ouvir o Sermão da Montanha, parecia Ele por momentos haver-Se esquecido de que não estava no Céu, e empregou a saudação usual no mundo da luz. De Seus lábios brotaram bênçãos como o jorro de uma fonte havia muito fechada.

Desviando-Se dos ambiciosos e bem-favorecidos deste mundo, declarou serem bem-aventurados os que, embora grandes as suas necessidades, recebessem Sua luz e amor. [...]

Em cada ser humano Ele divisava infinitas possibilidades. Via os homens como poderiam ser, transfigurados por Sua graça – na “graça do Senhor, nosso Deus” (Sl 90:17). Olhando para eles com esperança, inspirava-lhes esperança. Encontrando- os com confiança, inspirava-lhes confiança. [...] Em muitos corações que pareciam mortos para as coisas santas, despertavam- se novos impulsos. A muito desesperançado abriu-se a possibilidade de uma nova vida (Ed, p. 79, 80).


Tempo Para Orar e Estudar

Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera. Marcos 4:18, 19

Cristo especificou as coisas que são perigosas para a alma. Como relata Marcos, menciona Ele os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas. Lucas especifica: cuidados, riquezas e deleites da vida. Estes são os que sufocam a Palavra, a crescente semente espiritual. A alma cessa de extrair alimento de Cristo, e extingue-se no coração a espiritualidade.

“Os cuidados deste mundo” (Mt 13:22). Nenhuma classe está livre da tentação de cuidados deste mundo. Aos pobres a labuta, privação e temor de pobreza trazem perplexidades e fardos; aos ricos vêm o temor de perda e uma multidão de ansiosas preocupações. Muitos dos seguidores de Cristo esquecem as lições que Ele nos ordenou aprender das flores do campo. Não confiam em Sua constante providência. Cristo não pode carregar-lhes os fardos, porque não os depõem sobre Ele. [...]

Muitos que podiam produzir frutos na obra de Deus tornam-se propensos a conquistar riquezas. Toda a sua energia é absorvida em empreendimentos comerciais, e sentem-se obrigados a desprezar as coisas de natureza espiritual. Deste modo separam-se de Deus. [...] Devemos trabalhar para que possamos dar alguma coisa aos necessitados. Os cristãos precisam trabalhar, precisam ocupar-se em atividades, e podem fazê-lo sem cometer pecado. Mas muitos se tornam tão absortos em negócios que não têm tempo para orar, para estudar a Bíblia, para procurar e servir a Deus.

Às vezes os anseios da alma são pela santidade e o Céu; mas não há tempo para retrair-se do tumulto do mundo para ouvir as palavras majestosas e autorizadas do Espírito de Deus. As coisas da eternidade são tidas como secundárias, e as do mundo, supremas. [...]

Muitos que agem com propósito muito diferente, caem no mesmo erro. Estão trabalhando para o bem de outros; seus deveres são urgentes, muitas as responsabilidades, e permitem que sua labuta exclua a devoção. [...] Caminham separados de Cristo, sua vida não está impregnada de Sua graça, e as características do eu são reveladas (PJ, p. 51, 52).


Estude as Palavras de Cristo

Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. João 1:17

Jesus era a luz do mundo. Ele veio de Deus com uma mensagem de esperança e salvação para os filhos caídos de Adão. Se tão-somente homens e mulheres O receberem como seu Salvador pessoal, Ele prometeu restaurá-los à imagem de Deus e redimir todos que se houverem perdido pelo pecado. Ele apresentou aos seres humanos a verdade, sem nenhum filete de erro entrelaçado. Quando ensinava, Suas palavras vinham com autoridade, pois falava com conhecimento positivo da verdade.

O ensino dos mortais é completamente diferente dos ensinos de Cristo. Existe uma constante tendência da parte dos seres humanos de apresentar suas próprias teorias e opiniões como assunto digno de atenção, mesmo quando não se fundamentam na verdade. São muito persistentes em suas idéias errôneas e opiniões inúteis. Sustentam firmemente as tradições da humanidade, e as defendem tão vigorosamente como se fossem a verdade genuína. Jesus declarou que todo aquele que fosse da verdade ouviria a Sua voz.

Quão maior poder acompanharia a pregação da Palavra atualmente se os ministros dessem menos ênfase a teorias e argumentos humanos e mais ênfase às lições de Cristo e à piedade prática. Aquele que se encontrara no conselho de Deus, que habitara em Sua presença, estava bem familiarizado com a origem e com os elementos da verdade, e compreendia sua relação e importância para a humanidade. Ele apresentou ao mundo o plano da salvação e revelou verdade da mais elevada ordem, até mesmo as palavras de vida eterna.

Patriarcas, profetas e apóstolos falaram ao serem movidos pelo Espírito Santo, e declararam plenamente que não falaram por seu próprio poder, nem em seu próprio nome. Não desejaram que crédito algum fosse a eles atribuído, que ninguém os considerasse originadores de qualquer coisa acerca da qual pudessem se gloriar. [...]

Cristo é o Autor de toda a verdade. Todo conceito brilhante, todo pensamento de sabedoria, toda capacidade e talento dos homens, é dom de Cristo. Não tomou Ele emprestadas novas idéias da humanidade, pois Ele deu origem a todas (RH, 7/1/1890).


Dedicação ao Serviço do Mestre

Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome, ó Senhor? Pois só Tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de Ti. Apocalipse 15:3, 4

Deus agirá sobre homens de posição humilde para proclamar a mensagem da verdade presente. Muitos desses estarão correndo para cá e para lá, direcionados pelo Espírito de Deus a levar a luz aos que estão em trevas. A verdade será como um fogo a arder-lhes nos ossos, enchendo-os de um fervoroso desejo de iluminar aqueles que estão em trevas. Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamarão a Palavra do Senhor. Crianças serão impelidas pelo Espírito Santo a sair e anunciar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre aqueles que se submeterem a Suas incitações. Sacudindo os antiquados regulamentos e movimentos cautelosos dos homens, se unirão ao exército do Senhor.

No futuro, homens de vida simples serão impressionados pelo Espírito do Senhor a deixar seu emprego para se dedicar à proclamação da última mensagem de misericórdia. Tão rápido quanto possível, estarão preparados para esse trabalho, e o êxito vai coroar seus esforços. Cooperam com as agências do Céu; porque estão dispostos a gastar-se completamente no serviço do Mestre. Ninguém está autorizado a impedir esses obreiros. Serão abençoados por Deus na proclamação da grande comissão. Nenhuma palavra de reprovação deve ser dirigida contra esses que semeiam a semente do evangelho nos lugares mais difíceis.

As melhores coisas da vida – simplicidade, verdade, pureza e imaculada integridade – não podem ser compradas ou vendidas; são de graça [...]

Obreiros humildes que não confiam na sua própria força, mas que trabalham com simplicidade, confiando sempre em Deus, irão compartilhar o regozijo do Salvador. Suas perseverantes orações atrairão pessoas à cruz. Cooperando com eles, no esforço de sacrifício próprio, Jesus opera sobre os corações, produzindo milagres de conversão. Homens e mulheres se reunirão na igreja para a adoração Casas de oração serão edificadas, e escolas estabelecidas. O coração dos obreiros se encherá de regozijo ao verem a salvação de Deus (T7, p. 26-28).

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7月29日

Lição 5 – Andando na Luz: Renunciando ao Mundanismo - Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

Lição 5
25 de julho a 1º de agosto

Andando na luz – Renunciando ao mundanismo

Lição 532009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 8–10


Verso para Memorizar: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2:15, NVI).

Leituras da semana: Dn 5:13Jo 15:19Cl 1:142:8132Pe 3:10-121Jo 2:12-17

Em 1933, o escritor francês André Malraux publicou A Condição do Homem, história sobre uma insurreição marxista mal-sucedida em Xangai, China, na década de 1920. Na história, um terrorista marxista, Ch'en, estava caminhando rua abaixo quando seu primeiro professor, um ministro cristão, se aproximou dele e começou uma conversa sobre a fé que Ch'en havia perdido. Mal sabia o professor que, naquele momento, Ch'en, estava levando uma bomba a caminho de um assassinato político! Ch'en respondeu que não perdera a fé; ele simplesmente a dedicava à política.

– Qual fé política – seu antigo professor perguntou com tristeza – poderia destruir a morte?

Em outras palavras, não importam suas ideias políticas, não importa a utopia que espera criar, você nunca derrotará o grande açoite da humanidade: a morte.

Enquanto continua a nos mostrar o que significa “andar na luz”, os textos desta semana nos lembram que nossa vida é passageira, em contraste com a vida eterna que só pode ser encontrada em Deus.

Prévia da semana: Em que base podemos saber que nossos pecados estão perdoados? O que significa conhecer a Deus? O que significa não amar as coisas do mundo? Qual é o destino do mundo?


Domingo

Ano Bíblico: Is 11–14

“Por causa do Seu nome”

“Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do Seu nome” (1Jo 2:12).

Em 1 João 2:12-15, João se dirige aos “filhinhos”, aos “pais” e aos “jovens”. Apesar das várias sugestões feitas sobre quem João tinha em mente por essa divisão, sugerimos que “filhinhos” se refere a todos os membros da igreja, porque, em sua epístola, João usa a palavra filhinhos neste sentido (1Jo 2:112283:74:4;5:21). Os “pais” representariam os membros mais idosos da igreja, e os “jovens”, os membros mais jovens. Em resumo, ele se dirige a todos.

1. Em 1 João 2:12, ele diz a todos que seus pecados estão perdoados. Em que base esse perdão é obtido? Por que é tão importante para os cristãos saber que seus pecados estão perdoados? Veja também At 5:31Rm 4:7Ef 4:32Cl 1:142:13.

João queria que seus ouvintes, isto é, os membros fiéis da igreja, tivessem certeza absoluta da salvação. Ele estava se referindo novamente à discussão sobre a questão do pecado, encontrada em 1 João 1:9 e 2:1, 2, destacando que ser cristão significa ter esse perdão. Os cristãos não negam sua pecaminosidade mas aceitam a salvação por meio de Jesus Cristo e, então, vivem com a certeza de ter sido perdoados.

O mais importante é que os cristãos entendam que a base de sua salvação é encontrada unicamente em Jesus e no que Jesus fez por eles. É por isso que João diz que eles foram perdoados – não por causa de suas boas ações, nem por suas convicções, e nem mesmo por causa de seu conhecimento de Deus, mas por “causa do Seu nome”; isto é, por causa de Jesus e do que Ele fez por eles. Assim, no meio de todo o discurso de João sobre a vitória, sobre a obediência, ele preserva diante deles a ênfase de que a salvação vem unicamente por causa de Jesus.

Qual é a importância de saber que você tem o perdão dos pecados? Onde você estaria hoje se tivesse dúvidas sobre o perdão? Da mesma forma, por que você deve sempre se lembrar de que a base do perdão está em Jesus, e não em você mesmo?


Segunda

Ano Bíblico: Is 15–19

Vencendo o Maligno

2. Que mensagens João tem para os pais? Para os jovens? Para os “filhinhos”? 1Jo 2:13, 14Como podemos aplicar essas mensagens a nós mesmos?

Os filhos são lembradas de que conhecem o Pai, enquanto os pais são lembrados de que conhecem aquele que é desde o princípio. Obviamente, essa pessoa é Jesus. A expressão “no princípio” é atribuída a Jesus em 1 João 1:1. Parece ter mais sentido quando nestes versos o Pai e aquele que é desde o princípio (Jesus) são duas pessoas diferentes. Quando os jovens são mencionados pela segunda vez, a frase “vocês venceram o Maligno”(NVI) é repetida, mas a declaração é expandida. Os jovens não apenas venceram o mal mas o próprio Satanás, porque pertencem a Cristo e reivindicam Sua vitória. A língua original indica que a vitória foi alcançada no passado, mas as consequências são uma realidade contínua. Os jovens também são espiritualmente fortes, e a “palavra de Deus” permanece neles.

A Palavra de Deus aponta para seu autor, o Espírito Santo (Ef 6:172Pe 1:21). Então, alguns comentaristas sugerem que nesses versos é encontrada uma referência implícita à Trindade: Deus o Pai, Jesus, aquele que é desde o princípio, e o Espírito Santo, representado pela Palavra de Deus. No fim, os verdadeiros crentes vieram a conhecer a Deus e continuam a conhecê-Lo; isto é, mantêm um relacionamento íntimo com Ele.

Assim, nestes versos, recebemos a essência da vida cristã: perdão dos pecados, conhecimento da Divindade, vitória sobre o pecado e a Palavra de Deus que habita em nós.

Visto que os crentes sabem que Deus e Sua Palavra habitam neles, estão prontos para o desafio dos versos 15-17. Enquanto os versos 12-14 contêm declarações afirmativas, o verso 15 começa com um imperativo, um chamado ou ordem: “Não ameis o mundo”.


Terça

Ano Bíblico: Is 20–23

Renunciando ao amor do mundo (1Jo 2:15)

3. Os cristãos são aconselhados a não amar o mundo. Como as Escrituras definem a palavra mundo? Jo 12:1915:19At 17:24Rm 1:20Cl 2:81Tm 6:7Tg 4:4;Ap 11:15

A palavra kosmos (traduzida por mundo) designa o Universo, a Terra, a humanidade, o reino da existência e o estilo de vida oposto a Deus. A palavra ocorre mais de 20 vezes em 1 e 2 João. O mundo precisa de salvação (1Jo 4:14), mas é hostil a Deus e Seu povo (1Jo 3:13). Jaz no poder do Maligno (1Jo 5:19), e falsos profetas, anticristos e enganadores estão no mundo (1Jo 4:132Jo 7). Não é errado possuir os bens do mundo, mas eles devem ser partilhados com os necessitados (1Jo 3:17). Finalmente, o mundo precisa ser vencido (1Jo 5:4, 5). Nas epístolas de João, a palavra mundo é predominantemente um termo negativo, porque o mundo está em rebelião contra Deus.

Existe uma contradição interessante nas Escrituras a respeito de nosso relacionamento com o mundo. Por um lado, somos aconselhados a não amar o mundo, mas, por outro lado, a Bíblia é clara em dizer que Deus ama o mundo (Jo 3:16). Enquanto isso, a Bíblia diz que não devemos amar as coisas do mundo, mas nos aconselha, repetidas vezes nas Escrituras, a amar as pessoas, e as pessoas certamente estão no mundo!

4. Como você entende essa contradição? Como devemos amar as pessoas e não amar o mundo, quando o mundo é constituído principalmente de pessoas? Existem algumas coisas no mundo, além das pessoas, que podemos amar? O quê?

O fim do verso 15 e o seguinte nos ajudam a entender o que João tinha em mente. Ele não disse que devemos odiar os seres humanos ou menosprezar o Planeta Terra; ao contrário, devemos odiar as coisas do mundo que, se forem sobrevalorizadas por nós, nos impedirão de conhecer e experimentar por nós mesmos o amor de Deus. Isto é, precisamos nos afastar das coisas do mundo que nos impedem de manter uma relação de salvação com Deus.

Seja honesto consigo mesmo. Quais são algumas das coisas do mundo que você ama e que sabe que estão erradas? Ou existem coisas do mundo que, em si mesmas, não são más, no entanto, lhes dedica mais amor do que a Deus? O que será necessário para que você as abandone?


Quarta

Ano Bíblico: Is 24–26

Problemas com o mundo

“Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1Jo 2:16)

Enquanto o verso 15 é uma advertência ampla contra o amor ao mundo, o verso 16 trata de alguns detalhes. O que significa amar o mundo? João menciona três coisas: (1) a cobiça da carne, (2) a cobiça dos olhos e (3) a ostentação dos bens (NVI). João diz que essas três coisas não são do Pai mas do mundo; contudo a carne como os olhos e a vida vêm todos de Deus. Então, qual é o problema? Contra que João está nos advertindo?

A cobiça da carne, obviamente, se refere às paixões, embora não precise estar limitada somente a isso (veja Gl 5:19-21).

No entanto, a cobiça dos olhos, certamente ligada à carne, aprofunda os sentimentos, pois se refere aos pensamentos, desejos das coisas que vemos e queremos para nós mesmos (veja Êx 20:17).

5. O que João quer dizer com “a soberba da vida”? O que é isso, e por que é tão ruim? Veja Jó 12:10At 17:28

A ideia da “soberba da vida” supõe independência de Deus. É como se nós mesmos criássemos nossa vida e, consequentemente, a glória e a honra de algumas de nossas realizações pertencessem a nós mesmos. “Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele quem nos fez, e dEle somos” (Sl 100:3). Em contraste, quando percebemos que toda respiração, toda batida do coração, tudo que podemos ter ou ser vem unicamente de Deus, de quem dependemos totalmente, o orgulho não encontrará lugar em nosso coração. Como seres pecadores, caídos, cuja própria existência depende inteiramente da graça e da beneficência de Deus, como seres absolutamente incapazes de salvar a nós mesmos da morte e da destruição eterna, devemos ser humildes e submissos quanto à nossa vida, e não nos encher de orgulho a esse respeito. Foi o orgulho que trouxe a queda de Lúcifer a um mundo perfeito; como seres em um mundo imperfeito, devemos fugir dele como da peste.

Qual é seu maior problema? Cobiça da carne? Cobiça dos olhos? Ostentação dos bens? Ou uma combinação de alguns deles? Qual é sua única esperança? O que você está esperando para fazer as mudanças necessárias?


Quinta

Ano Bíblico: Is 27–29

Um mundo passageiro (1Jo 2:17)

No verso 16 o apóstolo apresenta a primeira razão por que não devemos amar o mundo: o amor do mundo e o amor do Pai são incompatíveis. No verso 17, João acrescenta uma segunda razão: Não faz sentido amar o mundo, porque o mundo é passageiro. É melhor e mais sábio escolher o que permanece. Fazendo isso, nós mesmos também permaneceremos – isto é, viveremos para sempre.

A humanidade é tentada a viver o momento, ser cativada pelo mundo material e entesourar só o que pode ser visto. Então, Paulo se une a João dizendo: “Procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com Ele em glória” (Cl 3:1-4, NVI) e: “assim, fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê. Pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Co 4:18, NVI).

6. O que a Bíblia ensina em outros textos sobre a natureza transitória do mundo e do planeta Terra? Dn 2:351Co 7:312Pe 3:10-12

Em 1 João 2:8, João já havia declarado que as trevas se vão dissipando. Agora, ele usa o mesmo verbo e diz que o mundo está passando, inclusive sua cobiça. Chegou uma nova era com a encarnação de Jesus: a luz. As coisas deste mundo estão passando; isso deve ser óbvio para todos. Em um mundo que está passando, e nós juntamente com ele, as soluções políticas nunca podem ser a solução final.

Se o mundo está passando, como podemos sobreviver? João responde: a solução está em fazer a vontade de Deus. Embora a teologia correta seja importante e João tente refutar os falsos mestres com sua compreensão equivocada de Jesus e do pecado, também é importante viver em obediência. A ética não pode ser separada da teologia. Palavras bondosas e doutrinas corretas não são suficientes. Nossa teologia deve ser vivida.

Não vamos nos sentir tão à vontade aqui a ponto de esquecer nosso alvo eterno; não vamos comprometer nosso amor a Deus sendo atraídos àquelas coisas e atitudes que são hostis a Ele.

Que exemplos da natureza passageira das coisas na Terra você vê todo dia? O que eles lhes dizem? Por que – quando é tão evidente que as coisas aqui não duram – achamos tão fácil viver como se fossem durar por toda a eternidade?


Sexta

Ano Bíblico: Is 30–33

Estudo adicional

Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 196, 197: “Mundanismo na Igreja”.

”Cristãos professos gastam anualmente soma considerável com inúteis e perniciosas condescendências, enquanto as pessoas estão perecendo à falta da Palavra da Vida. Deus é roubado nos dízimos e ofertas, enquanto consomem no altar das destruidoras concupiscências mais do que dão para socorrer os pobres ou para o sustento do evangelho. ... O mundo está entregue à satisfação de si mesmo. ‘A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida’ dominam as massas populares. Os seguidores de Cristo, porém, são dotados de uma vocação mais elevada. ... À luz da Palavra de Deus estamos autorizados a declarar que não pode ser genuína a santificação que não opere a completa renúncia de todo desejo pecaminoso e prazeres do mundo" (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 475).

Falando positivamente, nossa passagem nos diz: Os cristãos genuínos têm um relacionamento íntimo com a Divindade, manifestam obediência amorosa, recebem forças para vencer o mal e têm em si a habitação da Palavra de Deus. Seus pecados foram perdoados. Negativamente, não amam o mundo mas o rejeitam onde ele é hostil a Deus e Sua causa.

Perguntas para consideração

1. Nosso mundo é totalmente transitório. Não vai durar para sempre; até a ciência – com todas as suas fraquezas – nos diz isso. Que esperança, porém, a Bíblia oferece e que a ciência não pode oferecer?
2. Alguns, ouvindo o conselho contra o amor ao mundo, dele se isolam tanto quanto podem, se mudam para mosteiros ou comunidades radicalmente separadas da “norma”. Essa é uma boa ideia? Ou má? Pode ser bom em alguns casos? Discuta.
3. Por que a vitória sobre o pecado é tão importante para quem deseja “andar na luz”? Como você por obter essa vitória?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Nossos pecados são perdoados pela expiação de Cristo, que pagou nossas culpas. Temos a certeza da salvação.
Pergunta 2: Os pais conhecem a Deus; os jovens são vencedores; os “filhinhos” são todos os crentes, eles conhecem o Pai.
Pergunta 3: “Mundo” tanto pode ser o mundo natural, como as pessoas que nele habitam. Também representa os que seguem Satanás.
Pergunta 4: Não devemos amar o mal que há no mundo, mas, sim, as pessoas por quem Cristo morreu.
Pergunta 5: A tentativa de viver independente de Deus. Essa independência só pode levar à ruína.
Pergunta 6: O mundo passa, e assim também os que vivem suas ilusões.


Lição 5 – Andando na Luz: Renunciando ao Mundanismo - Auxiliar Para a Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

A lição em resumo

Texto-chave: 1 João 2:15-17

O aluno deverá...

Saber: O que significa viver neste mundo mas não ser parte dele.
Sentir: A segurança da salvação.
Fazer: Viver com o coração no Céu.

ESBOÇO DO APRENDIZADO

I. Saber: Tendo o foco certo

A. O que você incluiria na expressão “amar as coisas que há no mundo”? Por que o amor do mundo e o amor do Pai são incompatíveis?
B. Comente o papel do perdão no andar na luz.
C. Frequentemente, cantamos “Que segurança, sou de Jesus”, mas o desafio é pôr isso em prática. Como podemos ter certeza de que nossos pecados estão perdoados? Explique como essa questão afeta sua vida.

II. Sentir: Apreciar o dom da salvação

A. Como podemos experimentar a certeza absoluta da salvação?
B. Deus nos perdoa livremente, não importando o que fizemos. Como podemos nutrir essa atitude de perdão em nossas relações com os outros? Devemos perdoar em todos os casos? Explique.

III. Fazer: Renunciar às coisas mundanas

A. Às vezes, é difícil olhar para o invisível e eterno. Conte como você consegue manter os olhos no que é eterno.
B. Que responsabilidade vem com a posse de bens terrestres? Como devem ser usados?
C. Treine para explicar brevemente a alguém o que significa ser perdoado.

Resumo: Parte do que significa andar na luz é abandonar as coisas passageiras deste mundo; isso deve ser fácil, em comparação com o que nos é oferecido: a vida eterna.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Mesmo enquanto vivem no mundo, os cristãos precisam rejeitar os valores e as prioridades do mundo.
Só para os professores: Não importa qual seja a idade ou a maturidade da fé, todos precisam estar cientes do que significa viver como cristãos neste mundo. Comente com a classe o esforço do apóstolo para viver como cristão (1Jo 2:12-17).

Todos clamam por Deus. Parece que esse instinto de adorar está arraigado tão profundamente em nosso DNA que mesmo alguém que professe não crer em um Criador se sente impelido a satisfazer a necessidade de um Criador de outras maneiras – às vezes estranhas. Aparentemente, este era o caso de Friedrich Nietzsche, ateu e provavelmente o filósofo mais influente do século 19. Nietzsche anunciou que Deus estava morto. Mas, em seus últimos dias, afirma-se que ele foi visto em um parque, abraçando a estátua de um cavalo e sussurrando: “Seja o meu Deus!”

Estranho, não é? A necessidade de Deus em Nietzsche foi tão forte que subverteu suas próprias objeções, levando-o a venerar uma estátua inanimada, artificial. Infelizmente, fundir um animal para torná-lo deus não é nada novo. As ações de Nietzsche nos lembram que Arão fundiu um bezerro de ouro, que ele apresentou diante de Israel com as palavras: “Eis aí os seus deuses” (Êx 32:4, NVI). Em um mundo que seduz com suas oportunidades áureas de riqueza, paixão e indulgência própria, somos tão vulneráveis quanto Israel à tentação de esquecer o Céu.

Bezerro de ouro de Arão. Cavalo de bronze de Nietzsche. Que tipo de Deus é o seu?

Comente: Nietzsche fez da razão um deus em vez de adorar o Deus que fez a razão. No fim, a razão o abandonou. Com a história de Nietzsche em mente, por que devemos abandonar o que o mundo chama de razão, mesmo correndo o risco de parecer “irrazoáveis”, na tentativa de estar no mundo mas não pertencer a ele?

Compreensão

Compreensão
Só para os professores: O apóstolo diz aos membros da comunidade de fé que eles são os mais abençoados na Terra e, ao mesmo tempo, os mais assaltados por perigos. Enfatize nesta lição que eles vão experimentar tanto as alegrias como as lutas da vida cristã.

Comentário Bíblico

Resumo: Para os crentes de vários níveis de maturidade, o apóstolo dá idêntica mensagem: perdão dos pecados, conhecimento de Deus e vitória em Cristo. Mesmo os cristãos que experimentam esta mensagem são advertidos a respeito dos perigos de um mundo que tenta sufocar sua fé. Mas o verdadeiro fiel não precisa ter medo. “O mundo passa”, mas “aquele... que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo 2:17).

I. O privilégio cristão

(Leia 1Jo 2:12-14 para a classe.)

O apóstolo esboça três privilégios sem igual para a comunhão cristã. Primeiro, nossos pecados são perdoados “por causa do Seu nome” (v. 12). O nome “Jesus” significa que Ele é o Salvador (Mt 1:21). Por intermédio dEle “lhes é proclamado o perdão dos pecados” (At 13:38, NVI); “pois, debaixo do Céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12, NVI).

No pensamento bíblico, um nome é mais do que um nome, apenas. Quando o salmista ora: “Por causa do Teu nome, Senhor, perdoa a minha iniquidade” (Sl 25:11), ele se refere não apenas ao nome de Deus, mas a quem Deus é: misericordioso e bondoso, digno de toda a confiança. Clamar a Jesus como fonte do perdão é colocar plena fé no que Ele fez em carne humana. Por causa de quem Jesus é e o que fez na cruz, Seu nome é “a insígnia” do cristão" (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 28).

Segundo: Conhecemos a Deus “que existe desde o princípio” (1Jo 2:13, 14). A humanidade está sempre à procura de Deus. Alguns se voltam para a filosofia; outros, à busca de um princípio universal; alguns se voltam para os ídolos. Mas os cristãos conhecem “O que era desde o princípio” – o Criador. Eles O conhecem como aquele a quem os apóstolos ouviram e viram (1Jo 1:1) – Jesus Cristo, Deus encarnado. Eles conhecem aquele cujo “sangue... nos purifica de todo pecado” (1Jo 1:7). Conhecer a Deus é estabelecer uma experiência íntima, relacional – tão próxima quanto a experiência de um filho com seu pai.

Terceiro, temos a vitória sobre o pecado e o mundo (1Jo 2:13, 14). “Vitória” é um componente forte do vocabulário de João. Das 28 vezes em que a palavra grega relacionada com a ideia de “vitória” aparece no Novo Testamento, 24 são encontradas nos escritos de João. Ele foi testemunha ocular da cruz e da ressurreição, que afetou a vitória final de Deus sobre o pecado e Satanás. Para o apóstolo, vitória é um aspecto decisivo da viva cristã: “Tendes vencido o Maligno” (v. 13).

Vencer o pecado não é simplesmente viver uma vida ética e cheia de virtudes morais. É afirmar uma vitória pessoal sobre o diabo e, então, continuar a viver a vida santificada. Esse privilégio não é de nossos méritos, mas de Cristo. Vencemos porque Cristo venceu. Sua vitória é nossa vitória. Sua força é nossa força (veja Jo 16:33Rm 8:31-39).

Comente: De acordo com 1 João 2:12-17, quais são os fatores pelos quais podemos estar certos da salvação?

II. A luta cristã

(Leia 1Jo 2:14-17 com sua classe.)

Embora os cristãos tenham a vitória (1Jo 2:14), o apóstolo adverte contra dois perigos. Primeiramente, aconselha: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1Jo 2:15). Obviamente, “o mundo” não se refere ao mundo físico, que é declarado ser bom (Gn 1:31). Nem se refere ao mundo das pessoas, a quem Deus ama. Significa o mundo do pecado: o presente sistema ímpio sob o controle de Satanás. Esse sistema se coloca em oposição às prioridades de Deus, explicadas em 1 João 2:12-15: perdão dos pecados, conhecimento e vivência com Deus, o que leva a uma vida vitoriosa sobre o pecado, e fidelidade à Palavra de Deus. A fim de ser cristão, é preciso renunciar ao mundo do pecado e às coisas que esse mundo reclama como suas.

Segundo, João menciona três coisas específicas do mundo que o crente deve rejeitar: “A cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens” (v. 16, NVI). Juntos, eles simbolizam um estilo de vida e uma visão de mundo dominada pelo amor próprio, rejeição a Deus e ostentação das coisas do mundo. Pense, por exemplo, na perda daqueles que aceitaram esta visão de mundo: Eva aceitou as palavras da serpente porque o fruto era “agradável aos olhos”; o arrogante abuso do poder de Davi e satisfação dos desejos carnais que terminou em adultério e assassinato; o orgulho homicida de Jezabel, que destruiu Nabote. O cristão não pertence a este mundo. Ele deixa este mundo por outro, onde morrer é viver, amar é servir e adorar a Deus é obedecer-Lhe a qualquer custo.

Comente: Jesus disse que os cristãos estão “no mundo” mas “não são do mundo” (Jo 17:1114). O que significa isso?

Aplicação

Aplicação
Só para os professores: “Quando alguém se converte a Deus, passa a ter um novo gosto moral, novo motivo impelente, e ama as coisas que Deus ama, pois sua vida é, pela cadeia de ouro das imutáveis promessas, ligada à vida de Jesus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas v. 1, p. 336). Leia essa preciosa passagem para a classe, e peça que discuta o seguinte:

Perguntas para reflexão

1. Que tipo de novo gosto moral a pessoa passa a ter na conversão? Quais são as diferenças das coisas do mundo?
2. Faça duas listas: coisas que Deus ama e coisas que o mundo ama. Como sua vida é afetada por essas coisas?

Perguntas de aplicação

1. Estar no mundo e não pertencer ao mundo é uma escolha espiritual, essencial para a experiência de salvação. Significa uma escolha diária. Como essa escolha afeta nossas decisões diárias? Fale de situações específicas.
2. Somos chamados a ser imitadores de Cristo. Mas vemos muitas práticas mundanas invadindo nossa vida e nossos lares todo dia. Quais são algumas dessas práticas, e como você as enfrenta? Como podemos testemunhar para o mundo sem imitá-lo?

Transformação

Criação
Só para os professores: O Comentário Bíblico menciona Eva, Davi e Jezabel. Desafie seus alunos a comparar e contrastar a própria vida, usando as perguntas abaixo para orientar sua exploração. Convide os membros da classe a apresentar o que aprenderam em classe.

1. Projeto de estudo da Bíblia: Em que aspectos as escolhas de Eva, Davi e Jezabel foram semelhantes? Em que aspectos foram diferentes? A qual das três áreas – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens –, mencionadas por João cada um desses personagens foi particularmente vulnerável? Que lições instrutivas e advertências sobre suas escolhas e respectivas consequências podem ser aplicadas à nossa vida? Em que tipo de situações as lições tiradas de sua vida poderiam ser particularmente úteis?
2. Monólogo dramatizado: Escreva um monólogo, com base no estudo dos personagens, em que Eva, Davi ou Jezabel narrem suas experiências. Peça que os membros da classe se ofereçam como voluntários para ler ou representar seu monólogo para a classe.


Lição 5 – Andando na Luz: Renunciando ao Mundanismo - Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina

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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
3º Trimestre de 2009


Lição 5 – Andando na Luz: Renunciando ao Mundanismo

José Carlos Ramos – D. Min

Outra vez, a lição é introduzida com um duplo título reunindo dois elementos não reversíveis. Andar na luz conduz à renúncia do mundanismo, mas nem sempre renunciar ao mundanismo significa andar na luz. Há os que o fazem meramente por austeridade; outros se afastam de todo convívio social para o isolamento, para viverem como eremitas, com o mínimo contato com o mundo. Mas não há proveito espiritual autêntico no “rigor ascético” (veja Cl 2:23). Ademais, como pessoas que assim se isolam poderão ser luz para os perdidos?

Nos escritos joaninos, mundo é quase sempre a versão do grego kósmos, com uma ocorrência de mais de cem vezes (24 só nas epístolas). O sentido do termo é diverso. Destaco os seguintes:

(1) o nosso Planeta – Jo 1:10
(2) a vida secular de onde se acumula bens – 1Jo 3:17
(3) a humanidade
 a. em geral – Jo 1:9
 b. especificamente carente de salvação – Jo 3:16; 1Jo 2:2
 c. alienada de Deus e orientada contra Ele – 1Jo 4:5; 5:19
(4) uma grande multidão – Jo 12:19
(5) a terra habitada – 2Jo 7
(6) lugar de transitoriedade – 1Jo 2:17
(7) a Terra como foco de pecado e corrupção – 1Jo 2:15, 16

Outros significados poderiam ser agregados a estes, e outros textos poderiam ser acrescentados em cada um dos sete sentidos. Naturalmente, o sentido do termo numa passagem deve ser determinado pelo contexto. O sentido de “mundo” no texto separado para estudo na lição desta semana incide nos números (3c) e (7).

Domingo e segunda, 26 e 27 de julho
“Por causa de Seu nome” e Vencendo o maligno (1Jo 2:12-14)

Alguns interpretam literalmente o tríplice grupo (filhinhos, pais, jovens) mencionado duas vezes por João nos versos 12-14; seriam respectivamente (1) as crianças, (2) os pais de família, e (3) os jovens. Mas, considerando que o primeiro termo aparece mais sete vezes em 1 João, em textos em que a aplicação a crianças é muito improvável, é mais cabível a explicação sugerida pela lição: os membros em geral, aqueles mais idosos, e aqueles mais jovens. Outra possibilidade é que o segundo grupo se refira aos líderes e aos mais antigos na fé, não importando a idade, enquanto o terceiro não envolveria propriamente os de menor idade, mas os de menos tempo na fé, os neófitos.

Uma variação dessa ideia é que João teria dividido em dois grupos a inteira congregação, que ele identifica como “filhinhos” (nos outros textos, esse termo se aplica a toda a igreja): “pais”, os mais antigos na fé e, portanto, os mais amadurecidos, incluindo líderes e oficiais, e “jovens”, os neófitos, todavia na força do primeiro amor, dando-lhes o vigor necessário para combater os adversários da fé, incluindo o inimigo maior.

Uma terceira hipótese, da qual compartilho, assume que o interesse de João era mencionar que as qualidades próprias específicas das três faixas etárias deviam ser possuídas por todos os membros da igreja. Todos eles deveriam reunir a inocência da infância (“filhinhos”), a força da juventude (jovens), e a maturidade da idade adulta (pais). Veja I. Howard Marshall, The Epistles of John, p. 138.

Sinto-me inclinado a este parecer, especialmente pelo fato de que as qualidades de cada estágio não são, realmente, para ser atribuídas a apenas um específico grupo na igreja, mas devem, de fato, se manifestar em todos. Chequemos estas qualidades ligadas aos respectivos grupos:

Texto 1Jo 2:

Grupo

Qualidade

v. 12
v. 14

“Filhinhos”

“Vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”
“Conheceis o Pai”

v. 13
v. 14

“Pais”

“Conheceis Aquele que existe desde o princípio”

v. 13
v. 14

“Jovens”

“Tendes vencido o maligno”
“Sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós...”

Então, vejamos as qualidades ligadas ao primeiro grupo: “Vossos pecados são perdoados por causa de Seu nome” e “conheceis o Pai”, não é para ser atribuída apenas a determinado grupo na igreja; têm que ser próprias de cada membro. O conhecimento do Pai é imperativo para a salvação (Jo 17:3), e tal conhecimento é auferido através do ato de se conhecer o Filho (Jo 8:19; 14:7, 9, 10), a qualidade do segundo grupo; o perdão dos pecados está franqueado a todos, mediante o arrependimento e a confissão (1Jo 1:9; veja também Ef 4:32; Cl 3:13).

A qualidade do segundo grupo, “conheceis Aquele que existe desde o princípio”, também não é para uns poucos privilegiados, mas para toda a igreja. “Aquele que existe desde o princípio”, a saber – Aquele que é ou que era desde o princípio, é o Filho, à luz de João 1:1, 2 e 1 João 1:1. Todos na igreja precisam desfrutar do privilégio de conhecer o Filho e, através do Filho, o Pai; é nisto que reside a vitalidade da igreja, e se efetiva, como já dito, a salvação.

Finalmente, as qualidades do terceiro grupo, “tendes vencido o maligno” e “sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós”, devem também ser vistas em cada membro. Todos temos de assumir a vitória de Cristo no Calvário, permitindo que Deus a repita em nós; todos podemos ser fortes com a “eficácia da força do Seu poder” (Ef 1:19).

A lição nos lembra que aqui há uma referência implícita à Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Este inferido na expressão “a Palavra de Deus permanece em vós”). Sendo assim, temos aqui uma versão da promessa do próprio Jesus logo após falar do envio do “outro Consolador” para estar nos discípulos (Jo 1:16, 17). A promessa foi dada nestes termos: “Meu Pai o amará, e viremos [o Pai e o Filho] e faremos nele morada” (v. 23). Em outras palavras, a presença pessoal do Espírito Santo no crente implica na presença essencial do Pai e do Filho nele. Que bênção!

O início desse processo maravilhoso não pode ser passado por alto. Tudo começa com o que o verso 12 afirma: “Os vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”. Quando pleiteamos alguma bênção de Deus, elevando a Ele as nossas petições, nós as proferimos em nome de Jesus, porque somente através dos Seus méritos podem os recursos celestiais ser derramados sobre nós como “torrentes de água em lugares secos” (Is 32:2). E isso é ainda mais verdadeiro quanto ao perdão, porque “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).

Como a lição observa, “o mais importante é que os cristãos entendam que a base de sua salvação é encontrada unicamente em Jesus e no que Jesus fez por eles. É por isso que João diz que eles foram perdoados – não por causa de suas boas ações, nem por suas convicções, e nem mesmo por causa de seu conhecimento de ­Deus, mas por ‘causa do Seu nome’; isto é, por causa de Jesus e do que Ele fez por eles.”

É verdade! Tudo começa com o perdão que Deus outorga ao crente por conta do que Cristo fez por ele, e culmina com a presença da Trindade nele, através do que o conhecimento da Divindade plena é auferido. Deus não poderia consumar Sua salvação de maneira mais expressiva.

Terça, 28 de julho
Renunciando ao amor do mundo (1Jo 2:15)

Como é possível que Deus tenha amado o mundo (Jo 3:16) e ainda requeira de nós que não amemos o mundo? A lição menciona esse aparente impasse (veja pergunta 4 com nota antecedente), o qual desaparece quando se leva em consideração os diferentes sentidos do termo mundo no Evangelho e nas Epístolas de João. Quanto a isso, reporto o leitor à introdução do comentário da presente lição, onde se nota que mundo, em João 3:16, significa a humanidade perdida, carente de salvação (sentido [3b]), enquanto em 1 João 2:15 significa a Terra alienada de Deus, orientada contra Ele, e como foco do pecado e da corrupção. Não podemos nos afeiçoar a este tipo de mundo, porque nada ligado ao pecado poderá permanecer (v. 17); ele é fator de aniquilamento (veja a lição de sexta-feira).

Portanto, quando João nos diz que não devemos amar o mundo e tudo o que no mundo há, a referência é a esse tipo de mundo, o mundo do pecado, e tudo o que decorre deste (veja lição de amanhã). Claro que se excetua o mundo nos sentidos (1), (3a e 3b) e (5). É impressionante como o mal consegue inverter os valores e levar o homem que não tem Deus a desatinos e leviandades aviltantes. Por exemplo, ama-se o pecado que há no mundo (sentidos [02] e [07]), mas odeia-se o próprio mundo (sentido [01]), isto é, o Planeta e o que há nele; os crimes ecológicos estão aí para comprovar a veracidade desse fato. O homens já estão pagando caro por esses crimes (as consequências do efeito estufa é uma dessas formas de pagamento), mas a punição maior aguarda pelo dia final, quando terão que prestar conta de seus atos.

O último livro da Bíblia nos afirma que Deus finalmente punirá os homens precisamente por não terem amado o mundo, o Planeta em que vivemos, de forma a evitar que o destruíssem. Quando chegar o dia do ajuste final, haverá de se cumprir o que está escrito em Apocalipse 11:18: “...chegou... o tempo determinado... para destruíres os que destroem a Terra.”

Que Deus ajude Seu povo a odiar aquele mundo que é para ser odiado, e a amar o Mundo que é para ser amado.

Quarta, 29 de julho
Problemas com o mundo (1Jo 2:16)

O texto do estudo de hoje indica o tipo de mundo que não podemos amar o mundo do pecado. Dá-nos também a relação de tudo o que provém desse mundo e que temos de odiar (como vimos, não amar, em João, equivale a odiar – veja comentário de 23 de julho). Esse “tudo” se restringe a: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

A lição explica satisfatoriamente cada um desses trágicos itens, de forma que não há necessidade de alguma consideração adicional quanto ao que eles significam. Apenas acrescentaria que qualquer pecado que se cometa está dentro de uma ou mais de uma das três esferas mencionadas por João; isso porque temos aqui as três pilastras essenciais da tentação, através das quais o pecado seduz e derruba.

Pense um pouco na queda de nossa primeira mãe (que acabou se tornando o fator de queda do nosso primeiro pai). Gênesis 3 nos conta como tudo aconteceu: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer [concupiscência da carne], agradável aos olhos [concupiscência dos olhos], e árvore desejável para dar entendimento [soberba da vida], tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido e ele comeu” (v. 6).

Agora, pense um pouco no empenho de Satanás por derrubar o segundo Adão, Jesus Cristo. O primeiro e o terceiro Evangelhos nos informam que o início do ministério de Jesus foi assinalado com três tentações específicas (na verdade, o inimigo empregou a mesma fórmula do Éden, só que em circunstâncias bem mais vantajosas para si):

(1) Depois de 40 dias de jejum, Jesus ouviu a sugestão diabólica: “Mande que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3) [e alimenta-Te (concupiscência da carne)]; (2) Então, o inimigo O elevou e Lhe mostrou os reinos do mundo (justamente sobre os quais o Messias deverá exercer o domínio – Sl 2:8-12), sussurrando-Lhe em seguida: “Dar-Te-ei toda  esta autoridade e a glória desses reinos [concupiscência dos olhos]... se prostrado me adorares...” (Lc 4:5, 6), isto é, a missão de Cristo cumprida sem cruz, sem sofrimento, e sem sacrifício. Que tentação!

(3) Finalmente, o Diabo o conduziu ao cimo do pináculo do templo e sugeriu-Lhe que Se jogasse; afinal os anjos estariam prontos para preservá-Lo (v. 9-11), e certamente os judeus que presenciassem o quadro, maravilhados, O aclamariam “Messias”, o Messias popular da época, cheio de ostentação, poder e majestade [soberba da vida]. Inquestionavelmente, foi outra forte tentação.

Jesus colocou o inimigo em retirada pelo poder da Palavra. Citou-lhe textos bíblicos com tal autoridade que não lhe deu alternativa. A batalha inicial estava ganha; outras seguiriam com o mesmo desfecho, até que o triunfo definitivo fosse garantido na cruz.

Possivelmente, João tinha tudo isso em mente ao registrar as palavras de 1 João 2:15-17. Isso ganha maior significado quando notamos que ele assim exortou seus leitores em seguida à afirmação de que, pela vitória da cruz, haviam vencido o maligno, e que a Palavra de Deus (o instrumento da vitória) neles permanecia (v. 14).

Quinta, 30 de julho
Um mundo passageiro (1Jo 2:17)

João chega, então, ao clímax de sua argumentação quanto à inconveniência e futilidade de amar o mundo e as coisas que estão no mundo: a transitoriedade das coisas ligadas ao pecado. Tudo passa, e só o que se sustenta em Deus permanece. Pedro tocou essa realidade ao citar as palavras de Isaías 40:6-8: “...toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (1Pe 1:24, 25). Tiago fez o mesmo ao advertir aqueles que têm riquezas e que estão em maior risco de se sentir perduráveis (Tg 1:10, 11).

Como diz a lição, “a humanidade é tentada a viver o momento, ser cativada pelo mundo material e entesourar só o que pode ser visto.” Todavia, ímpios e justos, reconhecem que tudo por aqui é transitório. Faz alguns anos, determinada música popular de sucesso nas paradas levava muitos jovens a cantar: “eu sou nuvem passageira que com o vento se vai...” Quando eventualmente eu ouvia aquela música, lembrava-me logo de Tiago em sua plangente assertiva: “Que é a nossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante, e logo se dissipa” (4:14). Parece até que o cantor anunciava o que acontece com os próprios grandes grupos musicais, que, como meteoros, surgem brilham e desaparecem. Onde estão hoje, por exemplo, os Beatles, da década 60, que petulantemente afirmavam ser mais famosos que Jesus Cristo? Todavia, os Arautos do Rei, que já existiam quando os Beatles apareceram, ainda prosseguem louvando Aquele que é de eternidade a eternidade.

A vida passará, com tudo o que ela acumulou, não importando se bens mensuráveis ou imensuráveis. É-nos dito que Moisés fez a melhor escolha: antes sofrer com o povo de Deus que “usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:24, 25); e esses prazeres incluíam ocupar o trono do Egito, o império mundial de seus dias. Mas pergunto: onde está o faraó que, em lugar de Moisés, sentou-se naquele trono?

Onde estão os gloriosos impérios do passado? A resposta é fácil: estão no pó, como no pó um dia estarão os impérios atuais. Mas Moisés, onde está hoje? Não é preciso que se responda, porque você, adventista, professor ou não da Escola Sabatina, sabe onde ele está.

Bem, isso tem muito que ver com cada um de nós. Quando tudo passar, onde estaremos? Como ficarão as coisas conosco? Qual será a nossa situação? Uma resposta positiva para essas perguntas depende do que temos escolhido para ser o fundamento da vida, depende de onde estamos colocando nossas afeições hoje, depende de para onde se voltam os nossos anseios, depende de qual é a nossa esperança.

Tolo é aquele que faz previsão apenas para esta vida. É importante o preparo para ela; é por esta razão que existem, por exemplo, as universidades (e os três campido Unasp são ótima referência). Na verdade, quando alguém diz que está se preparando para a vida é porque admite que o que vem depois conta mais. O problema é que, às vezes, nos equivocamos com o que poderíamos chamar o limite do depois, sobre qual é o último depois.

Não há dúvida que o último depois é o que vem depois da presente vida. O encontro com o Juiz do Universo é o último depois de cada ser humano. Não há algo que poderíamos chamar de depois da eternidade. Eternamente salvos, ou eternamente perdidos é o último lance de nossa trajetória.

Diante disso, por que ficar com o mundo e com o pecado do mundo? As palavras de Paulo soam por demais oportunas: “...a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas [não é exatamente sobre isso que João admoestou?], vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança [aleluia!] e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a Si mesmo Se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniquidade, e purificar para Si mesmo um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:11-14).


Estudo nº 05 – Andando na luz – Renunciando o mundanismo - Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto Renaldo Marks

Estudos da Bíblia: Segundo Trimestre de 2009

Tema geral:  As epístolas do amado – 1, 2 e 3

Estudo nº 05    Andando na luz – Renunciando o mundanismo

Semana de   25/07 a 1º/08/2009

Comentário auxiliar elaborado pelo prof. Sikberto Renaldo Marks

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

“Ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lev. 20:26).

 

Verso para memorizar:Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele” (I João 2:15, NVI).

 

  1. Introdução – santo sábado, dia da aliança entre criaturas e o Criador

Vamos agora esquecer os filósofos, os ideólogos desse mundo, e deter-nos ao que diz a pouco lembrada profetiza do Senhor para os últimos dias. Sobre mundanismo na igreja, tem ela algo a dizer? Sim tem. A seguir vai uma seleção de citações que faz pensar a quem realmente deseja a vida eterna. Todos os grifos foram acrescentados.

“Diz Ele: "Quem quiser seguir-Me, abandone tudo." Não podeis amá-Lo enquanto imitais as modas do mundo ou gostais da sociedade mundana” (Mente Caráter e Personalidade, 558).

“Tendo diante de nós o quadro da desmoralização do mundo no sentido da moda, como ousam professos cristãos seguir o trilho dos mundanos? Daremos a impressão de sancionar estas desmoralizadoras modas, adotando-as? Muitos o fazem, mas é porque Cristo a esperança da glória, não está formado neles.

“O viver luxuoso, o trajar extravagante, são levados a tal ponto que constituem um dos sinais dos últimos dias” (Mensagens aos Jovens, 359).

O fim está-se aproximando rapidamente e muitos em nossas igrejas se acham adormecidos. ... Para muitos a posse de riquezas tem-se demonstrado um laço. Em seu desejo de seguir as modas do mundo, eles perderam seu zelo pela verdade e correm o perigo de perder a vida eterna” (Este dia com DEUS, MM, 1980, 347).

“Uma irmã que passara algumas semanas em uma de nossas instituições em ______, disse que ficou muito desapontada com o que vira e ouvira ali. ... Antes de aceitar a verdade, seguira as modas do mundo na sua maneira de trajar-se, e usara jóias de valor e outros ornamentos; mas ao decidir obedecer à Palavra de Deus, notou que seus ensinos exigiam dela o abandono de todo adorno extravagante e supérfluo. Foi ensinada que os adventistas do sétimo dia não usam jóias, ouro, prata ou pedras preciosas, e não seguem, no vestuário, as modas mundanas. Ao ver entre os que professam a fé um tão grande afastamento da simplicidade bíblica, sentiu-se perplexa. Não possuíam eles a mesma Bíblia que ela estivera estudando, e com a qual ela se empenhara por conformar a vida? Fora a sua experiência passada um mero fanatismo? Interpretara mal as palavras do apóstolo: "A amizade do mundo é inimizade contra Deus. Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus". Tia. 4:4” (Evangelismo, 270).

“As advertências que a conformidade com o mundo tem silenciado ou retido, precisam ser dadas sob a mais feroz oposição dos inimigos da fé. E por aquele tempo a classe dos superficiais, conservadores, cuja influência tem retardado decididamente o progresso da obra, renunciará à fé” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 164).

A estas palavras não ouso acrescentar comentário algum.

 

  1. Primeiro dia: “Por causa do Seu nome”

Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do Seu nome” (J João 2:12).

Há uma pergunta nesse dia que é deveras importante considerarmos: “Por que é tão importante para os cristãos saber que seus pecados estão perdoados?

Como se sente uma pessoa que cuja consciência está atormentada porque fez algo errado? Essa pessoa está em déficit com quem prejudicou e também com DEUS, e ela não consegue paz. Se não resolver a questão, vai passar a vida toda sentindo-se mal em seu íntimo. Imagina então se essa pessoa acumula pecado a pecado, e não os resolve. Com o tempo pode ter problemas psicológicos, complexos, e até depressão.

Diante dessa situação as pessoas tentam muitas formas de fuga. Algumas simplesmente se entregam às drogas, que começa com o álcool e segue para as mais pesadas. Mas as drogas não resolvem nada, senão que criam momentos em que a pessoa fica fora de sua racionalidade e parece viver em outra dimensão. Nesses momentos a pessoa se sente bem, ou pensa sentir-se bem. Outras recorrem a profissionais, como psicólogos. Mas se a questão tem uma pendência com outra pessoa, a quem ofendeu, e portanto também com DEUS, o psicólogo não resolverá. Se for um profissional cristão, pode descobrir o problema e aconselhar a busca do perdão.

Outros passam a trabalhar o tempo todo para ocupá-lo, para não lembrar do mal que fizeram e suas conseqüências que as perseguem. Outros buscam diversos passatempos, como jogos, programas de televisão, revistas, etc. Muitos buscam fugas em tal intensidade que só aumentam seu vazio por dentro.

Então, como resolver o problema do pecado? Só há uma forma: pelo perdão. Se formos perdoados, então teremos paz de consciência (chamada paz interior). Se acertarmos nossas ofensas com nossos semelhante, e também com DEUS, passaremos a sentir uma certa felicidade que antes era impossível. E viveremos melhor. Assim como perdoamos aos que nos ofenderam, também DEUS nos perdoará no que O ofendemos (Mat. 6:13 a 15).

O perdão existe para que possamos viver melhor, e bem logo, quando JESUS voltar, recebermos a vida eterna. Também para nos sentirmos felizes, sem ser atormentados pela culpa, e sem sentir por dentro como que algo faltando. Essa é a importância do perdão: vida eterna com felicidade.

 

  1. Segunda-feira: Vencendo o maligno

Aqui em João 2:13 e 14 temos João escrevendo aos pais, aos jovens e aos filhinhos. Os pais são as pessoas casadas e que tem filhos, que João chama de jovens. E os “filhinhos” são todas as pessoas, pais e filhos, que João assim chama por carinho especial.

Destaca-se que os pais conhecem a DEUS, e os jovens vencem o mal porque são fortes pois a Palavra de DEUS permanece neles. Ou seja, todos (filhinhos) conhecem a DEUS.

O que entendemos por esses dois versos? Que os pais fizeram seu papel. Eles que conhecem a DEUS passaram esse conhecimento aos jovens, e estes foram fortes em permanecer neste conhecimento, portanto, venceram o maligno.

Isso é muito interessante, mas nada útil se não aplicarmos para os nossos dias. A pergunta agora é: como faremos nós para também vencer o maligno?

Veja bem, vivemos nos últimos dias. Eles tem duas características quanto a pecaminosidade. De um lado, jamais em tempos anteriores a impiedade terá sido dão extrema. A maldade humana está chegando aos limites da possibilidade. Mais um pouco de tempo, e então, se piorar, será o colapso social. Já estamos muito próximo dessa condição. Mas por outro lado, DEUS está formando um povo que em meio a esse lixo social, demonstrará uma pureza jamais vista nesse planeta desde que aqui se manifestou o pecado. O povo de DEUS chegará a um nível tal de fidelidade a DEUS que, embora ainda tendo natureza pecadora, serão julgados antes do fechamento da porta da graça, e aceitos para a vida eterna. Estes estarão selados (o sábado) para terem poder especial afim de manterem as suas convicções de fé até que JESUS volte. “O próprio Jesus, em Sua infinita misericórdia, está operando nos corações humanos, efetuando transformações espirituais tão admiráveis, que os anjos as contemplam com estupefação e alegria. ... Cristo espera que os homens se tornem participantes de Sua natureza divina enquanto estão aqui no mundo” (Testemunhos Seletos, 327 e 328, grifos acrescentados).

Pois bem, agora voltemos à nossa pergunta: como proceder para vencer o mal? Ou seja, em meio a tantas tentações, tendo nós certamente já experimentado o mal, tendo-nos viciado com ele, apreciando o mal, ou sendo dependentes dele mesmo contra a vontade, como fazer para vencê-lo? Quem sabe você esteja escravo de algo que não deseja, mas não consegue se libertar. Talvez seja um pecado secreto, está apavorado por tê-lo, não quer mais praticar, tem tentado largar inúmeras vezes, tem orado, e não consegue vencer. Talvez seja na alimentação, ou no vestir, ou algum hábito nocivo, ou não consegue largar das novelas, ou não consegue largar de torcer por algum time de futebol, ou não consegue se livrar de bebidas açucaradas. Há tanta coisa para enredar o povo de DEUS! São geralmente coisas de aparência desprezível, algo que muitos dizem: mas isso não é tão mau! Mas para derrubar os que fazem parte do povo de DEUS satanás sabe que deve atacar por meio de coisas pequenas, desprezíveis, que não são tão ruins. Mas perante DEUS, são pecados como as coisas grandes, e excluem as pessoas da vida eterna se não se libertarem dessas coisas. Fazem parte do mundanismo.

Talvez seja muito nervoso(a), ou intolerante. Talvez seja de gênio difícil, poucos amigos, incapacidade de bom relacionamento. Pode ser também que esteja meio desanimado com a igreja por ocorrerem nela tantas coisas visivelmente erradas (isso é normal nesses dias finais antes do fim, e JESUS tomará as providências no devido tempo por meio da sacudidura). Ou talvez esteja morno, um tanto indiferente, mas não quer continuar assim. Enfim, há muitas maneiras de se perder, e você é afetado por uma delas. Todos nós somos afetados, e nenhum ser humano há que possa dizer: eu já venci o mal, estou imune.

Então, como fazer para vencer? Vou relatar o método que adotamos em nossa casa. E é bem simples, como tudo o que vem de DEUS, você pode adotá-lo também, e vai dar certo. O método consta do seguinte:

ð  Precisa ler a sua Bíblia todos os dias, mas não importa quanto lê. O que vale é ler com atenção, e meditar um pouco sobre o trecho lido, tomando-o para si numa aplicação prática.

ð  Precisa estudar a lição da Escola Sabatina todos os dias, por onde O ESPÍRITO SANTO vai nos ensinar (assim como pela leitura bíblica). Mas esses estudos sempre devem ser: o que isto tem a dizer para mim, e em que estou agindo corretamente e em que devo mudar. Se houver algo a mudar, faça já.

ð  Se nessas leituras descobrir algo que em sua vida deve ser mudado, não espere para depois, tem que agir logo. E é bem fácil. Entregue a responsabilidade da mudança a DEUS, é Ele é que faz a transformação, mas você tem que querer. Aí entra fortemente a oração. Ou seja, entregue-se a DEUS nesse aspecto, e então se dá início a uma verdadeira luta você com DEUS, contra satanás, que não vai querer perder esse mal que colocou em você, e que você tomou a decisão de eliminar.

ð  Agora em relação a esse mal você está em luta. E a luta significa oração e manutenção da decisão de não voltar a trás. O mal que você está enfrentando tem que ter um nome. Por exemplo, o desejo por assitir novela. Quem está viciado, ou habituado, não perde esse desejo de um dia para outro. Vai ter que lutar por um tempo, até eliminar a tentação. Para uns, essa luta pode durar mais tempo, para outros, menos. Durante a luta você estará em meio a uma guerra em seu íntimo. De um lado está satanás, buscando não perder aquela tentação pela qual ele te domina. Do outro lado, está DEUS, que quer transformar a sua vida. E no meio está você, sempre decidindo a qual dos dois lados vai dar atenção. É assim que a guerra ocorre. E tem torcidas, anjos de satanás de um lado e anjos de DEUS do outro.

ð  O resultado da luta é você quem decide, conforme a sua vontade. Para dar atenção a satanás, basta cair na tentação e não se incomodar com isso. Mas se deseja dar atenção a DEUS, precisa falar com Ele, isto é, orar. E quando deve orar? Tem três tipos de oração nessa caso de luta, a preventiva, a de socorro, e a curativa. A oração preventiva ocorre quando você não está sendo tentado, mas pede a DEUS que, no momento da tentação, tenha forças, e se lembre d’Ele. A de socorro é a mais dramática. Ela ocorre no exato momento em que a tentação aparece. Precisa lembrar de DEUS exatamente nesse momento. Quem anda com DEUS como Enoque, esse lembra. Pois então, se você orar nesse momento para DEUS te dar a força que precisa para vencer, é certo que vencerá. A oração curativa ocorre se deixou de lembrar de pedir socorro no momento da tentação. Ou seja, você caiu (e quem não cai?). Então, nesse caso, a oração será diferente. Agora você descobriu que errou, já fez outra vez aquele mal que não queria fazer mais (ou outro mal). Depois se deu conta disso. Nesse caso, não espere para mais tarde, procure um lugar adequado e ore a DEUS pedindo perdão. Esse perdão será imediato, nem terminou a oração e já estará perdoado, isso é certo, sei do que estou falando. E, na mesma oração, peça preventivamente para que, da próxima vez, se lembre de orar antes de cair. E você pode fazer algo para não esquecer de orar por socorro. Anote em algum lugar, invente algo para lembrar da oração de socorro, isso será a sua parte, a que DEUS não faz.

ð  Vá lutando contra a sua fraqueza até que ela seja massacrada por DEUS. Isso pode levar alguns dias, algumas semanas, ou meses. O tempo para vencer depende da intensidade do apego ao mal. Após a tentação ser massacrada por DEUS, esse será um problema superado, e não lhe importunará mais. Vai esquecer dele. Mas cuidado, como qualquer tentação, pode reaparecer se relaxar os cuidados, e deixar sua forte ligação com DEUS, pois satanás sabe que esse uma vez foi um de seus pontos fracos, e no descuido, atacará por onde já controlou a sua vida.

ð  É assim que se vence. Foi assim que Davi se tornou o homem segundo o coração de DEUS.

ð  Mas precisa fazer mais, não pode ficar nisso. Precisa solidificar e consolidar a sua vitória. Como fazer isso? Precisa ajudar outros a vencerem. Isso se faz dando estudos bíblicos, orando junto com outros que estejam em luta, e há uma infinidade de maneiras. Precisa fazer algo pelos outros pois nisso estará trabalhando com DEUS, e se expondo à Sua companhia. Vai conhecer cada vez melhor a DEUS, e por conhecê-Lo, vai se tornar cada vez mais fortalecido contra o inimigo.

Viu como não é difícil vencer? Agora vai um conselho. Nem tente vencer só por suas próprias forças. Não vai conseguir. Também tenho experiência nisso, nunca consegui nada por conta própria. Faça a sua parte, mas lute com DEUS, que Ele fará a parte d’Ele. Se não orar, estará lutando só. E a oração de socorro é como nos momentos difíceis dar a mão a DEUS e andar apegado n’Ele. Repito, não tem como fracassar agindo assim, e não existe tentação nesse Universo que possa derrotar uma pessoa que pegou na mão de DEUS.

Assim venceremos o maligno.

 

  1. Terça-feira: Renunciando ao amor do mundo (I João 2:15)

Quando João nos aconselha a não amar o mundo, o que mesmo ele está dizendo? O que é o mundo? Creio que nada melhor que rever os escritos de profeta a esse respeito, alguém que tem autoridade porque fala em nome de DEUS. Vamos ver o que Ellen G. White escreveu para nós em relação a esse assunto?

“Ousar Ser Diferente

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. I João 2:15.

“Os que alegam conhecer a verdade e compreender a grande obra que deve ser feita neste tempo, devem consagrar-se a Deus, alma, corpo e espírito. No coração, no vestuário, na linguagem, em todos os aspectos, devem estar separados das modas e práticas do mundo. Devem ser um povo especial e santo. Não é seu vestuário que os torna povo especial (peculiar, diz a Bíblia inglesa, em Tito 2:14); mas, por serem um povo especial e santo, não podem ter os sinais de semelhança com o mundo.

“Como um povo, devemos preparar o caminho do Senhor. Cada partícula de habilidade que Deus nos concedeu, deve ser posta em uso, no preparo de um povo segundo o modelo de Deus, segundo Seu molde espiritual, povo que subsista neste grande dia da preparação de Deus. ...

“Muitos que supõem que irão ao Céu são cegados pelo mundo. Suas idéias quanto ao que constitui a educação e disciplina religiosas são vagas, apoiando-se apenas em probabilidades. Muitos há que não têm uma esperança inteligente, e correm grave risco de praticar exatamente as coisas que Jesus ensinou não deverem fazer, em comer, beber e vestir-se, prendendo-se ao mundo de várias maneiras. Têm eles de aprender ainda as sérias lições, tão necessárias ao crescimento na espiritualidade, de sair do mundo e ser separados.

“Seu coração é dividido, a mente carnal clama por conformidade e semelhança com o mundo em tantas maneiras, que mal se distingue a linha de separação do mundo. Dinheiro, o dinheiro de Deus, é despendido para se fazerem notados segundo os costumes do mundo; a experiência religiosa é contaminada de mundanidade, e a prova do discipulado - a semelhança com Cristo em abnegação e em levar a cruz - não é discernível pelo mundo ou pelo universo celeste. Manuscrito 8, 1894.

“A questão a ser acertada é: "Estamos dispostos a separar-nos do mundo, para que possamos nos tornar filhos de Deus?" Isso não é obra de um momento, ou de um dia; não é conseguido pelo simples prostrar-se junto ao altar da família e ali oferecer serviço de lábios. ... É obra de toda a vida. O amor a Deus tem de ser um princípio vivo, dirigindo todos os atos, palavras e pensamentos. Review and Herald, 23 de outubro de 1888.” (Nos lugares celestiais, MM 1968, p, 167, 10 de junho)

Para complementar o que Ellen G. White escreveu acima, mais uma orientação para todos nós nesses dias finais:

Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gál. 5:22 e 23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados” (Caminho a CRISTO, p. 58, grifos acrescentados).

 

 

  1. Quarta-feira: Problemas com o mundo

Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (I João 2:16).

Desde que caíram Adão e Eva satanás está empenhado em criar atrativos para chamar a atenção das pessoas para si e separá-las de DEUS. Ao longo dos milênios ele criou uma infinidade desses atrativos, e a isso a Bíblia chama de coisas que procedem do mundo. João classificou três categorias de tudo o que há no mundo. E o que á cada uma dessas coisas?

a)      Concupiscência da carne: a ‘concupiscência’ é um desejo ardente, incontido, de coisas que satisfazem o nosso corpo, como de sensualidade, sexo, prazer carnal, exposição do corpo, fantasias sensuais, ver filmes pornográficos, usar drogas. Esse desejo é um anseio, um apetite que não se pode mais controlar. Por esse tipo de concupiscência aumentam as traições matrimoniais, a pedofilia, a imoralidade, o desejo de algo diferente e fantasioso por sexo, homossexualidade, outras anomalias sexuais, orgias, e tudo o mais desse mundo que vai destruindo a família, a felicidade das pessoas e a sociedade como um todo.

b)      Concupiscência dos olhos: aquilo que nos é exposto em todos os lugares, e que podemos ver, e que pretende levar rumo a concupiscência da carne. Por exemplo, muito do que se veicula na televisão e internet, que se publica em revistas, que se divulga por meio de filmes, vídeos etc., em cartazes de rua, vitrines, adesivos em automóveis, e em todos os lugares, tem por finalidade cultivar o mal dentro da mente humana. Praticamente não há lugar público em que uma pessoa que deseje servir a DEUS esteja a salvo dos ataques de satanás pela concupiscência dos olhos. Ela leva aos desejos mais íntimos dos pensamentos e das inclinações naturais da carne que vai sendo distorcida para a pessoa se tornar escrava da concupiscência da carne. Principalmente pelos olhos, mas também pelos ouvidos, é que entra em primeiro lugar o lixo devastador que degrada o ser humano, e o torna dependente das fascinações de satanás.

c)      A soberba da vida: soberba é um sentimento de superioridade em relação ao outro. Ou também orgulho em elevado grau, arrogância, presunção, vanglória. A soberba da vida sempre fundamenta-se em alguma coisa mundana, como ter posses, usar uma roupa de marca cara e famosa; ter um automóvel potente, caro e luxuoso; ter uma alto cargo; receber homenagens, e muito mais, sendo essas coisas como um diferencial para a pessoa se imaginar superior às demais. Ou seja, a pessoa imagina: “EU SOU O TAL”.

Agora veja bem a análise desse assunto. Em primeiro lugar, perceba como é facílimo para satanás escravizar um ser humano. Entenda o seguinte, DEUS pôs em nossa carne recursos de prazer que devem ser utilizados para unir um casal. DEUS nos deu olhos para vermos as coisas belas existentes. DEUS nos possibilitou as riquezas para que vivamos com qualidade e felicidade. E não há nada errado em ter riqueza, mesmo que seja muita riqueza, se isso não for transformado em um ídolo, e se a pessoa continua sendo simples e humilde de coração. Porém, todas essas coisas satanás deteriorou para por meio delas controlar a humanidade, e foi bem sucedido. Os nossos dotes naturais que DEUS colocou em nós para que sejamos capazes de saborear a vida e sermos felizes, satanás usa, de forma distorcida, para nos viciar no que não presta. Assim ele nos liga com o mundo, às coisas que vem do mundo, não de DEUS.

Então, hoje, vemos o seguinte retrato do ser humano: dependente da concupiscência da carne, e precisa se prostituir e se atirar à degradação para obter a satisfação carnal que o degenera cada vez mais do que ele não consegue se libertar, senão por JESUS. Para isso satanás usa os olhos, pois ele mostra as tentações afixadas em todos os lugares desse maldito mundo. É por onde as pessoas se iniciam na degradação. E elas procuram o quê? Procuram ser “grande coisa”, querem ser mais que os outros, então satanás as satisfaz por meio da soberba da vida, oferecendo-lhes todo tipo de atrativos por meio dos quais as pessoas se imaginam superiores, e por meio das quais não conseguem ver em que tipo de lixo estão se tornando.

Imagine um caso fictício, mas que encontra muitos paralelos reais. Imagine um homem bem situado profissionalmente, ganhando bem, prestigiado, com família, filhos, e bom patrimônio. Parece tudo normal. No entanto, ele tem que satisfazer seus secretos desejos pedófilos; seus desejos por filmes pornográficos; seu incontido prazer pelo seu time de futebol; seu prazeroso vício do cigarro e alguma droga e álcool; suas necessidades de fantasias e aventuras sexuais fora do matrimônio. Cada ano ele troca de caro, pois é sua etiqueta de status de homem bem sucedido. Precisa demonstrar que é sucesso, coisa que o mundo valoriza, ele aprecia os elogios. É uma vida em parte secreta, em parte pública. Há coisas que esse homem faz que a sociedade aceita, e há coisas que rejeita. Assim vive em angústia, e para fugir da angústia, vai buscando cada vez mais essas coisas do mundo, e também vai afundando no mundanismo, tornando-se cada vez mais dependente. Ele é um escravo de satanás, que o prende com ligações cada vez mais poderosas. Vai vivendo como pode até que algo dá errado, o pegam em flagrante, e ele é preso. Se tiver muito dinheiro, bem logo escandaloso o assunto sairá das manchetes, e ele continuará a sua vida rumo à morte eterna.

É assim que satanás age, desde que aqui tomou posse. E ele está de olho em todos nós, principalmente no povo de DEUS. Ele tem um conjunto desses três grupos de coisas do mundo para cada pessoa que está ao lado de DEUS, para derrubá-la. E ele é esperto, contra as pessoas do povo de DEUS, ele geralmente não ataca de forma radical, e sim, com pequenos mundanismos que, em princípio, passam como toleráveis. satanás é bem mais esperto que você imagina.

E o nosso escravo que serviu de ilustração, existe alguma esperança para ele? Enquanto estiver vivo existe esperança. É só ele agir como estudamos na segunda-feira, e será liberto pelo Salvador do mundo, de uma forma que até os anjos de DEUS e os anjos de satanás ficarão admirados.

 

  1. Quinta-feira: Um mundo passageiro (I João 2:17)

O mundo e a sua concupiscência passam, diz João. O mundo está provando a quem quer ver que ele está passando, e que vai passar por completo. Desde que o pecado entrou no mundo ele vem enfrentando uma sucessão de substituições. O ser humano deixou de ser eterno e se tornou mortal. Portanto, o ser humano passa. A natureza se tornou mortal e as estruturas de sustentação da Terra estão se fragmentando cada vez mais em terremotos e maremotos. Na superfície da Terra os ventos estão cada vez mais freqüentes e sua intensidade mais forte. A sociedade humana cria ameaças mútuas de intensidade destruidora crescente. Qualquer pessoa de bom senso percebe que, se nada for feito, o mundo passará, isto quer dizer, ele vai se auto destruir. E se JESUS não voltasse, o mundo enfrentaria um colapso tão terrível que hoje nem é possível imaginar. Pense sobre os mais de seis bilhões de pessoas enfrentando ao mesmo tempo doenças avassaladoras, fome, guerras e catástrofes naturais, além da corrupção, imoralidade e criminalidade. De um jeito ou de outro, o mundo vai passar. Não há futuro aqui.

Diante disso, profeticamente falando, há duas opções postas para os habitantes da Terra. E bem logo todos serão obrigados a optar. Não será DEUS quem vai obrigar, mas de início os Estados Unidos, depois todas as nações.

A primeira opção é a gigantesca tentativa de salvar o planeta por meio da santificação do domingo. A idéia que ganha cada vez mais adesão de grandes personalidades do mundo político e econômico é unir todas as igrejas do mundo sob o comando da Igreja Católica. E a partir das igrejas, unir todas as organizações do mundo numa só frente, para reeducar todas as pessoas em cidadãos melhores. Isso deverá ser feito nos domingos, unindo todos em família, na missa e eucaristia. Todas as igrejas deverão participar. E assim se pretende reformar o mundo e reverter a tendência assustadora e visivelmente sem futuro.

A segunda opção vem de fora. É a segunda vinda de CRISTO. Essa opção parte do pressuposto de que o mundo não tem mais reforma, e que a maldade vai chegar a tal intensidade que não existe mais possibilidade de alguma restauração, mesmo que temporária. Então, para salvar o mundo, só mesmo salvando aqueles que realmente permitiram sertransformadas pelo poder do Criador.

As duas opções são claramente opostas e excludentes uma a outra. A primeira na verdade visa, por meios escusos e não declarados, levar o mundo a adorar a satanás. Por sua vez, a segunda visa levar as pessoas a adorarem a DEUS, e isso está sendo pregado diretamente e com clareza. É na realidade o desfecho do grande conflito, desfecho de transição desse mundo para o caos final, em que serão levados desta Terra os filhos fiéis ao Criador. Os demais ficarão aqui para depois enfrentarem a execução do juízo de DEUS.

Vamos meditar nas palavras da profetisa bem apropriadas para este estudo.

         “Achamo-nos em um mundo contrário à retidão ou à pureza de caráter, e especialmente ao crescimento na graça. Em tudo que olhamos, observamos poluição e corrupção, deformidade e pecado. Quão oposto é tudo isso à obra que deve ser executada em nós justamente antes de recebermos o dom da imortalidade! Os eleitos de Deus devem permanecer incontaminados em meio da corrupção prevalecente ao seu redor nestes últimos dias. Seu corpo deve tornar-se santo, puro seu espírito (Conselhos sobre o regime alimentar, 118, ênfases acrescentadas).

                 Enoque teve tentações como nós as temos. Estava cercado por sociedade não mais favorável à justiça do que a que nos rodeia. A atmosfera que respirava achava-se envenenada pelo pecado e corrupção, da mesma forma que a nossa; todavia viveu uma vida de santidade. Estava limpo dos pecados prevalecentes da era em que viveu. Assim podemos permanecer puros e incontaminados. Era ele um representante dos santos que vivem em meio dos perigos e corrupções dos últimos dias. Por sua fiel obediência a Deus foi trasladado. Assim também, os fiéis que se encontram vivos e permanecem, serão trasladados. Serão retirados de um mundo pecador e corrupto para as puras alegrias do Céu” (Vidas que falam, MM, 1971, 29, ênfases acrescentadas).

Estas palavras não são ameaças e sim, alertas. Nós estamos vivendo nessas condições. E aqui estão descritas as condições de vitória dos eleitos, aqueles que viverão eternamente.

 

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

O estudo dessa semana é: “Andando na luz – renunciando o mundanismo”. Se esse estudo não mudar nada na vida dos que o estudaram, é bem provável que dificilmente outra oportunidade de mudança mais enfática que essa se apresenta a eles. Não podemos deixar passar apelo após apelo e continuar sendo iguais. Permanecer sem mudança é uma posição perigosa, pois, se continuar assim, é morte certa.

Temos três escolhas de postura a escolher: regredir, ficar parados ou progredir. Só a última escolha é o caminho para a salvação. As duas primeiras são opções para a morte eterna. A do meio, ficar parado, é a opção mais perigosa, pois a pessoa se engana. Essa é a opção daqueles que não saem da igreja, permanecem nela, mornos, nem frios nem quentes, marcando passo, ou marcando presença semanal nos cultos, às vezes somente aos sábados pela manhã. Querem ao mesmo tempo a salvação mas também querem ficar apegados ao mundanismo. Aqueles que regridem afastam-se da igreja, e assim, tem uma posição mais definida, ou seja, vão para o mundo. Talvez sejam estes mais facilmente alcançados no finalzinho da pregação que os mornos, pois destes muitos se tornarão os mais cruéis inimigos da igreja após o decreto dominical.

Hoje não é mais tempo para esperar. Se atentarmos para os sinais proféticos, facilmente veremos que o temporal do grande conflito final está se armando. A ira está se intensificando em todos os lugares, e não falta muito tempo para que ela transborde em ações de terror em todo o mundo. Por isso, quem de fato pretenda ser salvo, precisa atentar como nunca para palavras proféticas de preparo. Vejamos as que Ellen G. White escreveu a seguir:

Pecado algum pode ser tolerado naqueles que hão de andar com Cristo, em vestes brancas. Terão de ser removidos os vestidos sujos, e colocadas sobre nós as vestes da justiça de Cristo. Pelo arrependimento e fé somos habilitados a prestar obediência a todos os mandamentos de Deus, e somos achados sem mácula perante Ele. Os que hão de receber a aprovação de Deus estão agora afligindo a alma, confessando os pecados, e suplicando fervorosamente o perdão, por Jesus seu Advogado.” (2 Testemunhos Seletos, 175, grifos acrescentados).

“Necessitamos humilhar-nos perante o Senhor, com jejum e oração, e meditar muito em Sua Palavra, especialmente nas cenas do juízo. Cumpre-nos buscar agora uma experiência profunda e viva nas coisas de Deus. Não temos um momento a perder. Acontecimentos de importância vital estão a ocorrer em redor de nós; estamos no terreno encantado de Satanás” (O Grande Conflito, 601, grifos acrescentados).

Essa lição foi sobre a renúncia do mundanismo. Uma lição preparatória para duas coisas: (1) opção firme e definitiva por uma vida de santificação e (2) preparação para a saída desse mundo, para outra pátria de cultura completamente diferente dessa em que nos encontramos. Muitos certamente farão suas escolhas para sempre.

 

escrito entre:   19/06/2009 a 26/06/009 - corrigido em   26/06/2009

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

 

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/

Lição 4 – Andando na luz – Guardando Seus Mandamentos - Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

Lição 4
18 a 25 de julho

Andando na luz – Guardando Seus mandamentos

Lição 432009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ec 1–4


Verso para Memorizar: “Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os Seus mandamentos” (1Jo 2:3).

Leituras da semana: Lv 19:18Lc 14:26Jo 3:20131Tm 2:42Pe 3:181Jo 2:3-11

Um pastor vinha aconselhando um casal. O problema? O marido vinha mantendo casos extraconjugais. Isto é, não um caso extraconjugal mas, de fato, muitos. O marido tentava tranquilizar a situação dizendo à esposa que, embora saísse com outras mulheres, isso não significava que ele não a amava. De fato, ele dizia, ele a amava mais que qualquer outra.

Como se poderia esperar, as palavras dele – longe de resolver o problema – só o agravavam. Por quê? Porque, se você ama alguém, isso poderá ser visto por suas ações,não apenas pelo que você diz.

Nesta semana, João fala sobre o que significa conhecer e amar a Deus. Qualquer pessoa pode dizer que ama o Senhor. A pergunta é: de acordo com a Bíblia, como devemos revelar esse amor?

Prévia da semana: Que significa conhecer a Deus, e não apenas saber a respeito dEle? Que papéis a obediência à lei de Deus tem em nossa relação para com Ele? O que João diz sobre Jesus como modelo de comportamento? Qual é o “novo mandamento” que João dá e quanto de “novidade” ele tem realmente?


Domingo

Ano Bíblico: Ec 5–8

O que conhecemos? (1Jo 2:3-5)

A frase “sabemos que O temos conhecido por isto” aparece duas vezes nas passagens acima. De acordo com João, o que é que os cristãos conhecem?

Primeiramente, que chegaram a conhecer a Deus (v. 3) e, segundo, que “estão nEle” (v. 5). Considerando o que está em jogo – nossa vida eterna ou nossa destruição eterna (veja Jo 5:29) – essas são coisas importantes para se conhecer, não são?

Ao mesmo tempo, temos que ter o cuidado de não tornar o conhecimento em si o meio de salvação. De fato, era exatamente esse o tipo de heresia que João estava combatendo neste e em outros textos, a ideia de que o conhecimento sozinho traz redenção.

O conhecimento (gnosis) era uma palavra muito importante na religião antiga; um conceito importante no mundo religioso dos primeiros séculos depois de Cristo. Provavelmente, no segundo século, se transformou em uma heresia entre os cristãos chamada gnosticismo. No gnosticismo, havia pouca preocupação com o comportamento moral. A ênfase estava na experiência mística e mitos fantasiosos sobre Deus e a natureza da humanidade. A salvação era obtida através desse conhecimento secreto, e não através de um relacionamento de fé com o Senhor.

1. Qual é o conceito do Novo Testamento sobre o conhecimento? Mt 13:11Jo 17:3Rm 3:201Co 8:11Tm 2:41Jo 4:8

No Novo Testamento, conhecer ou conhecimento tem um significado teórico e teológico. Porém, também descreve relações. Conhecer a Deus significa manter um relacionamento íntimo com Ele. A obediência, o amor e o afastamento do pecado apontam para a existência desse relacionamento. Os lados teórico e experimental do conhecimento devem andar juntos.


Segunda

Ano Bíblico: Ec 9–12

Guardando os mandamentos (1Jo 2:3-5)

Uma pessoa pode dizer que conhece a Deus. De fato, muitos fazem assim, desde os dias de João. Muitos também fazem isso hoje. Mas falar é fácil.

2. Para João, qual era a evidência externa, a prova exterior, de que uma pessoa conhece a Deus? Que mais João diz sobre esse assunto? Jo 14:1521Jo 15:101Jo 3:22245:3Ap 12:1714:12

Guardar os mandamentos era muito importante para João e é para Jesus. A expressão ocorre frequentemente nos escritos de João. Guardar os mandamentos é sinal de que conhecemos a Deus/Jesus e O amamos. Aqui, amor e obediência são relacionados. Esse verso pode se referir tanto a Deus, o Pai, como a Jesus e é um pouco ambígua – provavelmente de propósito. 1 João 2:4 afirma a mesma verdade em condições negativas, e pode se referir à falsa afirmação feita pelos que dizem que você pode vir a conhecer Deus e ainda negligenciar a guarda dos mandamentos. João ataca essa ideia em linguagem muito forte, chamando de mentiroso quem ensina assim.

3. Por que a guarda da lei revela quanto conhecemos de Deus? Como nosso ato de guardar a lei revela a realidade do conhecimento que temos de Deus? Como uma coisa se relaciona com a outra?

O tipo de conhecimento de Deus de que a Bíblia fala não é um conhecimento de fatos, apenas. É o conhecimento que forma a base de uma relação de amor. Você não pode amar verdadeiramente alguém que não conhece. E se você ama uma pessoa, vai agir de certa maneira. Um homem que ama verdadeiramente a esposa não vai enganá-la. Ele pode professar dia e noite seu amor, mas se seus atos não revelam esse amor, usando as palavras de João, ele é “um mentiroso”.

Que outras analogias você pode mencionar e que são úteis para entendermos por que a obediência e os atos são uma parte inseparável do que significa conhecer a Deus?


Terça

Ano Bíblico: Ct 1–4

Que faria Jesus? (1Jo 2:6-8)

Algum tempo atrás, houve uma moda passageira em que jovens cristãos usavam pulseiras com a pergunta: “Que faria Jesus?” Embora alguns zombassem da ideia, afirmando que era infantil, pelo menos era boa a lembrança de que, quando enfrentamos determinadas situações, devemos pensar no que faria Jesus e tentar fazer o mesmo.

Essa ideia se enquadra bem com o que João diz neste verso. A primeira parte de nossa passagem enfatiza que andar na luz e conhecer a Deus significa ser obediente. A segunda parte conclama os cristãos que desejam permanecer nEle a andar na luz e seguir o exemplo de Cristo em sua vida. Como podem fazer isto? Eles precisam descobrir como Jesus viveu e, diariamente, devem comparar sua conduta com a dEle.

Em outras palavras, “que faria Jesus?”

4. Passe os olhos sobre os Evangelhos. Quais são algumas de suas histórias favoritas sobre Jesus? Isto é, que histórias realmente falam ao seu coração sobre o tipo de pessoa que era Jesus? Até que ponto você se assemelha a Ele nessas áreas?

Embora a morte de Jesus e Sua ressurreição sejam o clímax dos Evangelhos, existem informações suficientes sobre os ensinos de Jesus e Sua vida para entendermos como um ser humano, idealmente, precisa viver.

É importante nos lembrarmos disso porque, às vezes, as pessoas querem pensar em Jesus como Salvador, Jesus como seu substituto, apenas, e não em Jesus como seu Senhor e exemplo. João aceitava Jesus tanto como Salvador como exemplo. Em 1 João 1:7 havia mencionado o sangue purificador de Cristo, que aponta para Sua morte na cruz em nosso lugar. De acordo com 1 João 2:2, Jesus é o sacrifício pelos nossos pecados. Ele é nosso substituto. Mas, nos versos que estamos estudando nesta semana, surge outro aspecto. A vida de Jesus foi exemplar. Devemos seguir Seus passos.

A maioria de nós, não importando quem somos, enfrenta algum tipo de dificuldades na vida. Pense em seu maior desafio, sua maior dificuldade. Pergunte a si mesmo: “Que faria Jesus?” Depois de ter o que julga ser sua melhor resposta, pergunte a si mesmo: “O que está me impedindo de fazer o mesmo?”


Quarta

Ano Bíblico: Ct 5–8

O novo mandamento (1Jo 2:7, 8)

Depois de destacar a importância da obediência aos mandamentos (1Jo 2:3, 4), João introduz nos versos 7 e 8 a ideia de um “novo mandamento”. Que “novo mandamento” é esse? A resposta se encontra em João 13:34, em que aparece a mesma expressão: “novo mandamento”.

5. Procure entender no capítulo 13 de João o que é esse “novo mandamento”.

Depois de ter mostrado aos discípulos o que significa servir; isto é, rebaixar-Se e executar a humilde tarefa de lavar os pés de alguém, Jesus deu Seu “novo mandamento”. Seus discípulos deviam amar uns aos outros assim como Jesus os amava.

Situação semelhante acontece em 1 João 2:6-8. Depois de ter falado em andar como Jesus andava, João apontou para o mandamento de Jesus em João 13. É essa conexão literária com João 13:34, 35 que nos ajuda a desvendar o significado de 1 João 2:7, 8. O mandamento de que João está falando é o do amor fraternal.

Mas por que ele afirma que não dá um novo mandamento, mas um antigo? É porque o mandamento do amor ao próximo já estava presente no Antigo Testamento (Lv 19:18). Quando João escreveu sua epístola, “o novo mandamento de Jesus” de João 13:34 já existia havia muitos anos.

Mas, de certo modo, esse mandamento era novo porque era percebido continuamente na vida de Jesus (“nEle” [v. 6]) e devia ser visto em Seus seguidores (“e em vós” [v. 8]) de maneira sem precedentes por causa da nova era inaugurada com o primeiro advento de Jesus (“as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha”. v. 8).

Finalmente, o conceito da lei de Deus liga a primeira parte de nossa passagem (1Jo 2:3-6) “com a segunda (1Jo 2:7, 8). Os mandamentos são resumidos no mandamento de amar uns aos outros. Andar na luz e andar como Jesus significa guardar os mandamentos e amar uns aos outros.

Quando foi a última vez que você “lavou os pés de alguém”, falando figuradamente? Se foi há muito tempo, o que este fato revela sobre você e seu relacionamento com os outros? Por que é tão difícil de perceber em nossa vida a morte para o eu, que leva ao serviço aos outros?


Quinta

Ano Bíblico: Is 1–4

Amando os outros (1Jo 2:9-11)

6. Resuma o que João nos diz nos versos acima.

O amor foi mencionado brevemente em 1 João 2:5. Obviamente, esse amor se refere ao nosso amor para com Deus, que se manifesta quando guardamos Seus mandamentos. O amor foi mencionado indiretamente na segunda parte de nossa passagem, o novo mandamento (v. 6-9). Mas o amor a nossos semelhantes cristãos é mencionado claramente na última parte de nosso parágrafo (v. 9-11). Ele também começa com a frase “aquele que diz” (veja v. 469).

verso 9 faz uma declaração sobre o membro da igreja que odeia seu irmão. Essa pessoa está em trevas. O verso 10 mostra o lado positivo, isto é, aquele que ama seu irmão. O verso 11 volta ao ódio a um irmão. Essa pessoa não só anda em trevas, mas seus olhos foram cegados.

Em sua epístola, João está interessado principalmente na comunidade cristã. Isso não significa que ele nega o fato de que os cristãos são chamados a amar seus vizinhos e até aos inimigos; mas não é essa sua preocupação aqui. Ele tem outros problemas para resolver.

O ódio a um irmão é uma declaração forte, e podemos não gostar de aplicá-la a nós e ao nosso comportamento. Podemos preferir dizer que estamos irritados ou ofendidos; mas, frequentemente, as Escrituras aplicam o verbo odiar a situações que não usaríamos comumente hoje.

7. Como é usado o verbo odiar, e como deve ser entendido nos textos a seguir? Mt 6:2424:9, 10Lc 14:26Jo 3:20

Na Bíblia, ódio não se aplica apenas ao que hoje podemos chamar de ódio mas também a dar preferência a uma pessoa e não a outra ou a negligência de alguém. Em outras palavras, você não precisa menosprezar alguém para revelar “ódio”, como às vezes é entendido na Bíblia.

Existe alguém a quem você odeia, e talvez com boa razão? Neste caso, faça a você mesmo a pergunta: O que Jesus faria?


Sexta

Ano Bíblico: Is 5–7

Estudo adicional

Leia Gênesis 39:7-12Daniel 3:8-18Apocalipse 13:1614:5.

Andar na luz, que inclui a guarda dos mandamentos, viver de modo semelhante a Jesus e exercer amor é especialmente importante no fim da história do mundo. A lei de Deus está sendo desafiada, e a questão da adoração e a verdadeira obediência ao Criador terão ainda mais destaque. Nas Escrituras, são mencionados exemplos de pessoas que permaneceram fiéis mesmo sob as circunstâncias mais desafiadoras: José, os amigos de Daniel, o próprio Daniel e muitos outros. Mas o principal exemplo é Jesus. Devemos tomar a decisão de seguir Sua guia, não importando o preço.

“João nos diz que o verdadeiro amor a Deus se revelará na obediência a todos os Seus mandamentos. Não basta crer na teoria da verdade, fazer uma profissão de fé em Cristo, crer que Jesus não é um impostor, e que a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. ... João não ensinou que a salvação devia ser adquirida pela obediência, mas que a obediência é fruto da fé e do amor” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 563).

Perguntas para consideração

1. Uma coisa é guardar os Dez Mandamentos; outra coisa é amar as outras pessoas. Qual é a diferença? O que é mais fácil fazer, e por quê?
2. Certa vez, o filósofo francês Michael Foucault distinguiu entre dois tipos de conhecimento: o tipo que muda a pessoa que o adquire e o tipo de conhecimento que não traz mudança nenhuma. Quais podem ser alguns exemplos desses dois tipos de conhecimento? Mais importante ainda é saber que tipo de conhecimento é o de Deus, e que tipo de mudanças esse conhecimento deve trazer aos que o obtêm?
3. O que você e sua classe podem fazer para ajudar sua igreja local como um todo a entender melhor o que significa manifestar amor? Existe o tipo de amor corporativo? Descreva como seria uma igreja ideal e perfeitamente amorosa. Como sua igreja local se enquadraria?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Além dos aspetos teóricos, o conhecimento também envolve relacionamentos.
Pergunta 2: A guarda dos mandamentos de Deus.
Pergunta 3: Nosso conhecimento de Deus se expressa no amor que Lhe devotamos. O amor leva à guarda dos mandamentos.
Pergunta 4: Resposta pessoal.
Pergunta 5: Amar a Deus e ao próximo é um mandamento antigo. Mas, sempre esquecido, ele se torna novo cada vez que decidimos amar.
Pergunta 6: A luz de Deus se expressa no amor.
Pergunta 7: Na linguagem bíblica, odiar também pode significar não amar ou amar menos.


Lição 4 – Andando na luz – Guardando Seus Mandamentos - Auxiliar Para a Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

A lição em resumo

Texto-chave: 1 João 2:1-6

O aluno deverá...

Saber: Que o verdadeiro conhecimento de Deus resulta em obediência.
Sentir: O desejo de seguir o exemplo de Jesus.
Fazer: Responder guardando os mandamentos de Deus.

ESBOÇO DO APRENDIZADO

I. Saber: Conhecimento verdadeiro

A. Por que João chama um “antigo” mandamento de “novo” mandamento? Qual é a diferença entre o amor ao próximo no Antigo Testamento e a contínua revelação na vida de Jesus e de Seus seguidores?
B. Às vezes, os adventistas do sétimo dia são chamados de legalistas: Reflita na verdade ou erro dessa afirmação à luz da declaração de João de que devemos obedecer aos mandamentos de Deus.
C. Como alguns tentam fazer do conhecimento seu meio de salvação? Por que o conhecimento não é suficiente para levar à redenção?

II. Sentir: Seguir o exemplo de Jesus

A. Amor e obediência são inseparáveis. Comente como podemos nutrir as duas coisas e manter o equilíbrio correto.
B. No início da igreja, o gnosticismo enfatizava a experiência mística em lugar da relação pessoal com Deus. O pós-modernismo enfatiza a experiência em lugar do conhecimento. Por que os sentimentos e a experiência não são suficientes?

III. Fazer: Conhecimento em ação

A. João chama de mentirosos aqueles que professam conhecer a Deus mas deixam de guardar Seus mandamentos. “Mentiroso” é uma palavra com fortes conotações negativas. Que passos concretos precisamos dar a fim de evitar esse rótulo?
B. Tentem encontrar as razões por que nem sempre seguimos o exemplo de Jesus. Como podemos evitar essas armadilhas?

Resumo: O verdadeiro conhecimento de Deus traz como resultado uma comunhão viva com Deus e relacionamentos amorosos dentro do contexto dos mandamentos de Deus.

Motivação

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: 
O amor e a obediência a Deus nos levam a alcançar aqueles que têm necessidades.
Só para os professores: Como se pode definir quem é cristão? Quais são as marcas de um cristão genuíno? Leve sua classe a encontrar respostas bíblicas para essas perguntas vitais.

O mundo tem muitos tipos de cristãos. Entre eles estão os “cristãos de pão e peixe”, os que encontram vantagem econômica em ser cristãos. Então, existem os cristãos sociais, para quem a igreja é um clube prestigiado. E, finalmente, existem os cristãos cerimoniais, para quem as cerimônias da igreja são necessárias quando os membros nascem, se casam ou morrem. Essa classificação pode ser chamada de “taxonomia” dos cristãos.

Comente: Talvez, ao ler a “taxonomia” dos grupos cristãos, você tenha se surpreendido colocando esses rótulos nos outros, ou até em você mesmo. Mas qual é o conceito do Novo Testamento sobre um cristão? (Veja Lc 9:23.)

Compreensão

Compreensão
Só para os professores: Jesus disse e João registrou: “Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3, NVI). O que constitui esse conhecimento? A resposta revela uma diferença fundamental entre a compreensão pagã e cristã de Deus. Os gnósticos afirmavam que o conhecimento racional era suficiente para obter a aceitação de Deus, e que a conduta não trazia nenhuma consequência. Mas o apóstolo aponta para um padrão mais elevado: O conhecimento de Deus deve levar à obediência à Sua lei e ao amor a Ele e de uns aos outros. Leve sua classe a descobrir a importância da obediência e do amor.

Comentário Bíblico

 Visão geral: Alguém pode dizer: “Eu conheço a Deus” sem sentir nenhuma compulsão moral ou ética para viver de acordo com esse conhecimento. Outro pode dizer “Eu não conheço a Deus” mas ser uma pessoa de elevados padrões éticos. Os cristãos não têm essa opção. Devemos conhecer a Deus, mas não termina aí. Nossa crença deve governar a conduta e os relacionamentos. Em essência, além de conhecer a Deus intelectualmente, devemos obedecer-Lhe, amá-Lo e amar nosso próximo.

I. Conhecer a Deus é obedecer-Lhe (1Jo 2:3-5)

Como podemos estar certos de que conhecemos a Deus? A resposta de João é clara: “Sabemos que O conhecemos, se obedecemos aos Seus mandamentos” (1Jo 2:3, NVI). Conhecer a Deus não é exercício intelectual, manobra lógica nem êxtase emocional; é a submissão da vida em todas as suas dimensões às demandas de Deus. Afirmar o conhecimento de Deus mas recusar obedecer-Lhe não passa de mentira. “Nele não está a verdade” (1Jo 2:4).

Pela obediência, somos aconselhados a habitar nEle e a andar assim como Jesus andou (v. 6). “A verdadeira religião é a imitação de Cristo. Os que seguem a Cristo negarão o eu, tomarão a cruz e seguirão Seus passos” (Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 7, p. 949).

Pense nisto: Qual é a relação entre a lei e o amor? Por que a vida deve revelar a verdade na prática?

II. Obedecer a Deus é amá-Lo (1Jo 2:5, 6)

Se a obediência é uma prova, o amor é outra. Pelo amor que é “aperfeiçoado” em nós, “sabemos que estamos nEle” (1Jo 2:5). “Deus é amor” (1Jo 4:8), portanto, os que dizem que conhecem a Deus devem amá-Lo, permanecer nEle e obedecer-Lhe. Deus não Se satisfaz com amor e obediência seletivos. Ele espera um amor “aperfeiçoado” – isto é, um amor que cresce e amadurece. Para que ninguém deixe de entender o que significa isso, João aponta para o modelo de Jesus: “Andar assim como Ele andou” (1Jo 2:6).

Pense nisto: O amor e a obediência cristãos devem ser um reflexo da caminhada de Jesus – caminhada pelo deserto, pelo Getsêmani, para o pé da cruz – aonde quer que Deus conduza. Por que aqui não há espaço para transigência?

III. Amar a Deus é amar uns aos outros (1Jo 2:7-11)

João não perde tempo com teorias ou especulações sobre o que significa amar a Deus. Ele coloca o amor no laboratório da vida. A prova final do amor a Deus é o amor ao próximo. Qualquer pessoa que afirme amar a Deus mas não ame seu próximo “anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos” (1Jo 2:11). Este pensamento tem implicações sérias: A falta de amor ao próximo nos torna filhos das trevas. Dessa forma, não temos direção, nem destino e nem visão.

Em contraste, os filhos da luz habitam no amor a Deus e no amor ao próximo. O apóstolo chama esse amor aos outros de “novo mandamento” (1Jo 2:8). Mas esse não é novo, e sim antigo (v. 7). Como esse mandamento pode ser antigo e novo ao mesmo tempo?

É antigo porque sempre existiu. O mandamento de amar estava lá quando a voz da Palavra eterna chamou Caim à responsabilidade: “Onde está Abel, teu irmão?” (Gn 4:9). Estava lá quando a lei exigiu: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Lv 19:18). Estava lá quando Miquéias trovejou: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6:8).

Mas é novo porque Jesus o levou a novas alturas. Jesus apontou o amor como prova de discipulado. Ele espera que amemos nosso próximo assim como Ele nos amou (Jo 13:34, 35), e, como a cruz mostra, Ele nos amou a ponto de morrer. Ademais, ao exigir que amemos nosso “próximo”, Jesus introduziu na história uma nova definição da palavra: Próximo não é aquele que está ligado a nós por sangue, credo ou comunidade, mas todos os que estão em necessidade. Como na parábola do bom samaritano,“nosso próximo é todo aquele que se acha ferido e quebrantado pelo adversário. Nosso próximo é todo aquele que é propriedade de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 503).

Essa nova definição significa amor sem fronteiras. E existe ainda outra dimensão: Jesus nos capacita a amar uns aos outros. Por Jesus, o Deus encarnado, “as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha” (1Jo 2:8)., a Luz, nos capacita a andar na luz. Quando andamos na luz, não podemos odiar os que nos rodeiam. O amor se torna o fluxo natural do coração, e o fruto da obediência transborda o cálice do discipulado (Jo 15:8).

Comente: O amor não conhece fronteiras. Que tipo de fronteiras você vê ao seu redor, inibindo o conceito cristão de amor? (Veja Ef 2:14.)

Aplicação

Aplicação

Perguntas para reflexão

1. O evangelho introduziu nova medida para os relacionamentos: o amor aos impossíveis de se amar, amor sem reservas. O que torna possível esse amor?
2. 1 João 2:9-11 afirma que, se não amamos nosso próximo, vivemos em trevas, abrigamos ódio e somos cegos. Por que essas acusações são justas?

Perguntas de aplicação

1. Imagine um vizinho que esteja passando por necessidades. Mas ele é meio chato e grosseiro. Como você lhe mostraria amor? Por que você é chamado a fazer isso?
2. Leia a Epístola de Paulo a Filemom. Veja como Paulo relaciona amor, obediência e perdão a uma situação da vida real relacionada com Onésimo, o escravo fugitivo. Era desejo de Paulo que Filemom andasse como Cristo andou. Como podemos fazer o mesmo?

Transformação

CRIAÇÃO
Só para os professores: Encoraje seus alunos a tomar parte nas seguintes atividades, como forma de tornar o conhecimento intelectual um conhecimento prático.

1. Estudo de palavra: A lição desta semana nos dá duas provas de discipulado cristão e um mandamento. As provas são a obediência e o amor. O mandamento é amar e obedecer assim como Jesus fez. Examine a linguagem forte que João usa para descrever os que se recusam a atender a essas provas. O que revela o exame dessas palavras sobre a importância da obediência e o amor em nossa experiência cristã?
2. A necessidade está sempre ao nosso redor. Na maioria das vezes, é fácil nos sentirmos mais impelidos a ajudar os outros em certas épocas do ano do que em outras ocasiões – especialmente nas festas de fim de ano – quando somos naturalmente mais inclinados a dar. Mas que dizer do restante do ano? Faça uma coleta de alimentos em sua igreja. Estimule os membros a doar alimentos enlatados ou não perecíveis. Reúna esses alimentos pelas próximas quatro semanas. Leve a caixa de artigos doados a um abrigo local em sua área para distribuir aos que precisam dele.
3. Escreva uma sátira baseada no enredo descrito no Passo 3 entre os membros da igreja e o vizinho necessitado que é chato e grosseiro. Ou peça que dois membros da classe façam os papéis e apresentem uma pequena dramatização improvisada, mostrando como seria esse encontro entre os dois personagens. Que estratégias ou ideias úteis sobre a forma de se aproximar e atender eficazmente às necessidades de vizinhos desafiadores podemos aprender desse improviso ou sátira?


Lição 4 – Andando na luz – Guardando Seus Mandamentos - Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina

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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
3º Trimestre de 2009


Lição 4 – Andando na luz – Guardando Seus Mandamentos

José Carlos Ramos – D. Min

Novamente, o título da lição é duplo, e aponta para uma única experiência. Andar na luz coincide com a obediência aos mandamentos de Deus, isto é, quem anda na luz guarda os mandamentos divinos. Todavia, nesse caso não posso dizer “e vice-versa”, como o fiz na introdução do comentário à lição anterior. Andar na luz e guardar os mandamentos de Deus se equivalem. Não é possível uma coisa sem a outra. Mas guardar os mandamentos nem sempre equivale a andar na luz, quando, por exemplo, alguém os guarda por motivo incorreto. Antes de se converter, Paulo era irrepreensível “quanto à justiça que há na lei” (Fp 3:6), mas estava em trevas. De fato, o legalismo não reconhece o plano salvífico de Deus, pois o legalista estabeleceu o seu próprio plano (veja Rm 10:3).

Devemos ser obedientes não para andar na luz (o que cheira a legalismo), mas porque andamos na luz. Obediência não é causa, é efeito. Andar na luz de Deus é conhecê-Lo; e conhecer a Deus é amá-Lo; e amar a Deus implica a guarda de Seus mandamentos (Jo 14:15, 21; 15:10; 1Jo 5:2, 3; 2Jo 6).

Além do legalismo, há ainda outra forma de guardar os mandamentos inutilmente: é quando o fazemos não por amor mas por mera obrigação. Diz Ellen G. White a esse respeito: “Aquele que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas – porque é requerido que assim faça – jamais entrará no gozo da obediência. Não obedece. Quando, por contrariarem a inclinação humana, os reclamos de Deus são considerados um fardo, podemos saber que não se trata de uma vida cristã. A verdadeira obediência é a expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à lei de Deus” (Parábolas de Jesus, p. 97; grifos supridos).

Assim, a guarda dos mandamentos de Deus é a evidência de que alguém anda em Sua luz, que O conhece e O ama, pois é o que esta tríplice experiência gera na vida do crente. É verdade que nem todos os que guardam os mandamentos andam na luz, mas é verdade também que todos os que andam na luz guardam os mandamentos. Não importa quão elevada seja a profissão de fé, se não for consolidada pela obediência, não será mais que mero pietismo inócuo e inconsequente, o que significa desconhecimento de Deus; trevas e não luz.

Domingo, 19 de julho
O que conhecemos? (1Jo 2:3-5)

Esta é uma questão crucial porque, dependendo do que conhecemos, de que forma conhecemos, e de como respondemos ao que conhecemos, poderemos nos salvar ou nos perder. O grande equívoco dos dissidentes era a crença de que o conhecimento (gnōsis) salvava, isto é, o simples conhecimento especulativo de Deus, o conhecimento ao modo deles. Como diz a lição, “a ênfase estava na experiência mística e mitos fantasiosos sobre Deus e a natureza da humanidade. A salvação era obtida, [assim se acreditava] através desse conhecimento secreto, e não através de um relacionamento de fé com o Senhor”. Quanto a isso, remetemos o leitor ao comentário de 13 de julho para um esclarecimento adicional.

Não é o conhecimento que salva, pois ele pode se limitar à teoria, e, então, não passar, eventualmente, de “letra morta”. Já dizia George Herbert: “O conhecimento não passa de tolice, se não for guiado pela graça.”

Todavia, a falta de conhecimento é, admitidamente, fator de destruição (veja Os 4:6). Conhecimento da verdade é luz, e quem a rejeita andará nas trevas – portanto, estará perdido! Considerando que a verdade é, antes de tudo, uma identificação de Deus (veja Jo 14:6; 1Jo 5:6), e que a vida eterna reside em conhecê-Lo (Jo 17:3), parece-me bastante próprio que o conhecimento que resulta em salvação é aquele que a Bíblia normatiza como conhecimento empírico, prático; não meramente conceitual ou teórico.

Chego a dizer que, exceto se secundado pelo temor de Deus e amor a Ele, mesmo o conhecimento teológico está longe de ser o conhecimento de que João aqui fala. Não é por mero acaso que muitos teólogos (não ASDs, por certo!) estão mais nas trevas que na luz. De fato, o mero conhecimento da Bíblia será de pouco valor. Os judeus contemporâneos de Jesus nos legaram uma trágica evidência desse fato. Eram o povo da Bíblia na época, alegavam fazer dela o centro de suas atenções, e acabaram crucificando Aquele para quem as Escrituras apontavam. Esta é uma séria advertência para nós. A Bíblia nos será de genuíno proveito na medida em que, estudando-a, venhamos a intensificar nosso relacionamento com Jesus.

E assim, descobrimos que o conhecimento que salva é aquele que conduz seu possuidor a um verdadeiro relacionamento com Deus; é sentir Seu amor e responder-Lhe também com amor. É deixar-se cativar por Seu amor e render-Lhe a vida num veemente anseio de que Ele opere nela. É ter o anseio de ser transformado numa nova criatura, gerada pelo Espírito Santo para uma vida de justiça e santidade, que se desenvolve com uma aprofundada comunhão com Deus. Então, sendo membro do corpo de Cristo, que é a Igreja, ele desfruta sadio companheirismo com seus “irmãos” (1Jo 2:10), o que não ocorria com os dissidentes gnósticos (v. 9, 11), com toda a pretensão de conhecimento que tinham.

Com novo senso de valor e missão, ele se torna uma bênção para a família, os vizinhos, sua comunidade, a Igreja e o próprio mundo; e a vida do reino divino se torna sua vida, seu estilo de vida sob a soberania do amor. Em outros termos, seu amor a Deus o leva a expandir esse amor em direção aos seus semelhantes. Que experiência!

Através dela, o pecador tem mudados suas predileções, seus gostos, suas prioridades, seus anseios, seu foco de atenção, o próprio centro motor da existência; enfim, como diz Champlin, “que os crentes se apropriem da posição que possuem em Cristo, mediante ações espirituais certas, que se refletem na conduta diária...” (R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo,v. 3, p. 672).

Os projetos e alvos da nova vida estarão voltados para os interesses divinos, e ele aplicará todo o seu empenho em se conformar cada vez mais com os princípios da justiça; estará determinado a avançar nessa direção, sempre se dispondo a se submeter à vontade de Deus. Tudo isso é fruto do verdadeiro conhecimento.

Segunda, 20 de julho
Guardando os mandamentos (1Jo 2:3-5)

Enquanto 1 João 2:3 reafirma que a guarda dos mandamentos de Deus é uma inequívoca evidência de a pessoa O conhece, temos no verso 4 uma das mais duras denúncias da Palavra de Deus: quem diz que conhece a Deus “e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.”

Professar conhecer a Deus e, ao tempo, desrespeitar a Sua Lei não passa de crassa hipocrisia, contra a qual Jesus foi enérgico em Seu pronunciamento. Ele proferiu vários ais sobre os hipócritas (veja Mt 23). O mais impressionante é que Ele não disse “ai dos homicidas”, ou “ai das meretrizes e dos homossexuais”; mas disse, mais de uma vez: “ai dos hipócritas”. Não que Ele fosse favorável ao homicídio, etc.; muito ao contrário! Mas, sem dúvida, porque considerava a piedade apenas de fachada o maior insulto a Deus. “A apostasia declarada não seria mais ofensiva a Deus do que a hipocrisia...” (Patriarcas e Profetas, p. 555). Realmente, o hipócrita é o pecador para quem menos esperança existe. “Há mais esperança para o pecador aberto, do que para essa classe” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 144).

“Quando conhecermos a Deus, como nos é dado o privilégio de conhecer, nossa vida será de contínua obediência” (O Desejado de Todas as Nações, p. 668). Isso porque o verdadeiro conhecimento de Deus é aquele que, segundo a lição, “forma a base de uma relação de amor”; quando se fala em “relação de amor”, é o amor recíproco que se tem em vista. Conhecer a Deus é reconhecer Seu amor, o quanto nos ama demonstrado pelo quanto tem feito por nós; e aí não há como responder a tudo isso senão dedicando a Ele nosso amor, que, semelhante ao dEle, será evidenciado por atos. Por isso se diz que quem, de fato, conhece a Deus, O ama; e que quem O ama, como já notado, guarda Seus mandamentos. João toca esse ponto quando diz: “Aquele, entretanto, que guarda a Sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nEle” (1Jo 2:5).

Terça, 21 de julho
Que faria Jesus? (1Jo 2:6-8)

Embora a lição de hoje envolva os versos 6 a 8 de 1 João 2, ela se restringe ao verso 6, ficando 7 e 8 para amanhã. A pergunta que serve de título implica o fato de que Jesus é nosso modelo em todos os aspectos e afazeres da vida. Não se conhece a Deus senão conhecendo a Jesus, e não se conhece a Jesus senão conhecendo como Ele viveu e agiu, e, então, vivendo e agindo como Ele o fez.

O escritor acabara de realçar a necessidade de se guardar os mandamentos de Deus (2:3-5); então, no verso 6, ele apresenta o padrão de obediência. Não se obedece aos mandamentos de Deus meramente cumprindo a letra da Lei. Espera-se mais daquele que conhece a Deus. Ele a irá cumprir como Jesus a cumpriu. “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou.”

Por exemplo, tomando em conta Sua obediência ao quarto mandamento, pergunto: como foi que Jesus guardou o sábado? Congregando nesse dia, diríamos, nos lembrando de Lucas 4:16. Mas será que Seus atos de bondade e benevolência no sábado, principalmente aliviando a dor e o sofrimento humanos, também não contam? Não estaria Ele, pelos milagres operados nesse dia, alertando-nos de que a simpatia pelos seres humanos em suas necessidades é parte preponderante da santificação sabática? Não estaria Ele, nesse aspecto, sendo também um exemplo para nós?

“Aquele que diz que permanece nEle, esse deve andar como Ele andou.” E andar como Ele andou alcança o ponto culminante em amar como Ele amou. Essa é a essência do “novo mandamento”, do que trata a lição de amanhã. Faz-nos lembrar as palavras de Paulo em Romanos 13:8: “...quem ama ao próximo tem cumprido a Lei.” Mas temos que amar como Jesus amou.

Quarta, 22 de julho
O Novo Mandamento (1Jo 2:7, 8)

Aqui, João faz referência ao novo mandamento de Jesus, mencionado em João 13:34: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Em que sentido esse mandamento é novo?

Bem, lembramos que há dois termos gregos principais vertidos “novo” em nossas Bíblias: néos e kainós. Os termos se distinguem um do outro em sua principal acepção: o primeiro, significando novo com respeito ao tempo, isto é, recente, que não existia antes, ou novo em contraste com o velho que o novo substitui; e o segundo termo se prendendo mais à qualidade, ou forma, ou sentido daquilo que se diz novo. Em outras palavras, algo que é dito ser kainós não significa absolutamente que não existia antes, mas que agora se projeta numa nova feição, ou dimensão.

Em João 13:34 é empregado o termo kainós, pois o imperativo do amor antecede ao que Jesus falou; ele nos vem das páginas do Antigo Testamento (veja Lv 19:18). Mas o mandamento é novo no sentido de tomar a forma de Jesus amar como padrão do amor a ser cultivado entre Seus discípulos. Jesus confere novo significado a um mandamento já existente que tem por base o exemplo supremo de amor visto nEle mesmo. Com efeito, Ele é a mais clara e altissonante demonstração de amor dada a todo o Universo.

Ele agora estabeleceu que essa forma de amor, ou melhor, essa forma de amar, deveria continuar entre Seus seguidores; não que Ele não mais amasse daquele modo e naquela medida, mas porque Seu amor, ou forma de amar, deveria se manifestar em seus seguidores, para conhecimento do mundo. É por isso que, logo após expressar o “novo mandamento”, Jesus disse: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35). Esta é a característica número 1 da igreja verdadeira.

Certamente, o conteúdo do quarto Evangelho (incluindo, é claro, as palavras de 13:34) era familiar aos destinatários das epístolas joaninas. Assim, o escritor lhes lembrou a necessidade de se amarem uns aos outros, e lhes disse que isso era ao mesmo tempo um mandamento “antigo” (isto é, não do desconhecimento deles) e “novo (kainós)” (isto é, para ser entendido na extensão do amor de Cristo). Ele estava lhes avivando a memória e a consciência para o fato de que Jesus, dezenas de anos antes, já havia expressado esse mandamento, de maneira que amar-se uns aos outros era um dever e mais que dever, era privilégio deles. Agora, não deveriam se deixar levar pelas falsas ideias que estavam sendo veiculadas, as quais, uma vez aceitas, os afastariam desta comunhão de amor.

João lhes disse que este mandamento não lhes era novo precisamente porque o haviam recebido desde o princípio. A palavra tem dois sentidos possíveis, aqui: faz referência ao momento em que Jesus Se manifestou ao mundo, ou ao momento em que os destinatários ouviram e aceitaram a mensagem do evangelho. Talvez, a segunda hipótese seja mais provável, face ao que o escritor diz ao encerrar o verso 7: “Esse mandamento antigo [pois procede da instituição da santa-ceia, quando Jesus o proferiu] é a palavra que ouvistes.” Se assim é, podemos estar certos de que a pregação apostólica de João, principalmente em seus últimos anos, foi feita com ênfase no amor de Jesus. Afirma-se que, estando o apóstolo para morrer, perguntaram-lhe se tinha uma última mensagem a dar. “Amai-vos uns aos outros”, disse, e expirou.

Quinta, 23 de julho
Amando os outros (1Jo 2:9-11)

O título da lição de hoje aparentemente toca o amor do cristão a todas as pessoas. Afinal, Cristo morreu pelo “mundo inteiro” (2:2), e é nosso dever amar a todos. Todavia, João continua, nos versos 9 a 11, a exortar seus leitores quanto ao amor fraternal, o amor mútuo a ser exercitado entre os domésticos da fé. Como a lição afirma, “em sua epístola, João estava interessado principalmente na comunidade cristã. Isso não significa que ele negava o fato de que os cristãos são chamados a amar seus vizinhos e até os inimigos; mas não era essa sua preocupação aqui. Ele tinha outros problemas para resolver.”

Certamente, esses problemas tinham que ver com os conflitos entre membros da igreja, para o que concorriam os elementos dissidentes citados. João expôs de maneira severa sua reprovação a esse estado de coisas, sendo bastante incisivo em suas declarações, novamente empregando o dualismo luz X trevas, do qual se valeu no início da epístola.

Por exemplo: em 1:6 ele declarou ser falsa a reivindicação de estar em comunhão com Deus feita por aquele que anda nas trevas; depois, ele afirmou que aquele que não ama seu irmão continua nas trevas, mesmo professando estar na luz. Aqui se nota um estreito relacionamento entre estar em comunhão com Deus e amar o companheiro de fé.

Outro exemplo: ele disse que, “se andarmos na luz”, manteremos “comunhão uns com os outros”(1:7); então, ele praticamente repetiu essa asserção com as palavras de 2:10: “Aquele que ama a seu irmão permanece na luz...”. Combinando os dois textos, vê-se que “andar na luz” corresponde a “permanecer na luz”, e “manter comunhão uns com os outros”, a “amar seu irmão”. Não há dúvida de que o amor fraternal envolve, como ingrediente básico, a comunhão de uns com os outros na igreja.

Bem, João realmente disse: “Aquele que odeia seu irmão”, em lugar de “aquele que não ama a seu irmão”. Meu intuito não foi alterar o que está na Bíblia (Deus me livre de tal sacrilégio!), substituindo “odiar” por “não amar”. Quis apenas ressaltar que, segundo o Evangelho, não amar equivale a odiar. Normalmente, não pensamos assim, pois se A não ama B não significa necessariamente que A odeie B; pode ser que simplesmente não o aprecie, não se simpatize com ele, etc. Há alguns que até afirmam que o contrário de amar não é odiar; é ser indiferente.

Não é assim para João em suas ponderações. Para ele, falta de amor é presença de ódio e vice-versa. Para que alguém odeie, não é necessário que se manifestem os sentimentos próprios do ódio (execração, malquerença, rancor, aversão, etc.); basta que não ame. João continua no contexto do “novo mandamento” e, numa comunidade em que a ordem “amai-vos uns aos outros” é soberana, não haverá indiferença em relação a quem quer que seja, nem esse negócio de dizer: “não vou com a cara de fulano”, ou coisa parecida. Até certo ponto, é natural que existam pessoas de nossa predileção, aqueles de quem nos aproximamos mais, que se tornam mais íntimos nossos. Isso é próprio no processo da amizade, pois até Jesus teve discípulos mais chegados.

Isso, todavia, jamais pode ser feito em detrimento de quem quer que seja. Segundo a lição, ódio, na Bíblia, se aplica também “a dar preferência a uma pessoa e não a outra ou a negligência de alguém”. Nosso convívio jamais deve chegar às raias do favoritismo indevido, ou da segregação degradante. Quando recebido plenamente no coração, o amor de Jesus derriba as barreiras sociais de qualquer natureza, de maneira que não haja limites ou fronteiras para o amor fraternal. Ele se estende incondicionalmente em todas as direções, e envolve indistintamente a todos. E não pode ser diferente, pois aquele que promulgou o novo mandamento, também ordenou que amássemos até mesmo os inimigos (Mt 5:44).

Então, se alguém não age desta forma, é porque não permitiu ainda que o amor de Jesus se apodere totalmente dele. E se isso não ocorreu, ele ainda está em trevas, com duas inevitáveis consequências: estar sujeito a tropeços e andar sem saber para onde ir; tudo devido à cegueira espiritual. Em outras palavras, está perdido sem ter consciência desse triste fato.


7月28日

Lição 03 - Andando na luz – Abandonando o pecado - Lição da Escola Sabatina - Casa Publicadora Brasileira

Lição 3
11 a 18 de julho

Andando na luz – Abandonando o pecado

Lição 332009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Pv 4–7


Verso para Memorizar: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Leituras da semana: Jo 3:198:12Rm 3:10-201Tm 1:151Jo 1:5-2:2

Em 1982, uma obra incomum de arte moderna foi posta em exibição. Era um revólver fixo a uma cadeira. A obra de arte podia ser vista sentando-se na cadeira e olhando diretamente para o cano da arma. O problema era que a arma estava carregada e ligada a um temporizador programado para disparar em um momento indeterminado dentro dos cem anos seguintes. Incrivelmente, as pessoas esperavam em filas para sentar e olhar para a mira da arma, embora soubessem que a arma poderia disparar a qualquer momento.

Isso é que significa tentar o destino!

Infelizmente, as pessoas fazem o mesmo com o pecado, achando que podem encará-lo e ainda sair ilesos. Ao contrário da arma, porém, o pecado – a menos que seja resolvido – as matará definitivamente.

Nesta semana, João fala sobre o problema do pecado e sua solução em Jesus Cristo.

Prévia da semana: O que significa quando a Bíblia chama Deus de “luz”? Que tipo de erros a respeito da realidade do pecado João procurou corrigir nesses primeiros versos? Que promessa João nos apresenta como remédio para o pecado em nossa vida? Por que precisamos dessas promessas?


Domingo

Ano Bíblico: Pv 8–11

A Luz (1Jo 1:5)

A luz é apenas um fenômeno físico, uma forma de energia formada de fótons. Mas João insiste em dizer que “Deus é luz”.

1. Que lição João quis ensinar ao dizer que “Deus é luz”? 1Jo 1:5. Veja também Sl 27:136:9Mt 4:16Jo 3:198:1212:461Tm 6:16

A palavra luz é usada em referência tanto a Jesus como ao Pai. A luz é a glória de Deus, e aponta para Ele como aquele que traz salvação. A imagem enfatiza também o conceito de verdade e revelação. E, especialmente em nosso contexto imediato, destaca Suas qualidades morais de justiça, santidade e perfeição (veja também 1Jo 2:9).

2. Por que João não se contenta em dizer que Deus é “luz”, mas acrescenta que “não há nEle treva nenhuma”?

Acrescentando essa frase, o apóstolo destaca a perfeição de Deus nos termos mais fortes possíveis e Sua separação do pecado. Ele não pode ser comparado aos deuses romanos ou gregos, em quem supostamente existiam virtudes e vícios combinados. Deus é pura santidade, pura bondade, pura justiça. Ele é, de certo modo, tão oposto ao pecado quanto as trevas são à luz.

A referência de João às trevas introduz um novo elemento, que abre o palco para a fase seguinte. Como seres caídos, afundados no pecado, os seres humanos pertencem por natureza à esfera das trevas, e não ao reino da luz. Se Deus é luz e nós estamos em trevas, não poderia ser maior o contraste entre nós e Deus, especialmente em termos de santidade e justiça.


Segunda

Ano Bíblico: Pv 12–15

O problema do pecado (1Jo 1:6810)

primeira epístola de João capítulo 1:6-10 forma uma unidade. Depois de sua declaração principal sobre o caráter de Deus, João menciona algumas crenças aparentemente existentes entre os crentes. São essas crenças que ele critica.

Estes cinco versos começam aproximadamente de maneira idêntica; isto é, com a frase “Se nós...”. Porém, notamos uma diferença fundamental entre eles.

3. Quais são algumas das afirmações que João tenta contradizer, nos versos 68 e 10? Que falsas declarações estavam sendo feitas, e o que tinham em comum?

A primeira declaração discute a comunhão com Deus. Muitas pessoas afirmam manter comunhão com Deus mas, em realidade, andam nas trevas, o que significa que realmente não caminham com Deus.

Em contraste (v. 7), andar na luz traz consigo a verdadeira comunhão. Os que fazem assim são purificados de seus pecados. Então, andar nas trevas significa viver em pecado. De acordo com João, viver em pecado e afirmar ter comunhão com Deus é mentira.

As duas afirmações seguintes, nos versos 8 e 10, também estão relacionadas com o pecado. Embora João fale contra a prática do pecado, ele é muito claro sobre a realidade desse mal em nossa vida. No verso 8, ele parece estar lidando com a crença de que os seres humanos não são pecadores, ensino contrário à mais básica doutrina cristã.

4. Por que é tão importante a declaração de João no verso 10? Quais são as implicações da ideia de que “não temos cometido pecado”?

Note a progressão nestes versos. No verso 6, as pessoas estão mentindo. No verso 8, elas se enganam a si mesmas. No verso 10, elas tornam Deus um mentiroso. Obviamente, João entende a realidade e a seriedade do problema do pecado para a humanidade.

Você é aberto e honesto consigo mesmo a respeito da realidade do pecado em sua vida? Você tende a ignorar, justificá-lo ou recriminar-se a esse respeito? Qual deve ser sua atitude para com as dificuldades com o pecado, e o que você pode fazer a fim de manter a atitude correta? Qual é essa atitude certa?


Terça

Ano Bíblico: Pv 16–19

Respostas para o problema do pecado (1Jo 1:792:2)

É claro que nestes versos João está se referindo à seriedade do pecado. Como ele entende pecado? Em 1 João 3:4, ele compara o pecado com a iniquidade. De acordo com 1 João 5:17, pecado é injustiça ou mau procedimento. É o afastamento da vontade de Deus, revelada nas Escrituras. O pecado também é o oposto da verdade. Separa de Deus a pessoa que comete pecado, e essa alienação leva à morte espiritual. Pecado, no singular, pode apontar para a separação entre o pecador e Deus; no plural, os pecados podem apontar para os atos pecaminosos. Porém, vemos que uma coisa é certa: O pecado é real e, a menos que seja tratado, nos destruirá.

5. 1 João 1:7 e 9 contém promessas divinas a respeito da solução para o problema do pecado. Quais são essas promessas e como podemos torná-las reais em nossa vida? Como podemos experimentar por nós mesmos o que Deus está prometendo aqui?

O perdão dos pecados se tornou possível graças à morte de Cristo na cruz, ao derramamento de Seu sangue como sacrifício. Porque transgredimos a lei e, portanto, merecemos a morte, Ele morreu em nosso lugar e nos libertou da condenação eterna que, de outra forma, nossa transgressão traria. Ainda mais, Seu sangue nos purifica de todo pecado.

Porém, do nosso lado, a confissão dos pecados é necessária. A palavra confessar, em 1 João 1:9 pode significar admitir e também reconhecer. O texto não menciona a quem os pecados precisam ser confessados. Certamente, Deus está envolvido, porque na parte seguinte do verso, ouvimos que se os pecados forem confessados, Deus é fiel e justo e os perdoará. Pode ser que a confissão inclua também confissão pública diante daqueles que foram prejudicados por nós; mesmo assim, o perdão vem de Deus, unicamente.

1 João 1:9 também tem a força de uma ordem. Devemos apresentar nossos pecados diante de Deus, e Ele nos perdoará e purificará. O pecado nos torna culpados; precisamos de perdão. O pecado nos deixa impuros; precisamos de purificação. Por Jesus, Deus abriu um caminho para que tenhamos ambas as coisas.

Que áreas da vida você precisa mudar a fim de aproveitar melhor essas maravilhosas promessas? O que impede você de submeter a Deus todos os seus caminhos pecaminosos?


Quarta

Ano Bíblico: Pv 20–24

O alvo do cristão (1Jo 2:1)

6. Em 1 João 2:1, João nos chama a não pecar. Como devemos entender essa advertência?

O chamado aqui para não pecarmos vem no contexto de andar na luz, apresentado com a declaração de que Deus é luz. Se quisermos viver em comunhão com Ele e com Seus filhos, devemos andar na luz, e andar na luz requer a renúncia do pecado (1Jo 2:1).

João se dirige aos crentes com carinho e intimidade, chamando-os de “filhinhos” e conta-lhes uma razão para escrever sua epístola: Eles devem renunciar completamente ao pecado. Ao fazer isso, ele não está sugerindo que é possível uma existência completamente sem pecado, mas está pedindo que os cristãos se afastem de todo ato definido de pecado.

7. Por que João equilibra a advertência para não pecar com a frase “Se... alguém pecar”? Veja também 1Rs 8:46Rm 3:10-201Tm 1:15.

Esta discussão sobre o pecado pode ser mal-compreendida, no sentido de que alguém pode imaginar que o pecado não importa: “Não afirme estar sem pecado; de toda maneira, você é pecador. Então, viva a vida e não se preocupe com o pecado.”

Assim, João procura equilibrar suas declarações sobre o pecado e faz isso com 1 João 2:1. O alvo de um discípulo de Cristo é não pecar. Os cristãos devem admitir que são pecadores, mas devem procurar viver sem pecado.

Ao mesmo tempo, João não quer dar a ideia de que podemos estar perfeitamente sem pecado. Então, em sua advertência contra o pecado, ele diz: “Se... alguém pecar, temos Advogado...”. Esse é um claro reconhecimento da realidade do pecado na vida dos cristãos. Até mesmo cristãos consagrados e sinceros podem cometer pecados. Infelizmente, pecar é sempre uma possibilidade real para os membros da igreja. Então, eles precisam de ajuda. Precisam de alguém que os ajude a resistir à tentação, mas também precisam de alguém que intervenha por eles depois de pecarem.

Como podemos aprender a viver com a contradição de ser pecadores mas ser advertidos – mui fortemente na Bíblia – a não pecar?


Quinta

Ano Bíblico: Pv 25–27

O conforto dos cristãos (1Jo 2:1, 2)

Primeira João 2:1, 2 contém declarações maravilhosas que confortam os pecadores arrependidos e os enchem de esperança e coragem. Apesar do pecado e culpa e das consequências terríveis que frequentemente surgem por causa dos nossos pecados, existe uma solução. João já mencionou o perdão ou a purificação dos pecados. Agora, ele volta novamente a esse assunto, dizendo que esse perdão se torna possível por meio de Jesus.

Como? Primeiramente, Ele é nosso advogado, e intervém em nosso favor. Esse advogado é identificado como o Messias (“Cristo”), e nos é dito que Ele é justo. A justiça foi atribuída a Deus o Pai em 1 João 1:9. É atribuída ao Filho em 1 João 2:1, e é por causa de Seu caráter justo que Ele pode interceder por nós.

Em segundo lugar, nosso perdão está garantido porque, por meio de Sua morte sacrifical, Jesus efetuou propiciação, ou expiação; isso significa que Ele pagou a penalidade dos nossos pecados. A dívida que tínhamos, que nunca poderíamos pagar, Jesus a pagou por nós.

Então, João descreve Jesus como sacrifício e intercessor. No contexto do testemunho do Novo Testamento, isso significa que Jesus viveu entre nós sem pecado, morreu na cruz, ressuscitou e ascendeu ao Céu, onde intercede em nosso favor.

O termo parakletos, traduzido como advogado em 1 João 2, tem sido traduzido de diferentes formas; por exemplo, consolador, ajudador, advogado, mediador ou intercessor (veja Jo 14:162615:2616:71Jo 2:1). É uma pessoa chamada para estar ao lado de outra e que se coloca em favor de outra pessoa. Um parakletospode ser uma pessoa que ajuda um amigo. No Evangelho de João, o Espírito Santo é o ajudador. Na primeira Epístola de João, Jesus é o ajudador e intercessor (1Jo 2:1).

Quando falamos em Jesus como nosso advogado, sentimos grande conforto no fato de que Ele nos ajuda a obter o perdão dos nossos pecados. Devemos ser cuidadosos em não dar a impressão de que o Pai é mau e severo e precisa ser persuadido por um intermediário a fim de nos perdoar. Esse quadro de Deus não é real. Foi Ele que enviou Jesus por nós (Jo 3:16). Também, alguns versos antes João diz que Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar (1Jo 1:9). Jesus não precisa apaziguar o Pai. Ao contrário, foi o Pai que revelou, em Jesus, Seu desejo de nos salvar.

Com base no que acabamos de ler, como você entende as maravilhosas promessas que nos são dadas em 1 João 2:1, 2? O que elas significam no que se refere à nossa experiência diária com o Senhor? Como você pode tornar mais reais essas promessas em sua vida? Que mudanças essas promessas devem trazer à nossa experiência?


Sexta

Ano Bíblico: Pv 28–31

Estudo adicional

Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 37-41: “Abra o Coração a Deus”.

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça’ (1Jo 1:9). As condições para se alcançar misericórdia de Deus são simples e razoáveis. O Senhor não requer que façamos alguma coisa penosa para alcançarmos perdão. Não precisamos fazer longas e exaustivas peregrinações nem praticar dolorosas penitências para nos encomendar ao Deus do Céu ou expiar nossa transgressão. Aquele que ‘confessa e deixa’ os seus pecados ‘alcançará misericórdia’ (Pv 28:13). Nos tribunais do Céu, Cristo está a interceder por Sua igreja – advogando a causa daqueles cujo preço de redenção Ele pagou com Seu próprio sangue. Séculos e eras nunca poderão diminuir a eficácia de Seu sacrifício expiatório. Nem a morte, nem a vida, altura ou profundidade, nada nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus; não porque a Ele nos apeguemos com firmeza, mas porque Ele nos segura com Sua forte mão. Se nossa salvação dependesse de nossos próprios esforços, não nos poderíamos salvar; mas ela depende de alguém que está por trás de todas as promessas"(Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 552, 553).

Perguntas para consideração

1. Leia em classe o que vocês escreveram sobre os pensamentos, emoções e imagens que a ideia de “escuridão” lhe trouxe. Como isso o ajuda não só a entender melhor o que significa ser injusto e pecador mas também o que significa andar na luz de Deus?
2. Um bandido matou a maior parte de uma família que não era cristã e que nunca havia professado fé em Jesus. Anos mais tarde, em seu leito de morte, o assassino confessou seus atos e aceitou Cristo como Seu Salvador. Como você responderia a este comentário, feito por um membro sobrevivente da família: “Então, de acordo com vocês, cristãos, minha família inteira está destinada ao castigo final, enquanto aquele que os assassinou agora tem a promessa do Céu? É isso que sua religião ensina?”

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Deus é a fonte da salvação e de todas as virtudes.
Pergunta 2: Deus jamais Se associa ao pecado.
Pergunta 3: Que é possível salvar-se e continuar pecando; que os que estão salvos não mais podem pecar.
Pergunta 4: Além de vivermos em erro, contradizemos o que Deus afirmou.
Pergunta 5: O sangue de Jesus nos purifica e nos perdoa.
Pergunta 6: Esse é o ideal cristão, confirmado pela vida perfeita de Jesus.
Pergunta 7: O ideal, quando não é alcançado, é contrabalançado pela promessa de que temos um advogado em Jesus Cristo.


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